quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Ghoulish-Mutant Covenant (*Personagens by Santidarko)


Em sentido horário, começando pela mulher com Capilar-reptiliano :Hinemoana ,Ayksa (*a mulher com redemoinhos dérmicos),
Stharla(*de vermelho com cabelos brancos),Melusyne(*de roxo-azulado) ,Alissende(*de dourado), Mnemosine(*de azul),Guilhelmine(*com olhos nas mãos), Dravyna(*de verde )

-----------------------------

Nascidas de uma Ferida Magicial

Originárias do epicentro de uma catástrofe mágica que fendeu a realidade, deformando seus corpos e mentes.

A Herança Maldita: Uma linhagem corrompida que carrega uma maldição ancestral, organizando-se para controlar sua sina e vingar-se daqueles que cruzarem seus caminho.


...


Elas emergiram do Rasgo de Myrdran -- o epicentro onde a realidade foi estripada por uma convergência de forças arcanas proibidas. 

Não houve explosão, mas um silêncio absoluto seguido de um grito coletivo que durou sete dias!

Aquele solo amaldiçoado, hoje chamado de Sulco Profundo ou Berço da Ruptura, não matou os que ali estavam. 

...Refê-las!

 A energia residual --chamada de Cinza Viva pelos sobreviventes -- fundiu carne humana a fragmentos de dimensões impossíveis. 

Corpos se tornaram paisagens distorcidas. Mentes se tornaram ecos de geometrias que não pertencem a este mundo.

Expulsas, caçadas, chamadas de abominações, eles rastejaram de volta ao Sulco. 

...E no silêncio daquele solo que ainda pulsa, fizeram um pacto. Não entre si, mas com a própria ferida que as criou. 

Tornaram-se o Covenant!

A Cicatriz é seu templo, sua mãe e sua profecia!

Cada mutação que carregam é um versículo vivo. E elas aguardam o dia em que a Cinza Viva se erguerá novamente para reescrever o mundo.



A Herança Maldita

Muito antes do Rasgo de Myrdran, muito antes do Sulco Profundo, já existia a Mácula Primordial -- uma maldição tecida nas entranhas de uma linhagem esquecida. 

...Dizem que o primeiro de seu sangue fez um juramento no Círculo de Vérmina, um local onde as leis da magia foram quebradas por ambição e traição. 

O preço foi eterno!

Cada descendente carrega a Herança Maldita como uma sentença lavrada na medula dos ossos.

 A mutação não é acidente, nem dádiva!: é um selo, uma assinatura de dívida cósmica que atravessa gerações. Por séculos, tentaram esconder-se, rezar, negociar com deuses surdos.

...Nada silenciou o sussurro no sangue.

Agora, organizados sob o estandarte do Covenant, cessaram de fugir. Estudam a própria ruína como quem decifra um grimório. 

Transformaram a maldição em doutrina, a deformidade em hierarquia. Não buscam cura nem redenção -- buscam controle!

...E sobretudo, buscam vingança. Pois o mundo sempre as tratou como pragas.

 Mal sabem que a Herança Maldita não as enfraquece: ela os consome por dentro, e tudo ao redor, com a paciência de quem espera o momento exato para cobrar juros de séculos de dor.




By Santidarko 
Personagens by Santidarko 



The Phantoms-Metal Cartel: A cidade de Fadedawn(*Personagens by Santidarko)

Da esquerda para a direita:
Kade,Maeve,Braxus ,Zeek,Riker

-------------------------------------------

*Os Zeppelins do Sol





Os Zepelins do Sol e o Mundo depois da Guerra



O conflito nuclear durou apenas 47 minutos. 
...Mas o suficiente para rasgar o céu!

As bombas não destruíram apenas cidades --rasgaram a atmosfera, criaram uma cortina permanente de cinzas e partículas... que se espalhou como um manto funerário sobre o planeta. O sol, outrora fonte de vida, tornou-se uma lembrança.

Muito sobreviveram!



As nuvens nucleares formaram um dossel espesso e imóvel que cobria tudo abaixo de 3.000 metros de altitude. 

Abaixo dele: escuridão perpétua, inverno eterno, colheitas mortas, cidades em ruínas. Acima dele: um céu límpido, azul, ensolarado --irônico e cruel.

Os sobreviventes chamaram essa camada de 'O Teto Cinza'.




A Descoberta -- 'O SOL ainda existia '

...Foi um balonista desesperado que descobriu!

Em um balão improvisado, subiu além das nuvens em busca de oxigênio ,e encontrou o sol -- quente, dourado, abundante!



...Se o sol ainda brilhava lá em cima, por que não capturá-lo?

Assim nasceram os Zepelins Solares --- gigantescos dirigíveis equipados com painéis fotovoltaicos e espelhos parabólicos, ancorados no alto do Teto  Cinza, navegando entre o inferno abaixo e o paraíso acima.



O negócio da Luz

Recuperar a energia solar não era difícil!
O problema era descer com ela.

A energia captada precisava ser transmitida através das nuvens --e ninguém conseguia fazer cabos resistentes o suficiente. 


...Até que a Corporação Prometheus desenvolveu os Cabos-Trovão: fios de liga de titânio e carbono revestidos de isolamento que atravessavam o Teto de Cinza e conduziam a eletricidade pura do sol até o solo.

Eles instalaram subestações nas ruínas das cidades. Grandes estruturas metálicas que recebiam a energia dos zepelins e a convertiam em corrente utilizável.

...E então cobraram por ela!
(* qualquer coisa que você pudesse fornecer: comida, água potável,  seu trabalho!)

Prometheus tornou-se a única fornecedora de energia elétrica do mundo pós-apocalíptico. 

Eles controlavam a luz!

Controlavam o calor. Controlavam a vida!

...E cobravam caro!



O preço 

Uma hora de energia custa:

●3 dias de trabalho em uma das minas da corporação;
● Carne animal com baixos vestígios de infecção nuclear,  geralmente criados por você , ou' água potável';se você cultivar frutas ou verduras em seu local de moradia,  pode ser com pequenas alterações toleráveis, será aceito também. 

As subestações são templos de metal onde os sobreviventes se ajoelham para pagar por pela luz .

Os zepelins, lá em cima, flutuam banhados pelo sol dourado, indiferentes. 

Seus tripulantes -- os Coletores de Luz -- vivem em cabines pressurizadas, isolados do mundo lá embaixo, alimentando-se de frutas hidropônicas cultivadas com a própria energia que coletam.

...Eles raramente descem!

Quando descem, é porque foram substituídos.



As facções 

●Prometheus Corp :
A corporação que controla os zepelins e as subestações. Sua sede fica no zepelim-mãe, 'O Prometeu', que nunca toca o solo. Seus líderes são desconhecidos -- alguns dizem que são fantasmas, outros que são máquinas.


●Os Párias da Luz:
Rebeldes que roubam dos cabos de energia e distribuem eletricidade gratuitamente. 
São caçados implacavelmente!


●Os Cegos :
 Seita que acredita que a luz do sol é uma ilusão,e que os zepelins são demônios. 
Eles vivem na escuridão total e atacam qualquer subestação.


●Os Mercadores de Céu :
 Pilotos independentes que tentam construir seus próprios zepelins. A Prometheus oferece recompensas enormes por suas cabeças.

--------------------------------

Distrito/ Nome /Função


Centro : The Spire
 Onde fica a subestação da Prometheus

Zona Industrial :The Gears 
Fábricas e forjas

Zona Residencial :The Hovels 
Favelas e abrigos improvisados


Zona Morta :The Scar 
Área mais radioativa e abandonada

Mercado Negro :The Tangle
Ruas labirínticas de comércio ilegal


-----------------------------

Os 5 de Fadedawn


...Os cinco não se conheceram como heróis. Conheceram-se como 'devorados' -- pessoas que a Prometheus havia consumido de alguma forma.

 Braxus perdeu a irmã para um contrato de órgãos. 

Kade foi criado como escravo nas minas.

 Riker era um Cobrador que desertou. 

Maeve perdeu o filho para uma dívida de energia. 

Zeek foi criada em um laboratório do Cartel e fugiu.

Eles se encontraram no Mercado Negro de Fadedawn, em uma noite sem lua, unidos pelo ódio à mesma coisa.




Braxus  — O Líder

'Não confunda meu silêncio com fraqueza. Ele é o último som que você ouvirá.'

Braxus tem 45 anos e é o líder do grupo -- estrategista e combatente corpo a corpo de primeira linha. 
Sua armadura é um peitoral samurai  com detalhes em vermelho sangue, omoplatas laminadas e um capacete retrátil que ele raramente usa, preferindo manter o rosto exposto como desafio. 

Sua arma principal é uma lança de choque dupla: duas hastes retráteis que se conectam formando um bastão elétrico com pontas de metal vibratório. Na coxa direita carrega um revólver calibre .44 com cabo de osso esculpido.

Ex-oficial das forças de segurança da Prometheus, Braxus traiu a corporação quando soube que sua irmã mais nova, Lyra, foi vendida como 'garantia de energia', e nunca mais vista!

Ele conhece os segredos do Cartel por dentro... e usa esse conhecimento contra eles. 

