sexta-feira, 26 de junho de 2026

O Estranho noturno, personagem by Santidarko




'Um estranho noturno que não tem armadura de meta ou Kevlar, mas de escuridão!'.

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O Estranho Noturno

Também conhecido como O Vulto Umbra


...Ninguém sabe seu nome! 
....Ninguém viu seu verdadeiro rosto!

Os jornais o chamam de O Estranho Noturno. Os criminosos, de O Vulto Umbra. 

...As crianças de rua, de O Agouro de Lázaro.

Uma silhueta recortada contra a lua minguante, uma sobretudo que  esvoaça , tal como sombra e penas.


...Estranhamente posicionado nos lugares mais altos da cidade. 
Gárgulas. 
Torres. 
Postes. 

Como avisos. Como oferendas. Como se a noite precisasse ser alimentada.

...Ele quer que você saiba que a noite 'tem dentes'

E que,  antes do amanhecer, quando o mundo está mais silencioso e mais escuro...

...ele está observando!


...Ele não escala!
...Ele não usa cordas!

Ele simplesmente aparece lá, como se a gravidade fosse uma sugestão que ele educadamente recusou.

E quando salta ,ele se lança de alturas impossíveis, do topo de uma torre até o asfalto, e a queda não o quebra.

 Ele amortece o impacto com uma graça silenciosa, os joelhos flexionando, o sobretudo inflando por um instante como asas frenando o voo de um pássaro antes do pouso.

 Nenhum som!
...Nenhum estalo de osso!

Apenas o farfalhar de penas e o estalo suave de suas garras tocando o chão.

Garras. Sim. Ele as tem. Luvas negras que terminam em pontas afiadas como agulhas de costura, como se seus dedos fossem talhados para agarrar, para escalar, para lembrar que ele não é inteiramente humano. 

Elas brilham sob a luz dos postes -- lâminas curtas, curvas, que deixam marcas profundas no concreto e na carne.

...Como avisos. Como oferendas. Como se a noite precisasse ser alimentada.

Sua assinatura não é um cartão, não é uma pichação. É um símbolo que ele risca nas paredes com a ponta da garra, sempre no alto, sempre onde ninguém alcança sem escalar. 

Um corvo de perfil, mas diferente. As asas não estão abertas em voo -- estão curvadas para baixo, formando um arco ogival, como o vitral de uma catedral. O corpo da ave é uma haste vertical, fina e alongada. O olho é um círculo vazado -- um furo na parede, um vazio que parece observar quem o encara. E o bico aponta para baixo, como uma seta, como um dedo acusador, como um pêndulo parado no momento exato da sentença.

O Símbolo do Corvo Ogival, como os jornais o batizaram. Os criminosos o chamam de O Olho que Aponta. 



*Quando ele aparece riscado numa parede, alguém vai desaparecer. Alguém será encontrado nos telhados, empoleirado como uma gárgula nova.


...'Ele quer que você saiba que a noite tem dentes'.
...O melhor, GARRAS!


E que, antes do amanhecer, quando o mundo está mais silencioso e mais escuro...

...ele está observando.

Sempre observando.

Do alto.

Com suas garras apoiadas na pedra fria.

Com seu sobretudo esvoaçante ao vento.

Com seu rosto sem rosto, onde dois pontos rubros queimam como velas esquecidas numa igreja abandonada.


Ele não diaoga com criminosos!
 Ele não avisa.!
...Ele não perdoa!


Ele apenas... estará lá!

'E estar, para ele, já é o suficiente!





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 


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