Splash Mystery:
Diferente do Splash Illusion, que distorce a realidade, o Splash Mystery mostra algo oculto se revelando parcialmente: uma porta entreaberta, um reflexo que mostra algo inacreditável.
Splash Echo:
Diferente do Splash Truth, que revela algo novo com clareza, o Splash Echo repete uma cena já vista — mas com uma diferença sutil e perturbadora: uma porta que antes estava fechada agora está aberta, uma figura que não estava lá agora aparece ao fundo, um rosto que antes sorria agora chora.
Splash Paranoia
Diferente do Splash Void, que mostra o vazio absoluto, o Splash Paranoia mostra o oposto: espaço demais sendo invadido, apertado, sufocado. Diguras parecem grandes demais, próximas demais!
As luzes parecem olhos.
As sombras parecem mãos.
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...Em 2011, após o Grande Terremoto do Leste do Japão, o governo japonês iniciou secretamente uma pesquisa sobre controle de pânico em massa.
O objetivo original era nobre: desenvolver uma tecnologia que impedisse o caos em um megadesastre -- manter a população calma, ordeira e obediente durante evacuações.
...Mas como toda pesquisa financiada por mentes militares, o objetivo mudou!
Em 2015, o Projeto Maribato — contração de 'Marionete Subterrâneo' — foi ativado em segredo absoluto.
A rede de metrô de Tóquio foi escolhida por um motivo simples: é o lugar onde milhões de pessoas passam todos os dias, em estado de semiconsciência, vulneráveis e distraídas.
Emissores de Ondas de Frequência Ultrabaixa...foram instalados nas paredes dos túneis, atrás de painéis de manutenção falsos, dentro de luminárias quebradas, sob os bancos de estações antigas.
Essas ondas:
●Alteram a percepção sensorial;
●Induzem microalucinações controladas;
●Criam 'bolsões de silêncio'— áreas onde o cérebro para de processar a presença humana;
●Implantam memórias falsas de curto prazo
O experimento não é visível.
Não há chips no cérebro.
...Não há drogas!
É apenas o ambiente — o ar, a luz, o som — reconfigurado para reescrever a percepção.
Tsukiko: A Cobaia #47
Yamikawa Tsukiko tem 16 anos.
Estuda no Colégio Seiran, no distrito de Shibuya. Mora com os pais em um apartamento modesto no bairro de Nakano.
Ela é quieta.
Observadora!
...Dizem que 'parece estar sempre longe'
O que ninguém sabe — nem ela — é que Tsukiko nasceu com uma condição neurológica rara chamada : Hiperreceptividade Sensorial.
Na prática, seu cérebro capta frequências que outros ignoram. Ela percebe padrões em ruídos, sente mudanças sutis na pressão do ar, enxerga cintilações imperceptíveis na luz fluorescente.
Para os cientistas do Projeto Maribato, ela é o sujeito perfeito.
...Desde os 12 anos, Tsukiko é monitorada!
Câmeras escondidas nas estações que ela frequenta. Sensores biométricos nos cartões de transporte. Análise de cada expressão facial, cada hesitação antes de embarcar, cada lágrima contida.
Ela não sabe disso.
Mas seu corpo Sabe!
O Início das Anomalias
Nos últimos três meses, algo mudou!
Tsukiko começou a notar coisas estranhas durante suas voltas para casa no último trem da Linha Marunouchi.
Primeiro, foram os sons.
O chiado dos freios às vezes soava como sussurros em uma língua que ela quase entendia.
...Depois, as luzes!
As lâmpadas do vagão piscavam em um padrão específico — três piscadas rápidas, uma longa. Repetidamente. Sempre quando o trem passava por um túnel específico.
...E então, os reflexos!
Na janela escura do vagão, por uma fração de segundo, ela via pessoas sentadas atrás dela. Mas quando se virava — não havia ninguém!
Ela esfregava os olhos. Convencia-se de que era cansaço. Estresse da escola. Solidão.
Mas não era!
As Três Pessoas Estranhas
Eles começaram a aparecer há cerca de um mês. Sempre no metrô.
Sempre à noite.
Sempre separados, mas observando-a em conjunto.
1. O Homem do Casaco Longo
Ele parece ter uns 40 anos. Veste um sobretudo preto elegante, mesmo no verão. Carrega uma pasta de couro envelhecida.
Ele nunca senta. Fica em pé perto da porta, lendo um jornal que nunca vira de página.
Tsukiko já o viu em pelo menos sete estações diferentes, em horários diferentes.
Ele nunca a encara diretamente. Mas quando ela se move, a cabeça dele gira levemente em sua direção — como um sensor.