...Reservado, calculista, fala baixo e raramente sorri. Quando fala, todos escutam. Carrega o peso de todos os que perdeu e tem um senso de justiça frio e implacável. 

A única lembrança que mantém da irmã é um lenço de tecido desbotado que ele enrola no pulso -- nunca a tira.





KADE — O ex-escravo 


Kade tem 26 anos e é o escaramuçador do grupo -- especialista em explosivos e demolição, sempre na linha de frente. 
Sua armadura é leve e cinza-escura, com placas resistentes.

Seu braço direito é coberto por placas de metal reforçado, marcas das minas onde passou a infância. Suas armas preferidas são dois revólveres customizados com canos alongados, gravados com números de série das minas de Ferro-Velho onde trabalhou. 

Também carrega granadas de fragmentação improvisadas com latas de ração e pólvora.

Kade nasceu nas Minas de Ferro-Velho, onde crianças eram usadas para extrair sucata radioativa. Aos 14 anos, matou seu primeiro capataz com uma pá e fugiu. 

Viveu nos esgotos de Fadedawn até ser recrutado por Braxus. É feroz, impulsivo e leal até a morte!

Ri alto em situações perigosas e tem uma raiva profunda da Prometheus, que só se acalma, quando está atirando. 

No pescoço, mantém uma tatuagem -- o número de registro das minas, #734-B -- como lembrança do que sobreviveu e do que nunca mais será.





Riker, O ex-cobrador arrependido

'Eu passei cinco anos coletando dívidas em carne. Agora coleciono cabeças da Prometheus.'

Riker tem 31 anos e é o atirador de precisão do grupo --especialista em combate à distância e rastreador. 

Sua armadura é desgastada e escura.
Suas ombreiras são assimétricas e seu capacete possui uma mira holográfica integrada. 

Sua arma principal é um rifle de precisão artesanal feito de peças de sucata, com uma mira telescópica de binóculo militar adaptada. 

Na coxa, carrega um revólver .357 com mira adaptada e coldre com alça de ajuste rápido.

Riker trabalhou como Cobrador para a Prometheus -- o homem que batia nas portas dos inadimplentes e levava 'pagamentos em carne'.

.. .Um dia, entrou na casa de uma família e encontrou uma criança de 6 anos que ele mesmo havia visto nascer. Desistiu naquela noite. 

Matou seu supervisor e fugiu!

Hoje é silencioso, culpado e sobrevive por penitência. Não acredita em redenção, apenas em vingança!

É o mais cínico do grupo, mas o primeiro a se sacrificar pelos outros;-- é a lembrança de quem foi e de quem tenta ser.





Maeve — A mãe guerreira

'Vocês acham que sabem o que é perder? Eu enterrei meu filho com as próprias mãos. Não tenham piedade de mim --tenham piedade de quem cruzar meu caminho.'

Maeve tem 39 anos e é a combatente corpo a corpo do grupo -- especialista em combate com lança e corrente, além de curandeira de campo. 

Sua armadura é leve e metálica, com placas assimétricas e um drapeado de tecido desfiado. 

Suas omoplatas são arredondadas, estilo sode, e seus braços são protegidos por protetores de metal escuro. 

Sua arma principal é uma espécie de lâmina de duas faces, usada para golpear, agarrar e desarmar inimigos. 

Na coxa, carrega um revólver .38 com cabo de marfim -- o único objeto que sobrou de seu marido.

Maeve era parteira e curandeira em Fadedawn. Seu filho, Finn, tinha 10 anos quando contraiu uma doença por falta de aquecimento -- a Prometheus cortou a energia da família porque eles estavam devendo. 

Finn morreu em seus braços. Maeve pegou a lança do marido, que também havia morrido nas minas, e jurou que nenhuma outra mãe enterraria o filho por falta de luz. 

É maternal com os cinco e brutal com os inimigos. É a voz da compaixão no grupo, mas também a que mais sente raiva. 

Chora em silêncio quando ninguém vê. Protege contra o peito um pingente com uma foto desbotada de Finn -- nunca o tira!





Zeek — A experiência fugitiva


Zeek tem 28 anos e é a especialista em tecnologia do grupo -- hacker de sistemas da Prometheus e mestre em sabotagem eletrônica. 

Sua armadura é a mais leve  e ágil;
...Seus braços possuem sistemas de interface integrados. Sua arma principal é o Punho de Choque -- uma manopla metálica que canaliza descargas elétricas, capaz de desativar sistemas e atordoar inimigos. 

Também carrega um revólver .38 com design minimalista e silenciador artesanal.

Zeek foi criada em um laboratório secreto da Prometheus, projetada para ser uma 'interface humana' -- capaz de se conectar mentalmente a sistemas de energia. Fugiu durante um ataque dos Párias da Luz, mas não para se juntar a eles --para destruir o laboratório que a criou. 

Foi encontrada por Braxus quase morta, em um beco de Fadedawn. 


...É inteligente, irônica e desconfiada!

Tem dificuldade em confiar em humanos, pois foi tratada como objeto a vida inteira. 

...Aos poucos, aprende a ser parte do grupo. Seus olhos possuem microimplantes que brilham levemente em azul ,quando ela usa suas habilidades  para enxergar ao longe-- uma marca do laboratório que ela não conseguiu remover.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Malvérmine Dorsombre contra o Radiação Pop(*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:
Ottie Douglas ,Gaelen Linus e (*o gótico)
Maisie Wilder(*sua namorada),Melvin Dex,
Hazel Ember(a menina desenhando),Kendrick  Bennet

-------------------


Malvérmine Dorsombre

-------------------


A Última Quarta-Feira

Antes de Manobras de Quarta, outras duas pistas já haviam' tombado'!

Os Arquivos X-Stream --aquele bowl profundo, que mais parecia uma cratera, onde a galera gritava 'a verdade está lá fora'...antes de dropar -- foi a primeira!

Malvérmine Dorsombre comprou o terreno numa manhã fria. Em uma semana, virou estacionamento. 
O asfalto liso e silencioso agora abrigava carros imóveis onde antes ecoavam rodas de 51mm e gritos de 'de novo, de novo!'.

...Depois foi a vez do Vórtice Coletivo, a pista que parecia sugar a realidade ao redor de tanta gente que reunia. 

Lá, ninguém andava sozinho; era um redemoinho de shapes, risadas e música saindo de caixinhas estouradas. Demoliram numa terça. 
...Agora é um hotel genérico, desses com tapete vermelho na entrada e zero personalidade. 

O Vórtice virou lobby. O som das rodas, silêncio!

A galera sentiu o golpe, mas se adaptou. Sobrou a resistência. Sobrou a zoação. Sobrou a última trincheira do lazer: a Manobras de Quarta.

Toda quarta-feira, religiosamente, a pista fervia!
...Era encontro sagrado, risada solta, shape riscando o chão como assinatura de rebeldia. 

Manobra feia valia mais que manobra perfeita, porque ali o que importava era a tentativa. 'Quarta é dia de cair e rir', diziam.

...Mas Malvérmine Dorsombre farejou!

Ele apareceu numa tarde nublada, parado na borda do bowl com sua cartola preta e aquele casaco estranho que realçava a corcunda. 

O gato bravo aninhado em seu braço encarava tudo com desprezo. 

A bengala com aranha na ponta bateu três vezes no concreto. Seus olhos fundos e olheiras roxas percorreram a pista como se lessem uma planta baixa. O colete roxo e o relógio de bolso dourado brilharam brevemente quando ele se virou para ir embora, sem dizer uma palavra.

No dia seguinte, o aviso chegou:

'Terreno adquirido. Demolição em 30 dias. Futuro estacionamento.'

Manobras de Quarta estava na mira!

A galera se reuniu no centro da pista, shapes apoiados no chão. Ninguém riu. Alguém girou uma roda nervosamente. Outro passou a mão no concreto gasto, decorado com cada marca de drop, cada cicatriz de grind, cada memória.

— Ele levou o X-Stream. Levou o Vórtice!, desabafou um. 
— Não vai levar a gente também!, gritara um no meio da galera.

Era mais que uma pista. Era o último refúgio. 

A última quarta-feira livre!

E Malvérmine , estava prestes a descobrir, que essa turma não era feita só de manobras. 

Era feita de quedas!
...E quem sabe cair, sabe se levantar.

Os 30 dias começaram.




By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Backroomorgue & backroomaskers (*Personagens by Santidarko)



No dia 14 de setembro, três jovens deram entrada no quarto 307 após um acidente de carro. 

Uma BMW azul contra um poste. 

...Duas da manhã. Hálito etílico!

A quarta ocupante, uma menina de dezoito anos que estudava biologia e colecionava conchas, deu entrada diretamente no necrotério. 

Os três amigos sobreviveram com escoriações e um medo que não estava nos prontuários.

Eles sabiam que a manhã traria a polícia. Sabiam que o bafômetro os condenaria. Sabiam que um deles não tinha dinheiro sequer... para o exame de corpo de delito. 

...Sabiam também, que a amiga de infância estava lá embaixo, fria, etiquetada, 

Sozinha!

A descida ao subsolo foi menos uma fuga e mais um pedido de desculpas que nenhum deles saberia formular.

O elevador de serviço rangeu. A porta se abriu para um cheiro que não era só formol.

