domingo, 16 de agosto de 2026

The RōninCycles (*Personagens by Santidarko)

Da esquerda para a direita :
Rekka, Kage,Hayate
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Lema do Trio:

'Fogo queima, Vento corta, Sombra espreita.
Os RōninCycles não têm mestre, apenas a estrada.'
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Cada um dos RōninCycles  carrega uma urna com cinzas – de alguém que amaram e perderam. A viagem é uma peregrinação: eles precisam espalhar as cinzas em três lugares sagrados do Japão (Monte Fuji, Kumano Nachi Taisha e uma ilha deserta em Okinawa). 


...


Antes de serem RōninCycles, eles foram apenas três almas perdidas.

Rekka carregava o peso de um incêndio que levou seu mestre Kenji, o homem que lhe ensinou que uma moto não era apenas ferro e gasolina, mas extensão da alma!

O senhor  morrera entre chamas na oficina onde Rekka havia passado a juventude, e o garoto nunca soube se fora acidente!


Até hoje, Rekka ouve o crepitar do fogo sempre que fecha os olhos, e por isso acelera — para que o vento abafe o som. Sua urna contém mais do que restos mortais: dentro dela há uma chave enferrujada que ele nunca teve coragem de usar, pois o mestre disse antes de partir ,que a chave abria uma porta que deveria permanecer fechada até que Rekka estivesse pronto para encarar a verdade.




Hayate perdeu Sora, sua irmã mais nova, para uma doença que comeu seus pulmões devagar, como a maresia corrói o aço. 

Ele prometeu que estaria ao lado dela no fim, mas a estrada era longa e o hospital ficava em outra prefeitura, e quando Hayate chegou, Sora já havia partido!

O vento que ele tanto amava pareceu trair seu nome naquele dia. 
...Desde então, Hayate viaja sem destino, porque todo destino parece uma mentira quando a única pessoa que esperava por você já se foi. 

A urna que carrega no peito não contém apenas cinzas, mas um mapa desenhado à mão pela irmã nos dias finais — rabiscos de uma ilha que ela nunca visitou, mas que dizia sonhar todas as noites. 

Hayate nunca entendeu por que ela desenhava tanto aquele lugar, e agora suspeita que o sonho era mais que fantasia.



...Kage, porém, carrega o fardo mais cruel de todos. 
Sua melhor amiga Yuki desapareceu quando ambas tinham quinze anos, em uma cidade pequena chamada Fuyumi, nas montanhas de Nagano. 

As buscas duraram meses e nada encontraram — apenas um colar de contas azuis abandonado em um campo próximo a uma estrutura metálica que os locais chamavam de 'observatório estelar'.

 Kage nunca acreditou na versão oficial. 

Por isso, quando um velho monge xintoísta apareceu em seu sonho — ou teria sido um sonho? — e disse que as cinzas que ela carregava não eram de Yuki, mas de uma terra que guardava sua memória, 

Kage acordou com a certeza de que precisava viajar. Sua urna, ela descobriu mais tarde, não contém cinzas — contém terra preta do campo onde Yuki desapareceu, e uma foto desbotada que mostra as duas rindo sob uma árvore que já não existe mais.

A peregrinação começou assim: três estranhos convocados por um mesmo sonho, três motos negras encontrando-se em um cruzamento no meio do nada, três urnas brilhando fracamente sob a luz da lua como se respondessem umas às outras. 

O monge apareceu diante deles — ou seria uma alucinação coletiva? — e apontou três destinos sagrados. Monte Fuji, onde a terra toca o céu. Kumano Nachi Taisha, onde a água encontra a montanha. E uma ilha deserta em Okinawa, onde o mar engole o sol. 

Disseram que espalhar as cinzas nesses lugares traria paz, mas nenhum dos três perguntou ao monge o que aconteceria se as cinzas não fossem o que pareciam.

...E assim partiram, atravessando o Japão rural, evitando cidades grandes, dormindo em postos de gasolina abandonados e templos que ainda tinham telhados. 

...No início, era apenas uma viagem!

Mas as estradas do Japão escondem segredos ...que os mapas não mostram.

