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Mostrando postagens de junho, 2025

Falha na coluna da sustenção do Eu(psychical glitch)(*um poema sobre: a solidão,e o futuro com suas ultratecnologias para guerras

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Não apenas á solidão comum a todo Ser humano, mas a angústia da desconexão autêntica sobre meandros de uma multidão,que busca o sublime no terrível,de não mais ser,ou pertencer a si mesmo; ...Não mais ao vento que uiva em picos nus, Nem ao oceano com seu deslizar inspirador; Um outro horror, silente e contínuo, Que tece-se em fios de um futuro cego. Sobre mim paira, qual nevoeiro impuro? O amanhã – abismo de vidro e sombra: Onde rostos, em luzes de escuro, São ecos vãos, miragens que assombram. Ah, a Solidão! Não a do ermo amigo, Onde a alma com o céu sussurrava em paz; É a multidão fria, um perverso perigo, Grito mudo,que em vãos jazem em circuitos! Mil vozes rompem a quietude almejada, Invasoras, vorazes, sem perdão; Máquinas de sombra, teia aprisionada, Sugam a calma, roubam a canção. Onde o ninho do pensamento puro? Onde o refúgio para o sonhar fugaz? Invadido por um clarão inseguro, Por pulsos de silício, frio audaz. O futuro? Um titã de passo duro, Cego, sem bússola, ...

Nefelibata (*Para a penumbra do teu sótão,onde esconde-se seu coração amedrontado)

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 O céu — uma tumba de mármore rachado,   Onde fulgores mortos se agoniciam.   A Névoa sobe (aroma de um cadáver exalado com flores) ; ...Engolindo relógios que o tempo furtam. Na praça, uma estátua decapitada   Aponta o cotovelo para o abismo.   Seus lábios de granito, uma ferada;   Cuspindo silêncio e cinismo. Tu vieste com passos de neblina fina,   Trazendo lírios — mas de cera fria.   Tua voz, uma fonte envenenada e divina...   ...Era a armadilha da melancolia. Minha alma? Um espelho quebrado no cais,   Refletindo mastros sem velas, sem rumo.   Cada fragmento um abismo: jamais   Se unirão sob esse luto importuno. Os sinos tecem um sudário sonoro   Por algo que morreu antes de nascer.   O Vento, ladrão de folhas de ouro,   Rasga anúncios de um amor qualquer. O que resta?  Sombras com fome de carne,   Fiapos de grito...

Crepúsculo de Chumbo(*um poema noir)

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 Crepúsculo de Chumbo(*um poema noir) A Lua, cadáver pálido suspenso no alcatrão, Vaza seu leite frio sobre telhados retorcidos. A Névoa, um vulto que das docas sangra um vão, Engole ruas onde o Medo fora tecido. Sob o arco-bote que geme um rumor profundo, Das águas negras (Lete de betume e sal), Emergem sussurros – promessas do Mundo, Que o lodo devora, traiçoeiro e fatal. Ela veio com olhos de tempestade serena, Cabelos – noite líquida a escorrer. Prometeu um refúgio, doce e nova pena... ...Fora o punhal de gelo ao me trazer. Minha alma? Um lago congelado, vasto e liso, Onde um fantasma dança, solitário e nu. A Verdade que busquei com árduo siso, Era um abismo mudo, sem céu, sem terra. Os sinos dobram notas de chumbo gasto, Pelo sonho que afundou, sem lápide ou perdão. O Vento, harpista cego, entoa um canto vasto, Sobre ossos que jazem sob essa solidão. O que resta? Sombras que se alongam, tortas, O eco de um riso na esquina a apodrecer. O futuro? Um ocidente de cinza...

O Eixo Cósmico-Uma Teoria do torque quintessencial Universal(*A Corda de Pérolas)

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Esta tese propõe uma teoria denominada:Teoria do torque quintessencial Universal;sobre a existência e natureza de um eixo de rotação preferencial para o Universo.  Partindo da anisotropia residual do Fundo Cósmico de Micro-ondas e de anomalias na distribuição de quasares de alto redshift, postulo de forma imaginativa,filosófica  e teórica,que o Universo primitivo sofreu uma torção fundamental, cujo eixo é definido não por uma geometria Universal, mas por uma cadeia ('corda de pérolas') de Buracos Negros Supermassivos Primordiais formados durante a época de inflação caótica.  Esses,atuando como'pérolas gravitacionais', alinham-se ao longo de uma direção privilegiada, impondo uma assimetria rotacional residual mensurável.   --- A noção de um eixo universal de rotação desafia o princípio cosmológico da homogeneidade e isotropia. Contudo, minhas simples,e teóricas conjecturas de um entusiasta  sugerem a existência de um 'direcionalismo cósmico'. ...