... Havia algo doce no ar, algo almiscarado, algo que lembrava açúcar queimado e carne antiga. As lâmpadas fluorescentes zumbiam num tom grave, umas piscando em ritmos diferentes, como se cada corredor tivesse sua própria pulsação. 

Os azulejos eram de um amarelo que já fora branco, manchados por infiltrações escuras que escorriam lentamente, como se o prédio suasse uma resina espessa.

O necrotério não era grande!
...Mas, gavetas de aço escovado pareciam dobrar o tamanho ambiente. 


Carrinhos cirúrgicos repousavam em cantos esquecidos, carregando bandejas de instrumentos que não constavam em nenhum catálogo médico. 

Serras com dentes longos como agulhas de tricô. Bisturis curvos cujo corte não seguia uma linha reta. 

Frascos de vidro grosso onde líquidos borbulhavam sem fonte de calor. 

...O chão de linóleo verde estava perpetuamente úmido, refletindo a luz morta em poças rasas que não tinham origem na chuva.


...

A decisão de descer ao necrotério veio antes do primeiro raio de sol. Os três sabiam que a manhã traria a polícia, o bafômetro, as perguntas que nenhum deles conseguiria responder sem se incriminar. 

Mas havia algo mais!

 Helena estava lá embaixo. Sozinha. 
Gelada!
 Etiquetada como um objeto. 
Isso pesava em suas mentes, a cada minuto!

...Mesmo com o arrependimento de estar ali,  no necrotério!

Não era curiosidade mórbida!
 Era dívida!

...Daquelas que não se pagam com dinheiro.



...Foi quando ouviram.

Passos. Passos humanos, pesados, com sola de borracha. Vinham de uma curva à frente. Uma lanterna lançou um feixe de luz trêmulo pela parede. Uma voz masculina, cansada, resmungou algo sobre turnos duplos e horas extras não pagas. 

O segurança noturno. Ou o zelador. 
...Alguém que não poderia vê-los ali!

Os três se entreolharam. Murilo apontou para trás, na direção do elevador.

 ...Mas Léo sacudiu a cabeça. O elevador faria barulho. O funcionário os veria!

 Tudo estaria perdido!

Caio foi o primeiro a notar. Na parede à esquerda, a poucos metros de onde estavam, havia uma porta. Não era de metal como as gavetas do necrotério. 

Não era de madeira como as dos consultórios. Era uma porta comum, de correr, daquelas que separam alas de hospital. 

...Mas não estivera ali antes!

Caio tinha certeza!

 Ele olhara para aquela parede segundos atrás e vira apenas azulejos manchados.

— Aquela porta... , começou a sussurrar.
— Não importa ,'cortou' Léo, já se movendo. 
—... Vai...!

Os passos do funcionário se aproximavam. 
O feixe da lanterna dançava mais perto.

 A voz agora cantarolava algo.

Murilo empurrou a porta de correr. Rangeu. Os três passaram para o outro lado. Léo puxou a porta de volta, fechando-a com um clique abafado. 

Ficaram no escuro por um instante. Depois, uma lâmpada fluorescente acendeu sozinha, zumbindo.

Não estavam mais no hospital.

O corredor à frente era uma repetição do necrotério que tinham visto antes, mas multiplicado. 

Gavetas de aço se estendiam além do que a vista alcançava. À esquerda, mais gavetas.

 À direita, gavetas e mais gavetas. O chão de linóleo verde agora estava molhado, refletindo a luz amarelada. 

O cheiro doce se intensificara. O ar era mais denso, mais quente, como se algo respirasse nas paredes.

Murilo virou-se para a porta por onde haviam entrado. Ela ainda estava lá. Tentou abri-la. 
Não cedeu!
... Tentou de novo, com força!A porta não rangeu. Não se moveu. Parecia soldada à parede.

Atrás deles, o corredor se bifurcava em três direções. Na frente, cinco novas entradas. Acima, nenhuma placa. Nenhum mapa. 
Nenhuma seta de saída. 

Apenas o zumbido!

...E ao longe, muito ao longe, a primeira nota grave de um órgão que não era tocado por mãos humanas.

Eles tinham entrado. A porta que não existia, os engolira. E o necrotério infinito acabava de receber três novos visitantes. 


Nenhum mapa guiava aquele lugar. 

Nenhuma placa indicava direção. As gavetas tinham nomes, datas, causas de morte -- mas os nomes se repetiam, as datas eram impossíveis, as causas descritas em uma caligrafia trêmula que mencionava coisas como 'desistência dos órgãos'e 'sangue que decidiu não circular mais'.

Os três amigos andaram por horas ou por minutos. O tempo no subsolo não corria; escorria. O relógio de pulso de um deles marcava sempre o mesmo minuto. 

O celular de outro exibia apenas uma foto da infância, os quatro juntos, Helena ao centro, sorrindo.

As primeiras pegadas apareceram no terceiro corredor. Eram grandes, afundadas numa pasta escura que coalhava entre os azulejos. 

Marcas de mãos acompanhavam as pegadas nas paredes, como se algo se apoiasse para caminhar, como se algo precisasse se equilibrar. As mãos tinham dedos longos demais!

...Depois vieram os sons!

Não o zumbido das lâmpadas, mas algo musical. Um órgão. Notas graves que vibravam nas gavetas, fazendo o aço cantar em harmonia. A melodia não tinha compositor humano. 

Era um réquiem que subia e descia como um peito respirando, como um coração que não queria parar.

O primeiro ser foi avistado numa sala circular onde dezenas de macas formavam um anel. Estava de costas, imenso, curvado sobre um cadáver cujo tórax estava aberto como um livro. 

Vestia um avental de borracha negra, grosso, coberto de resíduos que brilhavam sob a luz trêmula. Sua cabeça era envolta por uma máscara com algo de metal ma boca -- uma placa de autópsia antiga, moldada para cobrir feições que não deveriam ser vistas. 



Cada incisão produzia uma nota. Cada órgão exposto vibrava como uma palheta. 
O necrotério inteiro era um instrumento, e o ser o tocava com dedos que nunca erraram uma afinação.

Os três amigos recuaram para outro corredor. Foi quando encontraram o segundo.

Este era mais esguio, mais silencioso.
... Movia-se como um inseto entre as sombras das gavetas. Sua máscara era de uma face de pele  antiga  ,que cobria toda a sua cabeça. 

Caminhava lentamente, parando diante de cada gaveta. Abria uma. Observava o rosto do morto com inclinação de cabeça. Fechava a gaveta. Seguia adiante. Sua maleta balançava no ritmo do órgão distante.

Os amigos o seguiram, escondidos atrás de carrinhos cirúrgicos, sem saber se queriam encontrar o que ele procurava. 

O ser parou diante de uma gaveta específica, num corredor mais estreito, onde a luz era mais fraca e o cheiro mais doce. A etiqueta na gaveta tinha um nome que os três conheciam. O ser de virou lentamente a cabeça na direção deles. 





By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Teoria: Backroominds



Backroominds : cunhado by Santidarko 





Backroominds- Introdução 
Backroominds :Estruturas profundas da consciência em colapso 

Uma teoria sobre camadas mentais, memórias emocionais e a fragmentação do eu.




Propõe- se aqui neste ensaio ,o conceito de Backroominds -- um modelo teórico que descreve a mente humana como um sistema estratificado de camadas emocionais e cognitivas, onde cada nível armazena não apenas memórias, mas estados de ser, completos.

Diferente dos modelos tradicionais da psicologia, que tratam a mente como um fluxo contínuo, Backroominds sugere ,que a consciência é  também composta por câmaras isoladas -- cada uma contendo uma versão fragmentada do indivíduo, preservada em um momento específico de sua vida.

O acesso a essas camadas é raro ,e geralmente involuntário, ocorrendo em estados de estresse extremo, trauma ou exposição a estímulos sensoriais específicos como sons, cheiros e texturas. 

Quando ocorre, o sujeito experimenta o que denominativo : Flashbacks Estruturados--revivências não apenas de eventos, mas de camadas inteiras da personalidade.



1. A estrutura das camadas 

A mente, segundo o modelo Backroominds, seria organizada em camadas sobrepostas que funcionariam como arquivos vivos. 

Cada camada preservaria não apenas o conteúdo de uma experiência, mas o estado emocional, fisiológico e até a idade mental do sujeito naquele momento.

A camada mais superficial é a que chamarei de Consciência Ativa -- o eu que lê este texto, que toma decisões, que interage com o mundo. Ela é frágil, dependente das camadas mais profundas para se sustentar.

Abaixo dela, encontraríamos a Memória Operacional, que guardaria informações recentes e habilidades aprendidas.


 Mais profundo ainda, está o Arquivo Afetivo, onde as emoções associadas a eventos são armazenadas com intensidade variável.

Em seguida, há o Núcleo Traumático -- um repositório de experiências dolorosas, muitas vezes suprimidas, que influenciam o comportamento sem que o sujeito tenha consciência delas. 

Essa camada é particularmente resistente ao acesso voluntário.

Mais abaixo, encontraríamos  a Camada Fantasma, onde residem ecos de versões passadas de si mesmo: a criança que fomos, o adolescente, o jovem adulto. Essas versões não desaparecem --elas permanecem, congeladas no tempo, esperando para serem reativadas.