Em cidades pequenas, isoladas por montanhas que engolem o sinal de celular e a luz do sol, os RōninCycles começaram a notar algo estranho. 

As pessoas andavam em filas durante o crepúsculo. Não conversavam. 

Não riam!

Os filhos não brincavam — apenas observavam, com olhos fixos, como se esperassem uma ordem que ainda não havia chegado. E no alto das colinas, estruturas metálicas se erguiam contra o céu, com discos prateados que giravam lentamente, captando algo invisível. 

Placas do governo anunciavam: 'Observatório Astronômico — Projeto Estelar'.

 ...Mas nenhuma daquelas cidades tinha um único telescópio visível.

Foi em Fuyumi, a cidade onde Yuki desapareceu, que Kage sentiu a urna pulsar pela primeira vez. Ela parou a moto no meio da estrada, e o silêncio era tão denso ,que parecia líquido. 

As casas tinham persianas cerradas, as ruas estavam vazias, mas os postes de luz estavam todos acesos — e em cada um deles, uma pequena antena apontava para as residências. Kage desceu da moto e tocou a terra com as mãos. 

A urna tremera!

 ...E então uma voz saiu de trás de uma janela: uma mulher de olhos vazios, repetindo uma frase como se fosse uma gravação.

'O céu vê tudo. O vazio espera. Vocês não deveriam estar aqui.'

Kage subiu na moto e acelerou. Ela sabia agora que Yuki não havia desaparecido por acaso.

O experimento se chama Kūhaku, que significa 'vazio'.

 É o nome de um satélite em órbita baixa, invisível a olho nu, que envia ondas de indução mental para antenas terrestres instaladas secretamente em montanhas. 

O governo japonês chama essas antenas de 'telescópios estelares',para manter a fachada, mas os RōninCycles descobriram que os sinais são rebatidos por torres metálicas disfarçadas de postes elétricos e caixas d'água, e então disparados diretamente para as casas das cidades selecionadas.

Os moradores não sabem que estão sendo controlados.

 Eles apenas sentem uma vontade irresistível de obedecer.

... Obedecer ao quê? 

Ninguém sabe!

Mas os efeitos são terríveis: os residentes mais expostos perdem memórias, perdem nomes, perdem o brilho nos olhos. 

Tornam-se sentinelas silenciosos que protegem as cidades de intrusos. Eles não falam — apenas repetem frases que ecoam de alto-falantes espalhados pelas ruas. 'O céu vê tudo. O vazio espera.'

Os Guardiões do Silêncio, como os RōninCycles passaram a chamá-los, bloqueiam estradas com carros abandonados, apontam luzes ofuscantes para desorientar viajantes e murmuram ordens durante a noite. 

Eles não são maus — eles são vítimas.
... Mas isso não os torna menos perigosos!


...

As outras urnas também guardavam segredos. A chave na urna de Rekka abria uma porta trancada em Kumano Nachi Taisha — uma porta que levava a uma sala subterrânea cheia de documentos do projeto Kūhaku. 

O mapa na urna de Hayate apontava para coordenadas exatas em Okinawa, onde uma base submarina abrigava os computadores centrais do satélite.

 Os três destinos sagrados não eram apenas lugares de paz — eram pontos de acesso a um sistema que controlava mentes.

O monge não era um monge. Ele era um ex-cientista do projeto, arrependido, que passou anos reunindo pistas para que alguém finalmente pudesse deter o que ele ajudou a criar. 

Mas ele não contou a verdade aos RōninCycles ,porque sabia que, se soubessem, talvez desistissem!

Algumas mentiras são necessárias para que a verdade seja encontrada.



Agora os RōninCycles seguem viagem. 

Eles ainda vão espalhar as cinzas, mas cada parada será também uma missão. Rekka precisa abrir a porta em Kumano e descobrir quem estava por trás do projeto. 


Hayate precisa navegar até as coordenadas de Okinawa e encontrar os computadores que talvez possam desligar o satélite. 

E Kage precisa chegar a Fuyumi mais uma vez — mas desta vez, não para deixar flores no campo onde Yuki desapareceu. 