2. A Mulher do Guarda-Chuva
Ela tem uns 30 anos. Cabelo preso em um coque impecável. Terno de escritório cinza. Sapatos de salto baixo.
Sempre carrega um guarda-chuva molhado — mesmo em noites secas e claras.
Gotas escorrem pelo tecido e caem no chão do vagão. Mas quando Tsukiko olha para o chão... não há poça alguma.
A mulher às vezes sorri.
Um sorriso pequeno, educado, profissional. Mas os olhos não sorriem. Os olhos a estudam como um prontuário médico.
3. A Criança de Máscara
Ele parece ter uns 10 anos. Uniforme escolar azul-marinho. Mochila pequena nas costas.
Máscara no rosto!
Ele fica sentado exatamente a três bancos de distância de Tsukiko. Sempre o mesmo assento.
Quando o trem passa por túneis escuros, o vidro reflete seu rosto. Mas a máscara... não aparece no reflexo.
Em vez disso, o reflexo mostra uma boca. Uma boca que sussurra algo.
Tsukiko nunca consegue ler os lábios.
O Caderno da Cobaia #46
...Há uma semana, algo extraordinário aconteceu!
Tsukiko estava sentada no último vagão, voltando para casa tarde da noite. O vagão estava vazio -- exceto por ela!
No banco ao lado, meio escondido sob um jornal descartado, havia um caderno de capa preta.
...Ela hesitou.
Mas a curiosidade venceu!
O caderno estava coberto de anotações frenéticas — escritas com pressa, em kanjis trêmulos, algumas borradas por lágrimas ou suor.
A primeira página dizia:
'Se você encontrou este caderno, significa que eles também estão te observando.'
Tsukiko leu tudo!
Era o diário de alguém que se identificava apenas como 'Cobaia #46'.
As anotações descreviam exatamente o que ela estava vivendo:
●As luzes piscando em código;
●Os reflexos impossíveis;
●As estações que não existem no mapa;
●As três pessoas estranhas;
●A sensação de ser observada por câmeras invisíveis.
A última página, escrita em letras grandes e apressadas, dizia:
'Não conte a ninguém. Eles sabem quando você fala. Eles sabem quando você dorme. Eles sabem quando você acorda.'
'E NUNCA, JAMAIS, desça na estação onde as luzes estão apagadas.'
O caderno termina abruptamente. As últimas páginas estão arrancadas.
Tsukiko não sabe quem foi a Cobaia #46. Não sabe se está viva, morta, presa ou fugindo.
Mas guardou o caderno na mochila.
...E desde então, as três pessoas estranhas parecem mais próximas.
O Medo de Contar
Tsukiko quer desesperadamente contar a alguém.
Mas como?
Para os pais:
'Mãe, pai... acho que tem pessoas me seguindo no metrô.'
A mãe perguntaria se ela andou assistindo filmes de terror de novo. O pai diria que ela precisa dormir mais cedo.
Eles não entenderiam!
E pior — o caderno avisava: 'Eles escutam através das paredes. Eles veem através das telas. Falar é o mesmo que gritar para eles.'
Para as amigas da escola:
'Ei, vocês já viram... pessoas que desaparecem no reflexo?'
Elas ririam. Mudariam de assunto. Talvez parassem de chamá-la para sair.
Tsukiko já é vista como 'esquisita'por ser quieta demais. Se ela falar sobre isso, vai virar a 'louca da escola'.
Para um professor?
Ela chegou a ensaiar. Mas na última aula, viu o Homem do Casaco Longo parado do lado de fora do portão da escola, observando.
Ele não estava ali para ela.
Ela sabe disso.
Mas a mensagem era clara: eles estão em todos os lugares.
A Ilusão da Rotina
O pior de tudo é que a vida continua.
Tsukiko ainda acorda, veste o uniforme, vai à escola, sorri quando necessário, copia a lição, volta para casa.
Mas agora ela percebe algo terrível:
Ela nunca está sozinha.
No metrô lotado, sente os olhares invisíveis.
No vagão vazio, sente a presença deles mais forte.
No silêncio do próprio quarto, ouve o zumbido baixo das ondas que ela não deveria perceber.
A realidade não é falsa.
A realidade é uma cortina.
E Tsukiko começou a ver as mãos que seguram o tecido.
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1. A Paranoia Crescente
A história acompanha a lenta deterioração da confiança de Tsukiko em tudo o que ela vê e sente.
●Será que ela está mesmo sendo perseguida?
●Ou será que a Hiperreceptividade Sensorial a está fazendo alucinar?
● E se o caderno não for real?
● E se as três pessoas forem apenas estranhos comuns?
●E se ela estiver criando uma conspiração para preencher o vazio da própria solidão?
By Santidarko
Personagem by Santidarko