No limite do acessível, está o Limiar do Inconsciente, uma fronteira com o que não pode ser traduzido em linguagem ou imagem. 

Aqui ...habitariam instintos, arquétipos e padrões herdados geneticamente.

Finalmente, no centro de tudo, está o Vazio Fundacional --o eu anterior à linguagem, à memória e à identidade.

Seria um estado de sensação pura, onde não há nome, não há história, não há tempo. 

Apenas existência.





2. Os flashbacks estruturados

O fenômeno mais intrigante no modelo Backroominds é o Flashback Estruturado -- uma experiência onde o sujeito não apenas recorda um evento, mas é transportado para a camada emocional onde esse evento está armazenado.

Durante um flashback estruturado, o sujeito perde contato com a camada superficial da realidade atual e regride emocionalmente, reagindo com a maturidade e a percepção da época do evento original. Cheiros, sons e texturas da memória são percebidos como reais, e o sujeito pode agir de acordo com a versão de si mesmo que habita aquela camada.

Ao retornar à camada superficial, o sujeito frequentemente não se lembra do conteúdo, em alguns casos,do flashback -- apenas da sensação dele. Isso ocorreria  porque a memória do evento em si pertence a uma camada mais profunda, e a camada superficial não tem acesso direto a ela.

Os flashbacks são classificados de acordo com sua intensidade e duração. O Eco Afetivo seria o mais comum, durando apenas segundos ou minutos; e é desencadeado por gatilhos sensoriais como uma música ou um cheiro. 

O Mergulho Parcial poderia durar horas e causa confusão temporária. O Colapso de Camada, mais severo, ocorreria em resposta a traumas extremos e poderia durar dias, resultando em fragmentação da identidade.

 O caso mais extremo seria a Fusão Permanente, onde as barreiras entre camadas se rompem de forma irreversível, levando à perda da camada superficial e à dissolução do eu.




3. Implicações para a compreensão da mente

O modelo Backroominds desafia três pilares 

Primeiro, ele questiona a noção de um eu contínuo. Se a personalidade é estratificada e cada camada contém uma versão distinta do indivíduo, então o 'eu' que experimentamos no dia a dia é uma ilusão mantida pela camada superficial -- uma fachada que esconde a multiplicidade interior.



Segundo, ele rompe com a linearidade da memória. Dentro das camadas, o tempo não é sequencial. Eventos de dez anos atrás podem ser tão vívidos quanto os de ontem, e memórias de diferentes épocas podem se sobrepor, criando uma experiência atemporal que confunde a percepção do presente.



Terceiro, ele redefine o conceito de sanidade. A chamada loucura pode ser compreendida não como um desvio da norma, mas como o colapso das barreiras entre camadas, expondo o indivíduo à totalidade de si mesmo. 
Nesse sentido, a sanidade não é a ausência de conflito, mas a capacidade de manter as camadas isoladas umas das outras.



Embora ainda em estágio teórico, o modelo Backroominds sugere novas abordagens para o tratamento de traumas e transtornos de identidade.

A terapia de acesso controlado propõe a indução cuidadosa de flashbacks estruturados em ambiente seguro, permitindo que o sujeito entre em contato com camadas profundas sem perder o vínculo com a realidade presente. 

O objetivo não é resgatar memórias, mas integrar as versões fragmentadas do eu em uma narrativa coerente.

Outra abordagem é a ressonância entre camadas, onde estímulos específicos são usados para criar pontes entre diferentes níveis da mente, reduzindo a rigidez das barreiras e permitindo um fluxo mais saudável de informações emocionais.

A cartografia mental individual, por sua vez, consisteria em mapear as camadas específicas de cada sujeito, identificando quais eventos e emoções estão armazenados em cada nível. Isso permiteria em tese, um tratamento personalizado, focado nas camadas que estão causando sofrimento.





5. Limitações do Modelo 

O conceito de Backroominds ainda enfrenta desafios significativos. A natureza subjetiva dos flashbacks torna difícil sua verificação empírica, e a falta de correlações neurobiológicas claras impede sua validação pelos métodos tradicionais das neurociências.

Além disso, o acesso controlado às camadas profundas pode ser perigoso, pois expor um sujeito a traumas sem o devido preparo pode agravar sua condição em vez de aliviá-la. 

O risco de fusão permanente, embora raro, é real e deve ser considerado.

Por fim, o modelo depende de relatos subjetivos, que são inerentemente imprecisos e sujeitos a distorções. Sem uma forma objetiva de medir as camadas e os flashbacks, o Backroominds permanece, por enquanto, uma hipótese fascinante, mas não comprovada.





 Conclusão 

Backroominds oferece apenas um ensaio teórico para enxergar a mente humana --não como um fluxo contínuo, mas como um arquivo vivo de camadas sobrepostas, cada uma contendo uma versão do eu que persiste no tempo.

Se o modelo estivesse  correto, então, todos nós carregamos dentro de nós nossas próprias versões passadas, congeladas em momentos de alegria, dor, medo e amor. 

E, em certos momentos, sem aviso, uma dessas camadas pode se abrir, nos lembrando que o que fomos nunca realmente desaparece -- apenas espera.



'A mente não é um rio. É um edifício de cômodos esquecidos. E cada porta que se abre revela um eu que ainda habita ali.'





By Santidarko 

The Backmindoom :the strange Soldier(*Personagem by Santidarko)


Harvey Steelshann, The Backmindoom, foi um soldado de infantaria na Guerra do Horizonte -- um conflito brutal e esquecido, travado em trincheiras onde a linha entre sobrevivência e insanidade...se atrelavam!

Ele era conhecido por sua força descomunal: carregava feridos sob fogo cruzado, arrancava portas de esconderijos inimigos com as mãos nuas, e avançava onde outros recuavam.

Os companheiros o chamavam de 'O Muro'.

...Mas o muro tinha rachaduras!





A QUEDA

Durante uma batalha noturna, Harvey foi atingido por uma explosão química --um artefato experimental que os cientistas chamavam de 'Bomba de Horizonte'.

O artefato não destruiu sua carne !

...Destruiu sua percepção!

Harvey sobreviveu!

...Mas algo mudou. Ele começou a ouvir o inaudível -- o zumbido de átomos vibrando, o chiado de realidades paralelas se raspando.

 Passou a ver o invisível -- contornos de possibilidades, sombras de escolhas não feitas.

Os médicos disseram: 'Trauma craniano com alucinações.'

Harvey sabia: ele havia tocado o cosmos com a mente desprotegida, e o cosmos tocou de volta.




A Loucura Cósmica

A Loucura Cósmica não é uma metáfora!

É uma condição neurológica reconhecida (embora rara) --catalogada como Síndrome de Exposição Infinita .

...Ocorre quando um cérebro humano processa informação além da sua capacidade biológica.



Sintomas:
Sintoma/ Efeito :
Hiperpercepção: Vê padrões onde não há --rostos em manchas, constelações em rachaduras.

Desrealização :
Dúvida constante se o mundo é real ou invenção da própria mente.

Paranoia Profunda :
Suspeita que tudo -- pessoas, objetos, memórias -- são simulações!


Ecos do Infinito:
Ouve vozes, que não são vozes, mas sentimentos que invadem a cabeça.


Colapso de Identidade:
 Esquece quem é; às vezes se vê em terceira pessoa.

Não há cura!

Há apenas gestão --aprender a conviver com a certeza de que a realidade é uma mentira muito bem contada.




Superpoderes 

A Loucura Cósmica não trouxe apenas sofrimento.

Ela desbloqueou algo.


1. Força Extrema
O cérebro de Harvey não reconhece mais os limites do corpo. Sem a 'trava' biológica que impede músculos de se rasgarem, ele pode:

●Arrancar portas de aço com uma mão;
●Perfurar concreto com socos;
●Levantar até 5 toneladas em momentos de crise.



2. Percepção Dimensional
Harvey enxerga camadas da realidade:

●Vê objetos 3 segundos antes de eles se moverem;
●Sente a 'textura' emocional de lugares e pessoas;
●Identifica mentiras como manchas escuras no ar.


Custo: Ele nunca 'desliga'
... Está sempre vendo demais!



Presença Esmagadora
Quando Harvey foca sua atenção em alguém, essa pessoa sente:

●Peso nos ombros;
●Dificuldade para respirar;
● Sensação de estar sendo medido por algo maior.

Não é telecinese. É a 'certeza animal' de que um predador o  está observando.

Custo: Harvey não controla isso. 
...Ele isola as pessoas sem querer!




 A Paranoia

Harvey não confia em ninguém.

Ele acredita que:

●Pessoas podem ser substituídas enquanto ele pisca;
●Objetos podem ser armadilhas deixadas por uma inteligência superior;
●Suas próprias memórias podem ser falsas-- implantadas para manipular ele.



Ele desenvolveu rituais de verificação:

●Toca três vezes em cada porta antes de entrar;
●Sussurra o próprio nome para lembrar que existe;
● Nunca come o que não viu ser preparado.



Se você encontrar Harvey, ele vai:

●Parar ,e te encarar com olhos de cinza estrelado;
●Às vezes,Perguntar: 'Você é real?';
●Exigir uma prova -- algo que só um humano faria.