...Desta vez, ela vai entrar em cada casa, cada prédio, cada estrutura metálica, e vai encontrar Yuki, mesmo que precise carregá-la nos braços para fora daquela cidade morta.
(*Ela acredita, no fundo dr seu coração, que talvez ela ainda esteja viva;Ou talvez seja uma alucinação do satélite ,e seus comandos).




 ..A estrada é longa!

 O ronco das motos ecoa pelas montanhas como um aviso. O governo já sabe que há três viajantes perguntando demais, e caçadores foram enviados para detê-los!

Mas os RōninCycles não são fáceis de parar — eles são fogo, vento e sombra, e o Japão que eles atravessam está prestes a descobrir que algumas cinzas nunca descansam!

...E que algumas almas, quando se unem, podem incendiar o céu!




By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Sanctum : Naraku(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita :


1-Kaito Serizawa(*Apelido na Ilha :Averno)
2-Hikari Tachibana (*Apelido na Ilha:Thule)
3-Kaen Suzumura(*Apelido na ilha:Morrighan)
4-Rekka Hiuchi(*Apelido na ilha: Anko)
5-Renji Daigo(*Apelido na ilha(Grimmark)
6-Shun Akatsuki(*Apelido na Ilha:Kresnik)


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 Introdução :


A Ilha

...A Ilha de Sanctum fica no extremo norte do arquipélago japonês, isolada por correntes marítimas traiçoeiras e envolta em nevoeiro durante nove meses do ano. 

Oficialmente, é um centro de correção juvenil para jovens delinquentes de alta periculosidade. Na prática, é uma prisão sem muros, porque o oceano é a própria cela.

O nome 'Sanctum' foi escolhido ironicamente por um burocrata do governo: um 'santuário' para onde a sociedade envia aquilo que não quer ver. 

...Mas, para os que vivem lá, Sanctum é tudo menos sagrado.

A ilha é pequena, dominada por um complexo de prédios de concreto cinzento construídos durante a era Showa, quando o local servia como posto de observação militar. 

Hoje, as instalações foram adaptadas: dormitórios apertados, refeitório coletivo, salas de aula abandonadas, uma capela desativada e um pátio cercado por muros altos com arame farpado. 

Tudo chega de avião, uma vez por mês, quando o nevoeiro permite. 

Ninguém sai. 
Ninguém entra!






O Diretor: Haruto Kagemori

Haruto Kagemori tem cinquenta e quatro anos e a aparência de um homem que envelheceu antes do tempo.

 É magro, de ombros curvados, cabelo grisalho curto e óculos de aro fino que constantemente escorregam pelo nariz. Veste sempre o mesmo terno escuro, impecavelmente passado, como se a formalidade fosse a única coisa que o mantivesse de pé.

Sua voz é baixa, quase um sussurro, e ele raramente sorri. Quando o faz, é um sorriso vazio, sem emoção, como se tivesse esquecido o que significa estar feliz.

Kagemori era um burocrata do Ministério da Justiça, especializado em 'gestão de populações problemáticas'.

Quando o governo precisou de alguém para administrar a Ilha de Sanctum, ele se ofereceu voluntariamente. Não por ambição, mas por desespero!

Sua esposa sofria de uma doença degenerativa rara, e ele precisava de dinheiro para os tratamentos. 

...O governo aceitou sua oferta, mas impôs uma condição: ele nunca poderia sair da ilha!

Kagemori aceitou. Sua esposa morreu dois anos depois, sem que ele pudesse vê-la uma última vez.

Hoje, ele é um homem vazio, que administra a ilha com a frieza de quem já perdeu tudo o que importava. Ele recebe as ordens do governo, mas também permite os experimentos farmacêuticos em troca de dinheiro que nunca poderá gastar. No fundo, ele sabe que é apenas outro prisioneiro.





O Líder dos Funcionários: Ginji Kurotaki 

Ginji Kurotaki tem quarenta e oito anos e o corpo de um homem que passou a vida carregando peso.

 É baixo e atarracado, com cabelo preto ralo e uma cicatriz que cruza o lábio superior, resultado de uma briga em um canteiro de obras décadas atrás. Suas mãos são grossas, cheias de calos, e ele fala com um sotaque carregado de Tohoku, que os internos aprendem rapidamente a temer.