..Se você hesitar, ele levanta a mão.

Você tem três segundos!



Harvey não tem medo de inimigos.

Ele tem medo de estar sozinho!

Porque se ele estiver sozinho, isso significa que nunca houve ninguém -- que tudo foi invenção da mente dele. Que a guerra, os amigos, os inimigos... nada foi real!



E essa é a maior paranoia de todas:

'E se eu for o único que existe? E se todo o resto for só... eu?'






Harvey  vive como um errante.

Não pertence a exército, país ou causa. 
Ele vaga por cidades, florestas e ruínas -- sempre fugindo de algo que só ele vê.

Às vezes, ajuda pessoas em perigo. Não por bondade --mas porque ver sofrimento humano é uma prova de que o mundo é real.

...Outras vezes, ele simplesmente desaparece por dias!Quando volta, está mais magro, mais pálido, com os olhos mais fundos.

Ele carrega um caderno onde escreve apenas uma frase, repetida milhares de vezes:

'Eu existo. Eu existo. Eu existo!'.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Anti-herói :Ankh-Khem(*Personagem by Santidarko)


(*pronuncia- se : Ãnk- Rém)





Poderes e Habilidades

Areia Viva :
Ankh-Khem é capaz de transformar areia em leões-esfinges. Essas criaturas surgem do solo como esculturas animadas, grãos compactos formando corpos musculosos e asas farfalhantes. 

Lutam ao seu comando e obedecem à sua vontade silenciosa. Quanto mais areia disponível, maior o número de feras que ele pode invocar.



Resistência Incansável :
Ele luta sem descanso!
 Seu corpo não cede à exaustão, seus membros não pesam, seu fôlego jamais se esgota. Pode enfrentar exércitos inteiros ou combater por horas a fio sem diminuir o ritmo. A fadiga é algo que ele simplesmente não conhece.


Flutuação Espectral:
Ankh-Khem flutua como um espectro. 
Seus pés não tocam o chão quando ele deseja -- ele paira, desliza e se move em absoluto silêncio, como uma aparição que a gravidade esqueceu de reivindicar.




Salto Aterrorizante :
Ele salta de alturas assustadoras. Prédios, penhascos, torres --nada é alto demais. 
Ele se lança do topo e aterrissa como se o impacto fosse uma ilusão, aterrissando suavemente enquanto o mundo ao redor estremece.



 By Santidarko 
Personagem by Santidarko 




segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Vibe 404 (*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita :

Kine Poe,Otis Hobart :O 'Buz',Diore Beauchamp, Cruz Miller,Milo Pendelton,Wyatt Brandon





Introdução :

A professora de História ,de óculos grossos e expressão enigmática, sorteou seis alunos para um trabalho de campo. 

O tema: uma lenda local conhecida .

A exigência: trazer uma prova!
...Não slides da internet. Não resumos de blog. Um vestígio real. 
...Algo que fizesse acreditar!

Os seis sorteados não poderiam ser mais diferentes. 

A professora mostrou uma fotografia antiga: uma estação de trem abandonada, relógio parado, plataforma vazia. No verso, uma data de setenta anos .

... Explicou que o trem sumiu com cem passageiros.

Que em outra lenda local, luzes pousam na fazenda.

 Que o pântano esconde uma criatura. 

...Que um barco surge à noite.

O prazo era curto!A estação ficava a sete quilômetros da escola, nos limites da cidade. A fazenda de milho abandonada ficava ao lado. 

O pântano, mais além!

 Opa,Uma mancha verde-escura no mapa digital!

 
Eles pretendiam entregar o melhor trabalho de campo que aquela escola já havia visto. Não sabiam ainda que estavam prestes a repetir uma história de setenta anos. E que, desta vez, algo sobrenatural poderia estar esperando por eles!


...

Os seis foram sorteados por acaso. 

Não se escolheram!

... Talvez, em outra situação, jamais tivessem trocado uma palavra. 

Eram opostos! E opostos, quando se encontram, geram atrito. O atrito gera faísca. ...E a faísca, se alimentada com paciência, 'gera luz'.


A verdadeira amizade não nasce da semelhança. Nasce do reconhecimento. 

De olhar para o outro e perceber que aquilo que falta em você, nele transborda!

 Que o medo que você esconde, o outro enfrenta. Que a habilidade que você jamais terá, o outro oferece sem pedir nada em troca.



By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Rocker Grease :Nem todas as views...valem um pesadelo que fica!(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita:
Circe Salem,Trixie Beat,Rocker Grease,Skyler Flip,Vince Jaxson

----------------------
...A história sempre estivera ali, guardada nas marés de Port Misty, cidade onde a neblina engole as ruas e os barcos apitam tarde da noite!

Quem a desenterrou foi Circe Salem, a gótica de cabelos pretos lisos que lhe cobriam parte de um olho, enquanto seus dedos pálidos tamborilavam sobre sua querida bolsa de caveira.

(Todos estavam  sentados na mesa da lanchonete 'Rockabilly' ,pertencente ao pai de Rocker.

A Ilha Clockwork Mermaid já foi a Fábrica de Brinquedos, comentou Circe, lendo um artigo no celular; seus  lábios quase roxos à luz do crepúsculo. 

— Tobby Kael, o Dono da fábrica de brinquedos, enlouqueceu depois que a filha morreu numa véspera de Natal. Dizem que ele incendiou tudo, com ele lá dentro!
—...E , desde então, toda noite de 24 de dezembro, as ruínas acordam. Bonecos de porcelana cantam de cabeça para baixo. Caixinhas de música tocam ao contrário. E quem pisar na ilha… nunca mais terá um Natal comum!

Foi nesse momento que o silêncio se quebrou!

Rocker Grease, o líder da turma, com seu topete impecável e a jaqueta de couro preta, deu um murro na mesa.

— Circe, sua gótica do inferno!, você acabou de ter a melhor ideia! Os olhos dele brilharam com ambição. 
— A gente vai até essa ilha, filma tudo e posta. Vamos farmar like e farmar views até o talo!Com a fama, minha banda finalmente explode!

 — Roteiro pronto: terror real, imagens assustadoras, e a Trixie metendo um som autoral... arrepiante por cima!

Trixie Beat já puxava os fones enormes para o pescoço, o cabelo rosa e loiro faiscando. 
— Eu gravo o áudio em campo e faço uma trilha com batidas de techno e caixinhas de música reversas. Vai dar um visual único.         — ...Meu som vai grudar nos algoritmos!

Skyler Flip girou o boné vermelho para trás e bateu o skate no chão. 
— E eu edito as cenas mais insanas. Se o vídeo bombar, apareço com manobras no meio, e patrocínio de skate é certo.
—Farmar likes é meu novo ollie!

Vince Jaxson, o dono do barco , ou melhor, o neto do dono do barco, puxou o gorro branco quase sobre os olhos e deu um sorriso nervoso. Ele já se imaginava com um milhão de inscritos no seu canal. Ser youtuber de verdade, não apenas um garoto filmando gatos na praça. 
— Se a gente farmar views nessa ilha, eu mudo de patamar. Vou ser o cara que desvendou o sobrenatural de Port Misty.

O plano foi selado à meia-noite. Na noite de 23 de dezembro, eles se encontraram no cais, onde o 'Estrela Velha' balançava suavemente, o barco pesqueiro do avô de Vince.

 O motor roncou com um pigarro antigo... enquanto deixavam as luzes trêmulas de Port Misty para trás. 

A cidade, com suas guirlandas e árvores de Natal, ficou cada vez menor, um punhado de estrelas piscando à beira-mar.

...Quando a Ilha Clockwork Mermaid surgiu da escuridão, ninguém falou nada!
 Ela era uma corcunda de rocha encimada por ruínas carbonizadas, espetadas no céu como ossos. Desembarcaram na praia , e a visão da cidade distante, tão bela e inalcançável, apertou o peito de todos. Era como se Port Misty, os tivesse abandonado.

...Foi Circe quem ouviu primeiro!

 No silêncio da ilha, um som metálico começou a se desenrolar: uma caixinha de música tocando uma canção de ninar… mas ao contrário, com as notas escorrendo como mel podre. Trixie agarrou os fones e sussurrou: — Isso não é vento. É uma frequência. 
 —...Al-Algué... Alguém está aqui!

Então a música parou. E do coração das ruínas, arrastando-se entre as cinzas, um som pequeno e múltiplo -- passos de porcelana --começou a se aproximar.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

domingo, 2 de agosto de 2026

O Marionetário (*Personagens by Santidarko)



 Introdução: O Incêndio e a Vida(Alamanda e Magnólia)


A Fábrica de Marionetes Avalon ardia em silêncio sob a lua cheia. 

As chamas nasciam das caldeiras de verniz e lambiam as estantes de madeira antiga com uma fome paciente e dourada. Em meio à fumaça que dançava como cortinas de um teatro macabro, centenas de bonecos pendiam imóveis, seus fios balançando lentamente com o calor, como se já soubessem o que estava por vir!

Numa prateleira baixa, quase escondida pela sombra de um biombo em chamas, duas marionetes femininas descansavam lado a lado. 

...Eram imperfeitas, rejeitadas pelo artesão: uma tinha a pintura do rosto levemente borrada na chuva de um dia de entrega; a outra, uma rachadura fina no ombro esquerdo, feito um rio seco na porcelana. 