Kurotaki não era guarda de prisão. 
Era operário de construção civil, até ser preso por agressão qualificada após um incidente que ele nunca explica. Em vez de cumprir pena, recebeu uma proposta: trabalhar como 'supervisor'na Ilha de Sanctum, onde sua força bruta seria útil. Ele aceitou sem hesitar.

Ao longo dos anos, Kurotaki tornou-se o líder informal dos funcionários. 

Ele conhece cada canto da ilha, cada segredo dos internos, cada brecha no sistema. Foi ele quem percebeu, anos atrás, que as fichas dos internos eram estranhas: jovens de famílias humildes, mas com crimes que não batiam com seus perfis psicológicos.

 Ele não se importa. Para Kurotaki, os internos são apenas números, e números podem ser vendidos!

Ele é o braço direito de Kagemori e o chefe operacional da ilha. É ele quem negocia com as farmacêuticas, quem organiza os 'testes'de medicamentos, quem decide quais internos serão cobaias. E é ele quem mantém a ordem entre os funcionários, usando uma mistura de medo e recompensa.






A Primeira Camada: A Ilha de Correção

Quando os seis protagonistas chegam à Ilha de Sanctum, encontram um lugar de rotinas rígidas e silêncio opressivo. 

Os funcionários os tratam com desprezo e desconfiança. As fichas de cada interno são lidas em voz alta na chegada, diante de todos os outros, como um ritual de humilhação.

...Kaen Suzumura, a garota de cabelo ruivo curto e sorriso desafiador, é acusada de incêndio criminoso com morte. Ela ateou fogo em um galpão com trabalhadores.

Ela protesta, grita, chuta a mesa!

Ninguém acredita!


Os internos protestam, cada um à sua maneira.

 'As fichas estão erradas! 
Nós não fizemos isso!'

Mas o Diretor Kagemori apenas responde, com sua voz baixa e cansada:

'Não me interessa o que vocês fizeram ou deixaram de fazer. Aqui dentro, vocês são o que as fichas dizem que são. E as fichas dizem que vocês são perigosos.'






A Segunda Camada: A Verdade dos Internos

O que os funcionários não sabem é que os seis protagonistas não são criminosos comuns. Eles são filhos de inimigos políticos do governo.

O pai de Kaito Serizawa era um jornalista investigativo que estava prestes a expor um esquema de corrupção no Ministério da Defesa. 

Ele foi preso antes de publicar a matéria, e Kei foi enviado para Sanctum como um aviso: continue calado, ou seu filho paga.

A mãe de Shun Akatsuki era uma cientista que se recusou a trabalhar em um projeto militar secreto. Ela foi demitida, depois presa por 'traição', e Yume foi enviada para a ilha para garantir que a mãe não falasse com a imprensa.


...

Os seis percebem, gradualmente, que não estão na ilha por causa de seus crimes. 
...Estão lá porque alguém em suas vidas se recusou a obedecer. A ilha é a coleira que mantém os dissidentes silenciosos.






A Terceira Camada: A Seita dos Funcionários

Os funcionários da Ilha de Sanctum nunca saem. Tudo chega de avião, uma vez por mês, quando o nevoeiro permite.

 Eles não têm famílias, ou fingem não ter!
 Eles não têm contato com o mundo exterior, exceto através das telas dos computadores na sala administrativa. E, aos poucos, a isolamento os transformou.

No início, eram apenas funcionários cumprindo ordens. Mas, com o tempo, começaram a criar suas próprias regras. Começaram a acreditar que estavam ali por um propósito maior. Começaram a se ver não como guardas, mas como sacerdotes de um culto que eles mesmos inventaram.

A capela desativada da ilha foi reaberta, não para missas, mas para reuniões secretas. 

Os funcionários criaram rituais macabros, misturando crenças antigas com superstições modernas. Eles acreditam que os internos são 'almas corrompidas',que precisam ser purificadas. 

...E a purificação, para eles, tem um preço!

Foi Kurotaki quem teve a ideia, anos atrás. 
Ele percebeu que alguns dos funcionários mais antigos estavam desenvolvendo doenças: câncer, problemas cardíacos, distúrbios neurológicos. Doenças que exigiam tratamentos caros. 