Não possuíam nome. 
Não possuíam história!

...Eram apenas madeira, pano e tinta -- até o momento em que o primeiro estalo do fogo alcançou seus pés.

Foi um instante inexplicável!

Sem mágica visível, sem sopro divino, sem testemunhas além do próprio fogo!

...No exato segundo em que a madeira começava a estalar sob o calor, algo despertou dentro delas. 

Um pulso!
Um arrepio!

Uma consciência súbita e aterrorizada de que o calor podia doer, de que a fumaça podia sufocar, de que a destruição era real -- e de que elas, agora, eram reais também.

A marionete da rachadura no ombro abriu os olhos primeiro. Viu o laranja voraz aproximando-se!

Viu a companheira ao lado ainda imóvel, com a face borrada virada para o teto em chamas. Sem pensar -- porque pensar era um luxo recém-adquirido e ainda estranho --, sua mão de madeira moveu-se sozinha e segurou a mão da outra boneca. Foi um toque frágil, mas carregado de um instinto que não se aprende: o de proteger.

No mesmo instante, a segunda marionete abriu os olhos. Olhou para a mão que segurava a sua, depois para o fogo, depois para os olhos pintados que agora viam de verdade. 

...Nenhuma palavra foi dita !;--- não sabiam ainda como falar. Mas a linguagem daquele aperto era clara: corre comigo.

Saltaram da prateleira com pernas que nunca haviam andado, com pés que nunca haviam tocado o chão. Tropeçaram, arrastaram fios soltos pelas tábuas quentes, desviaram de vigas que desabavam como cenários esquecidos. O fogo lambia suas costas, mas elas corriam com o ímpeto de quem acabara de descobrir' que a vida dói '---e que, talvez por isso mesmo, valha a pena ser vivida!

Atravessaram a porta dos fundos no exato momento em que o telhado desabou atrás delas, engolindo a Fábrica Avalon e todos os seus segredos. Lá fora, a noite as recebeu com um silêncio úmido e um céu estrelado que nenhuma das duas jamais havia visto. 


...Estavam vivas!
 Estavam livres!

... E estavam de mãos dadas, como se a união entre elas fosse a única certeza num mundo que acabara de nascer em chamas.


O Perseguidor(O Marionetário)

O homem que testemunhou o 'milagre proibido' chama-se Mestre Constantin d’Ombre, o último herdeiro da dinastia de marionetistas que um dia governou os teatros de sombras da velha cidade. 

Ele estava nos portões da fábrica em chamas não por acaso, mas para recolher antiguidades esquecidas quando viu, com seus próprios olhos, duas bonecas rejeitadas cruzarem a porta em chamas -- movendo-se não por fios, mas por vontade própria!


 ...Naquele instante, a cobiça acendeu nele uma febre mais quente que o incêndio!
Sabe que criaturas animadas sem magia conhecida... valem fortunas incalculáveis. 

Planeja caçá-las, capturá-las e exibi-las como a Oitava Maravilha do Mundo das Sombras, tornando-se o homem mais rico e poderoso entre todos os manipuladores de 'almas de madeira'.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 


Os Ferozes Monstros Frágeis(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita:Morf,Nettle,
Terrance,Orson




...Quatro jovens monstros -- um menino-pântano de coração mole, uma bruxinha gentil, um lobisomem ansioso e um garoto morto-vivo -- são incompreendidos até por suas próprias famílias.

Cansados de serem considerados 'monstros de estimação', eles fogem de casa com um sonho simples: chegar à grande capital do mundo monstruoso(*  Espectrópolis )e... finalmente se tornarem famosos e assustadores!

 Mas, ao pisarem fora de sua cidade, descobrem que o mundo dos monstros não é feito de sustos teatrais e aplausos.

 É um lugar de exploração, crueldade e uma máquina de fama que transforma criaturas em produtos descartáveis. Agora, longe de casa e com a inocência em pedaços, eles precisam decidir: que tipo de monstros eles realmente querem ser?

...Ou não!



By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

SOS Debutante: Operação Presente Perfeito(*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:Nevulfo,
Eletranho, Celumbrine(*a aniversariante), Bugado,Áureon e Notúrica(*namorados)





Monstrinhos



 Nevulfo :
Um lobinho de pelagem cinza-azulada, olhos amarelos gentis e cauda cuja ponta brilha em lilás quando ele se emociona. 

É o observador do grupo, um pouco tímido, mas de uma lealdade feroz! Seu uivo ainda não engrossou completamente, então, às vezes, sai um som engraçado, o que o envergonha. Tem um faro infalível para detectar segundas intenções -- e é exatamente isso que o coloca nesta aventura.



Eletranho :
Pele verde-acinzentada, dois parafusos prateados nas têmporas que mais parecem joias, e um coração costurado com linha dourada que solta pequenas faíscas azuis quando ele ri. 

Desastrado e de sorriso largo, é o coração emotivo do grupo. 'Repetente em Sustos Básicos', mas aprovado com louvor em 'Amizade Aplicada'.

.


🎂 Celumbrine :
A aniversariante!
Filha única de um dos monstros mais ricos e respeitados do Mundo Sombrio, sua pele é azul-celeste com sardas prateadas, e seus olhos enormes brilham em degradê de âmbar para verde. 

Usa um vestido de tule 'que flutua sozinho' e uma pequena tiara de estrelas. Apesar da popularidade, é doce, sonhadora e completamente alheia ao caos que está prestes a se desenrolar em seu nome.



Bugado :
O monstrinho cor de rosa estranho e fofo. Ninguém sabe exatamente que espécie ele é --parece um erro de fábrica, um bug cósmico!

Tem o corpo mole e desengonçado, muda de forma quando recebe carinho e tropeça até parado. É a cola emocional do grupo: não entende nada de planos, mas entende tudo de abraços.



Áureon :
Um ogro adolescente de pele verde e cabelo com gel. 

Filho de um magnata do Mundo Sombrio, está acostumado a conseguir tudo com dinheiro. Arrogante, metido e dono de um ego polido, ele secretamente quer impressionar Celumbrine --não por amor, mas por status!

Acredita que o presente mais caro será o mais aplaudido. Namora Notúrica, que compartilha de sua ambição.



Notúrica :
Vampira adolescente chique, pálida como porcelana e sempre vestida de veludo escuro. Sofisticada, calculista e dona de um olhar que paralisa, ela namora Áureon e partilha com ele o gosto pela ostentação. 

Vê na festa de Celumbrine a oportunidade perfeita para brilhar socialmente -- e não medirá esforços para isso.





Introdução da História

Na véspera do baile de 15 anos de Celumbrine, o Mundo Sombrio fervilhava. 

A filha do riquíssimo e respeitado Lorde Umbrálius faria uma festa jamais vista, e todos os jovens monstros sonhavam com um convite -- ou, melhor ainda, com um presente que os fizesse ser notados.

Áureon não sonhava.
...Ele planejava!

— Uma simples joia do nosso mundo? , desdenhou Áureon , recostado na cadeira de sua cobertura dourada.
 —Celumbrine tem todas! Precisamos de algo que ninguém mais possa dar. Algo… humano!

Notúrica, ao seu lado, sorriu lentamente.

— Tecidos humanos. Roupas deles. Os jovens do outro mundo se vestem de forma tão estranha e fascinante!
—... Imagine o vestido de debutante que poderíamos conseguir...com um tecido roubado de lá. Seríamos os presenteados da noite --e os donos da festa!

...Dito e feito!
Áureon despejou uma fortuna em moedas de sombra sobre a mesa da Feiticeira Umbrélia, a única capaz de abrir um portal instável para o mundo humano. 

Ela aceitou!

O portal foi aberto. Áureon e Notúrica partiram, deixando um rastro de fumaça prateada e soberba.

...Mas Nevulfo viu!
Ele mora ao lado da cada da Feiticeira. 

Escondido atrás de uma tapeçaria, o lobinho franziu o focinho. Ele sentira o cheiro de arrogância no ar. Correu até Eletranho e Bugado, seus melhores amigos, e contou tudo.

— Eles vão roubar algo humano para impressionar a Celumbrine ,contará aos amigos!
—... Mas isso não é um presente de verdade.  —... Isso é… trapaça!

— E nós? , perguntou Eletranho, soltando uma faísca azul de nervoso.

— Nós vamos atrás , respondeu Nevulfo.
 — Vamos conseguir um presente melhor.       —...Algo que venha do coração!

Bugado sorriu, mesmo sem entender metade do plano.

O problema é que eles não tinham dinheiro.

... Nenhum tostão!

 Ainda assim, os três foram até a Feiticeira Umbrélia e expuseram sua vontade. 

A velha feiticeira riu, mas viu algo nos olhos daqueles três monstrinhos -- algo que o ouro não comprava.

— Muito bem !,disse ela.
— Abrirei o portal para vocês também!
—  Mas me tragam um presente. Algo que nenhum monstro jamais me deu!

— O quê? , perguntaram os três!

— Descubram ,respondeu a Feiticeira;e o portal se abriu mais uma vez, engolindo-os.

Agora, cinco monstrinhos adolescentes estão soltos no mundo humano. 

De um lado, Áureon e Notúrica, movidos a ambição e ouro. Do outro, Nevulfo, Eletranho e Bugado, movidos a amizade, coragem e um presente também misterioso para a Feiticeira.

...Os armários humanos que se cuidem! 

A corrida pelo presente perfeito acaba de começar -- e nada, nem mesmo o medo do desconhecido, irá detê-los.



By Santidarko 
Personagens by Santidarko 


Frankimino(*Personagem by Santidarko)


Introdução 

Nome completo: Frankimino Shelley Voltz
Idade: 12 anos (quase 13, ele faz questão de corrigir!)

Espécie: Monstrinho Construído (feito de partes encantadas, não assustadoras)

Aparência: Gordinho, pele verde-acinzentada e macia como massinha, testa larga com dois parafusos prateados ,que mais parecem joias de família. 

...Olhos verdes, sempre brilhando de curiosidade!

 Sorriso largo de dentes quadrados e bochechas naturalmente rosadas.

 Veste um terninho marrom-claro com gola .

Quando ri, solta pequenas faíscas azuis pelos parafusos.

Personalidade: Frankimino é o tipo de monstrinho que entra na sala tropeçando na própria mochila... e já pede desculpas rindo!

Tem um coração literalmente costurado no peito com linha dourada, e uma placa interna que diz :Alta voltagem de sentimentos. 


É leal, um pouco desastrado e extremamente romântico --sonha em encontrar uma monstrinha que goste de experimentos de química e piqueniques noturnos.

Na escola: Estuda na Escola Assombrada Coração de Poeira; É monitor voluntário da aula de 'Poções e Chás' ,e sempre leva biscoitos de enxofre para dividir!

Busca por uma namorada: Frankimino quer encontrar alguém que não se importe com seus parafusos enferrujando no inverno, que aceite dançar músicas lentas em criptas e que não ria quando ele acidentalmente ilumina a sala com faíscas ao ficar nervoso. 

Ele tem um caderninho roxo onde anota 'Qualidades que procuro '(a primeira é que goste de invenções) e 'Coisas românticas para fazer' (falar sobre invenções e história)




...Na Escola Assombrada Coração de Poeira, entre corredores que mudam de lugar e armários que sussurram fofocas, Frankimino passava o recreio apoiado na máquina de gosmas, suspirando.

 Ele não queria ser o monstrinho mais assustador -- só queria encontrar alguém que olhasse para seus parafusos e visse estrelas. 





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

sábado, 1 de agosto de 2026

Dr. Vulto/Doutor Vulto(*Personagem by Santidarko)


Dr. Vulto --' Introdução

...Ninguém sabe seu nome!

Ninguém viu seu rosto!
Ele não usa máscara --- simplesmente não tem face, ou ela se recusa a ser lembrada. 

Testemunhas juram ter visto um homem de sobretudo escuro e chapéu noir, mas quando tentam descrevê-lo, as palavras escorrem como tinta na chuva. 

Relatórios policiais saem com o campo de descrição em branco. Câmeras capturam apenas um borrão, uma mancha de ausência.

Ele é chamado de Dr. Vulto -- e o título de 'Doutor' não é honorário. Ele trata de algo. 

...Mas ninguém sabe o quê!



Há uma teoria sussurrada nos círculos ocultos: Dr. Vulto já foi um homem comum, um cientista ou filósofo obcecado por entender o que existia entre as realidades. 

Ele teria realizado um experimento proibido para tocar o vazio primordial -- e o vazio o tocou de volta. 
...Desde então, ele não pertence mais a lugar nenhum!

 Sua forma humana é apenas uma sugestão, um rascunho que o universo tenta preencher e falha.

...Outra teoria diz que ele nunca foi humano. Que é uma entidade que existe desde que a primeira sombra foi projetada na primeira parede. Que o título 'Doutor' é uma ironia: ele estuda a humanidade como quem observa formigas, com curiosidade clínica e distante.

A única certeza: ele aparece quando a realidade está prestes a rachar. Desastres iminentes, paradoxos temporais, pessoas à beira de decisões que rasgam o tecido do possível ---Dr. Vulto está lá, observando. 

Às vezes, intervém!

Nunca se sabe o critério!





Poderes

Ele não tem face definível. Quem olha diretamente sente os olhos escorregarem, como se a mente rejeitasse processá-lo. Seu nome verdadeiro foi esquecido pelo próprio universo; pronomes e títulos são preenchidos por quem tenta se referir a ele, mas nunca fixos.



●Sombra viva
Dr. Vulto pode dissolver o corpo físico e tornar-se sombra pura. Nessa forma, desliza por superfícies, paredes e frestas, inalcançável por golpes físicos. Não é escuridão comum: é uma sombra que se move contra a luz, como se tivesse vontade própria.


●Fendas dimensionais
Seu principal meio de locomoção!

Ele abre rasgos no ar com um gesto mínimo dos dedos, como se descosturasse a realidade. As fendas são negras e silenciosas, sem borda brilhante --- apenas ausência. Por elas, ele desaparece e reaparece onde quiser. Também pode usá-las ofensivamente, abrindo fendas sob os pés do oponente ou desviando ataques para dentro do vazio.



●Passo de ausência
Quando move-se, Dr. Vulto não emite som algum -- nem passos, nem respiração, nem o roçar do tecido. Ele simplesmente não está ali para o som. Isso o torna um rastreador impossível e um perseguidor aterrorizante.



●Toque do esquecimento
Se tocar alguém voluntariamente, pode apagar memórias específicas ou fazer com que a vítima esqueça completamente sua presença segundos após o encontro. O alvo fica com a sensação de que algo aconteceu, mas sem lembrança do quê.



● Fenda reflexo
Ele pode abrir fendas não apenas no espaço, mas em superfícies reflexivas -- espelhos, poças d'água, vidros. Entra por um espelho em Nova York e sai por uma vitrine em Tóquio. Isso faz dele um mestre da infiltração e da fuga impossível.




'Há homens que vestem a sombra. Há sombras que vestem o homem. Eu não sou nenhum dos dois. Eu sou aquilo que a sombra teme encontrar quando a luz se apaga.'
— Dr. Vulto




 By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Harow Sablewyck é Merlyn Myst (*Personagem by Santidarko)



Mais do que um Mágico!

Seus poderes são, de fato, aparentemente ilimitados. E é justamente isso que o torna cinzento, melancólico e, no fundo, assustadoramente vazio!

------------------

A Natureza dos Poderes Ilimitados

...Merlyn Myst não conjura,simplesmente!

Ele descobriu que a realidade é feita de camadas sobrepostas --como folhas de papel velho coladas umas às outras. 

Cada objeto, cada parede, cada distância é apenas uma dobra que o tempo e o esquecimento selaram. Ele não precisa de varinhas mágicas ou fórmulas; basta que ele toque em algo, com sua bengala, e pergunte a ele o que veio antes. E a coisa sempre responde. 

'Uma parede já foi porta. Uma pedra já foi pó. Uma distância já foi um passo. Uma vida já foi um suspiro' 

Ele apenas recorda a realidade de seu estado original. E, ao recordá-la, a realidade obedece!

Para atravessar uma parede, ele não a quebra; ele a convence a se lembrar de quando era ar. Para se teletransportar, ele não corta o espaço; ele convence dois pontos a se lembrarem de quando eram um só.

... Para criar monstros, ele não fabrica carne; ele convence um objeto a se lembrar da emoção que o habitou -- e a emoção ganha forma, músculo e fome.




O Paradoxo do Ilimitado

...Se seus poderes são ilimitados, por que ele é um andarilho triste? Por que não reina? Por que não destrói cidades ou ressuscita impérios?

Porque o mesmo toque que abre portas apaga o próprio Merlyn Myst.


Hoje, ele já não sabe o nome da rua onde nasceu. 

Amanhã, talvez esqueça o motivo de sua busca!

 




Cinzento Porque Está no Limite

Merlyn Myst é cinzento porque está entre duas verdades:


Ele poderia, com um único toque, abrir um portal para qualquer lugar.

 Poderia criar exércitos de sombras. 

Poderia rasgar o véu entre os vivos e os mortos. Mas cada ato o torna menos real. 

Ele não é um herói que se sacrifica pelos outros -- 'ele é um homem' que se sacrifica...porque já não tem mais nada a perder!

A melancolia de Merlyn Myst não vem da falta de poder. 
...Vem do excesso.!

Do saber que, se usar tudo o que tem, sobrará apenas a névoa -- e a névoa não tem rosto, não tem nome, não tem história.





O Segredo do Cinzento

A verdade que poucos sabem -- e que Merlyn Myst talvez já tenha esquecido -- é que ele já usou todo o seu poder uma vez.


 Em um momento de desespero, abriu uma fenda na realidade para salvar alguém (ou algo) que amava. 

O custo foi tão alto que a memória daquele ato foi a primeira a ser apagada. Ele não se lembra do que fez, nem de quem salvou!

 Sente apenas um vazio cujo formato se encaixa perfeitamente no contorno de uma pessoa.

Esse vazio é o que o move. Ele não busca mais  poder -- busca a memória perdida. 

E para recuperá-la, precisa continuar usando seus poderes, que o consomem ainda mais. Um ciclo cruel, uma espiral descendente, uma névoa que nunca se dissipa.