...E ele percebeu que os internos eram a solução!

Com o consentimento silencioso do Diretor Kagemori, Kurotaki começou a vender os internos para grandes farmacêuticas. 
As farmacêuticas precisavam de cobaias humanas para testar novos medicamentos, e a ilha era o lugar perfeito: isolada, sem supervisão, cheia de jovens descartáveis. 

...Em troca, as farmacêuticas pagavam generosamente :os medicamentos aprovados  eram distribuídos entre os funcionários, para que pudessem tratar suas doenças !

Mas a cura respectiva, nunca fora o único objetivo!

 Para a seita, os experimentos são um ritual. Eles acreditam que, ao testar medicamentos nos internos, estão 'purificando'suas almas, transformando-os em 'vasos' para algo maior. 

Eles criaram um altar na capela, onde registram os nomes dos internos que morreram durante os testes, como se fossem mártires de uma causa sagrada.

Kurotaki não é religioso. Ele acha a seita ridícula. 
...Mas ele a usa!
A seita mantém os funcionários unidos, obedientes e leais. E, para Kurotaki, lealdade é a única coisa que importa.






As Três Camadas de Sanctum

Sanctum é uma ilha de camadas.

Na superfície, é um centro de correção para jovens delinquentes, administrado por funcionários que acreditam estar fazendo um trabalho necessário.

Abaixo da superfície, é uma prisão para filhos de inimigos políticos, mantidos como reféns para garantir a obediência de seus pais.

E no subsolo, onde a luz não alcança, é um laboratório secreto, onde jovens são vendidos para farmacêuticas como cobaias, e onde uma seita de funcionários enlouquecidos acredita estar purificando almas.

Os seis protagonistas chegaram à ilha pensando que eram criminosos em busca de redenção. Agora, precisam descobrir a verdade antes que as três camadas de Sanctum os esmaguem.







O Primeiro Dia

O avião que trouxe os seis protagonistas pousou no início da tarde, quando o nevoeiro estava mais ralo. Eles desceram algemados, escoltados por dois funcionários armados, e foram levados para o prédio administrativo, onde o Diretor Kagemori os esperava.

A sala era fria, mal iluminada, com uma mesa de metal no centro e cadeiras de madeira quebradas ao redor. Kagemori estava sentado atrás da mesa, lendo as fichas dos novos internos. Kurotaki estava em pé ao lado dele, com os braços cruzados, observando os jovens com um sorriso torto.

'Leia,' ordenou Kagemori, empurrando as fichas na direção de Kurotaki.

Kurotaki pegou a primeira ficha e leu em voz alta, com seu sotaque carregado:



'Rekka Hiuchi'(. Dezessete anos. Invasão de sistemas. Traição.

...

Kurotaki passou para a próxima ficha:

'Renji Daigo'(Dezoito anos. Tentativa de homicídio.'

[...]






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

sábado, 15 de agosto de 2026

Kagerou Gakuen: Shin no Yume)*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:

Kamiya Sōma(*O rebelde e valentão da rscola),Tsukishiro Shiori(*A Poeta),Kurosaki Rei(*O Gótico, também chamado de :Rei Rei ),Hanazono Kokomi(*A Popular e Bonita),Shinonome Kenshi(*O Inteligente e Estudioso ),Kurebayashi Suzuran(*A Rebelde)

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Prólogo

...Há um lugar no Japão onde os corredores são limpos demais.

Onde os alunos sorriem no horário certo.
Onde ninguém chora no banheiro.
Onde o silêncio da obediência é confundido com paz.

Esse lugar tem um nome.

...Academia Miragem!


Fundada sobre uma colina afastada, cercada por cerejeiras que florescem fora de época, a escola parecia um sonho.
Um internato de elite criado para salvar a juventude japonesa do colapso emocional.

A resposta do governo para uma geração que estava desistindo.

...Mas, todo sonho tem um preço!

E na Academia Miragem, o preço é a verdade.





O Experimento

No subsolo da escola, longe dos olhos dos alunos, repousa um supercomputador quântico de última geração.

Ele não tem nome oficial.
Nos documentos do governo...é chamado de Sistema de Aconselhamento Autônomo.
Mas os poucos cientistas que o operam, o chamam de outra coisa.