Por que Ele Não é Vilão Nem Herói?

Merlyn Myst não tem ambições de domínio porque já entendeu que o domínio é ilusão!

 Nada é sólido; tudo pode ser desfeito com um toque. Para que governar um castelo se ele pode se lembrar de quando o castelo era apenas areia?

Ele também não tem inclinação para salvar o mundo, porque o mundo, para ele, é um palimpsesto -- um manuscrito raspado e reescrito tantas vezes que já não importa o que está escrito. 

...Salvar o quê? Salvar quem? 
Tudo será esquecido, incluindo ele mesmo!

Ele apenas anda. De cidade em cidade, de objeto em objeto, de fenda em fenda. 

Às vezes, ajuda alguém -- mas é por tédio, não por bondade. Às vezes, causa destruição -- mas é por curiosidade, não por maldade!

--Já caminhei por corredores que o tempo esqueceu de construir. Já criei monstros com a ferrugem de um prego!






By Santidarko 
Personagem by Santidarko 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Samhellkynn, the Pumpkydark(*Personagem by Santidarko )


O Vazio Entre as Fogueiras

Antes do primeiro Samhain, antes que os homens acendessem fogueiras para afastar as sombras, havia o Lugar Oco --- uma dimensão que não era inferno, não era mundo, não era nada!

Era uma bolha de vácuo entre os planos, onde as almas que nunca chegaram a nascer se dissolviam em um lamento eterno.

Nesse lugar, o silêncio era tão absoluto que se tornou dor. E a dor, ao longo de milênios, aprendeu a rir!

Dessa compressão impossível de vazio e angústia, algo se formou. Não era um demônio -- demônios têm nomes, hierarquias, propósitos. 

...Não era um fantasma! -- fantasmas têm memórias, laços, passados. 

Era uma Coisa, uma entidade sem rosto que absorveu o desespero dos não nascidos ,e o destilou em uma única emoção: o medo.

Os antigos celtas, nos primeiros rituais do Samhain, perceberam que algo os observava do outro lado das chamas. 

Não eram os mortos!

Os mortos choravam, suplicavam, lembravam. 

...Mas aquilo… aquilo ria!

 Um riso que não saía de uma garganta, e sim do ar, do chão, das folhas que caíam. Um riso que fazia os cães uivarem e as crianças acordarem com febre.

Deram-lhe um nome que não se podia pronunciar em voz alta. 

...Sussurravam-no apenas dentro das cabanas, com as portas trancadas:

— Samhellkynn.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 



Monstrinhos de Pijama(Little Monsters in Pajamas)(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a  direita:
Ogrito,Bóbi,Pumpkito,Bram ,Malvavisco

-------------------------

Sombrilândia/Somnolândia

O Mundo Oculto dos Monstrinhos do Susto

...Em uma dimensão vizinha à nossa, escondida atrás do reflexo das janelas embaçadas e do rangido das tábuas soltas, existe Somnolândia --um reino crepuscular onde vivem os Monstrinhos do Susto. 

Não são monstros malignos, mas criaturinhas travessas cuja missão ancestral é manter o equilíbrio entre os mundos: eles assustam crianças humanas para que o medo, matéria-prima da imaginação, nunca se apague.

Tudo em Somnolândia é regido por Três Leis do Susto:

1. Nenhum monstrinho pode cruzar o Véu antes de completar o Ritual do Primeiro susto, que acontece quando suas presas de leite caem e nascem as definitivas.

2. Só se assusta a criança designada pelo Conselho das Sombras, nunca à toa!

3. Jamais se revela a verdadeira forma a um humano --o sigilo é a proteção de ambos os mundos.

Porém, entre as vielas de teias de aranha e os lampiões de vaga-lume, cinco jovens monstrinhos ,mal podem esperar pela vida adulta. 



São eles:


● Pumpkito: o menor e mais peludo da turma. Seu poder é soltar gritinhos supersônicos que imitam o vento uivante, mas ele ainda desafina quando fica nervoso.

●Bóbi: um monstrinho com sorriso banguela. Ingênuo e distraído, tropeça nas próprias  barras da  calça... e é mestre em se perder.


●Ogrito: um pequeno troll, orgro;ou somente  um brincalhão;É o cérebro criativo do grupo (ou pelo menos tenta).


●Bram: descendente de uma linhagem de sombras azuis--os mais nobres; Fala com sotaque transilvano e tem um senso de drama que beira o cômico.


●Malvavisco: o anfitrião. Fofo como um marshmallow, mas com um coração travesso. Sua pelagem é cor- de -rosa ,e ele guarda o maior segredo: uma fresta no rodapé de seu quarto que dá direto para o mundo humano.




Introdução:

A casa de Malvavisco era o lugar perfeito para uma festa do pijama: paredes forradas com retalhos de colchas velhas, almofadas de poeira estelar e um teto falso onde penduravam meias listradas como se fossem estandartes. 

Naquela noite, Ogrito, Bóbi, Pumpkito e Bram chegaram carregando seus travesseiros e um pote de biscoitos de cupim.

Depois de construir uma cabana de lençóis e trocar figurinhas de ossinhos, os cinco se aninharam em sacos de dormir fedorentos a naftalina. Foi quando Malvavisco, com aquele brilho de vaga-lume nos olhos, sussurrou:

— Tenho uma ideia brilhantemente brilhante! Vamos até o mundo dos Reais!

Bram quase engasgou com um biscoito.
— Mas... mas o Ritual do Primeiro Uivo! As leis! A mamãe sombra vai me deixar de castigo por um século!

— Ora, Bram, onde está seu espírito aventureiro? – rebateu Malvavisco, apontando para o rodapé atrás do baú de brinquedos. 
–... Por aqui a gente sai bem debaixo da cama de uma menina! A Clara. Eu já espiei: ela dorme pesado, tem um cobertor com estrelinhas e um gato que ronca. A gente assusta rapidinho, volta e ninguém fica sabendo. Seremos heróis! Os primeiros monstrinhos a assustar antes do tempo!

Pumpkito crepitou de ansiedade. Ogrito deu um gritinho abafado. Bóbi, que já estava meio perdido dentro do próprio pijama, concordou sem entender direito.
... E Bram, após um suspiro dramático, declarou:

— Que as sombras nos perdoem. Eu topo!
—...Mas se alguém virar pó de lua, a culpa é sua, Malvavisco.

...

Atravessar o Véu foi mais fácil do que imaginavam. Um deslizar espremido pelo vão do rodapé, uma sensação de gelatina nas orelhas e, de repente... o quarto de Clara. Gigantesco, cheio de cores suaves, livros empilhados e, no centro, a cama onde a menina dormia abraçada a um cobertor de constelações.

Malvavisco fez os sinais combinados: Ogrito na cabeceira, Pumpkito ao pé da cama, Bram pairando na cortina, Bóbi... cadê o Bóbi? Bóbi estava distraído cheirando uma meia. Após um puxão de orelha (literalmente, no caso dele), posicionaram-se.

— Um, dois, três e... UUUUH! – ensaiaram baixinho.

...Mas o gato roncador acordou!
Não era um gato comum: era um felino gordo, de pelo preto e olhos dourados, que fitou aquelas cinco criaturinhas de pijama com a calma de um predador. Em pânico, Bram soltou seu melhor 'Blen! Blen!', tentando imitar um vampiro, mas sua voz falhou e saiu um miado invertido. 

Ogrito gritou tão fino que só os morcegos ouviram. Pumpkito apagou de nervoso, reacendendo logo depois com um soluço.

E no meio do caos, enquanto Clara se mexia no sono, Bram agarrou Bóbi pelo braço e se enfiou debaixo da cama para se esconder!

...O problema é que debaixo da cama havia uma passagem que não era a mesma de onde vieram. Um desvio no Véu, uma dobra errada. Quando a poeira baixou, Malvavisco, Ogrito e Pumpkito estavam sozinhos, encolhidos atrás de uma pilha de brinquedos.

Bram e Bóbi haviam desaparecido!


— Para onde eles foram?! -- sussurrou Pumpkito, sua chama trêmula.
Malvavisco sentiu o peso da travessura. 

Não era mais uma brincadeira!

Lá fora, o relógio da casa badalou três da manhã. Em menos de três horas, o sol nasceria, e monstrinhos sem o Ritual não suportam a luz do dia --viram estátuas de pelúcia até o próximo crepúsculo, completamente vulneráveis.

... E pior: se os adultos descobrissem, eles seriam proibidos de frequentar a escola de sustos ,por décadas!

Enquanto isso, Bram e Bóbi emergiram atônitos num corredor frio, cheio de retratos de ancestrais humanos. Bóbi fungou:
— Bram, acho que não estamos mais no quarto da Clara...
Bram, empalidecido (ainda mais que o normal), reconheceu o lugar: estavam no sótão. E, para seu horror, viram uma coleção de bonecas antigas, todas olhando em sua direção. 

Uma delas piscou!

A aventura inocente se transformara numa corrida contra o tempo, cheia de sustos reais, arrependimentos e a certeza de que, às vezes, a brincadeira mais brilhante pode se tornar a noite mais escura.





By Santidarko 
Personagens by Santidarko