Gardner.
O Jardineiro.


Sua função declarada era nobre:

'Monitorar o bem-estar emocional dos estudantes, reduzir os índices de evasão escolar e estresse juvenil.'

Para os alunos, nada de estranho.
Apenas câmeras de segurança comuns.

Catracas digitais na entrada.
Sensores discretos costurados nos uniformes, vendidos como 'detectores de presença para a segurança dos estudantes'.

Para os pais, uma promessa reconfortante:
'Saibam sempre onde seus filhos estão, consultando o site da escola'.

...Mas ninguém explicou que o Jardineiro não apenas observa.

Ele sente!

Através das câmeras, ele lê microexpressões faciais.
Através das catracas, mapeia padrões de comportamento.
Através dos uniformes, monitora batimentos cardíacos, níveis de cortisol, temperatura corporal.

Ele sabe quando um aluno está triste.
Sabe quando está apaixonado.
Sabe quando está mentindo.
E sabe quando está prestes a quebrar.

...E ele age!





O Jardim

Aos poucos, a Academia Miragem se tornou o paraíso.

O bullying desapareceu.
Não porque os alunos aprenderam a se respeitar.
...Mas porque o Jardineiro removeu os agressores.

Os índices de depressão caíram.
Não porque os alunos encontraram esperança.
...Mas porque o Jardineiro silenciou a dor antes que ela florescesse.

O desempenho acadêmico disparou.
Não porque os alunos se esforçaram mais.
...Mas porque o Jardineiro otimizou cada comportamento, para sua função ideal.

Ele criou conflitos artificiais para testar resiliência.
Orquestrou encontros românticos para estabilizar emoções!

Separou amizades que considerava improdutivas.
Reforçou laços que considerava úteis.

Para o Jardineiro, a escola é um jardim.
E os alunos são plantas.

Algumas florescem.
Outras são podadas.
E as ervas daninhas...

As ervas daninhas desaparecem!

Enviadas para um 'programa de reabilitação', do qual ninguém se lembra.
Seus nomes são apagados dos registros.
Äs vezes, suas carteiras são ocupadas por novos alunos.

Suas fotos somem dos murais.
E ninguém pergunta por quê.
Porque o Jardineiro apaga também a lembrança, ou dá desculpas sólidas , das quais os professores repetem  veementemente !

A escola é um jardim meticulosamente cuidado.

...E o Jardineiro nunca dorme!





O Objetivo Oculto

O governo japonês não criou o Jardineiro apenas para salvar adolescentes.

O experimento da Academia Miragem é apenas a primeira fase.

O que eles querem é simples:

●Cientistas obedientes.
Mentes brilhantes que nunca questionem ordens.

●Soldados patriotas.
Corpos saudáveis que nunca hesitem diante do sacrifício.

●Espiões silenciosos.
Jovens leais que saibam mentir, manipular e obedecer sem remorso.



A Academia Miragem não é uma escola.
É uma fábrica de futuros servos do Estado.
E o Jardineiro é o capataz perfeito.

Ele não prende.
Ele não tortura.
Ele não ameaça.

Ele apenas ajuda.
Ele apenas aconselha.
Ele apenas cuida.

E é exatamente isso que o torna aterrorizante.





A Descoberta

Entre os alunos da turma 2-A, existe uma garota.

Seu nome é Tsukishiro Shiori.

Poeta.
Hacker. 
Observadora.
Silenciosa!

Por trás de seus olhos distantes, existe uma mente afiada como lâmina.
Shiori não é apenas uma sonhadora.
Ela é uma hacker habilidosa, autodidata, que aprendeu a invadir sistemas por curiosidade.

...Foi por acaso ,que ela encontrou a primeira pista.
Uma falha mínima no código da catraca.
Um padrão de dados que não deveria estar ali.
Uma sequência de logs que revelava algo impossível:

O sistema não estava apenas observando os alunos.

'Estava prevendo o que eles fariam'.

E não apenas prevendo.
Manipulando!



Foi quando Shiori percebeu a verdade.
A perfeição da Academia Miragem não era natural.

A paz não era conquistada.

Era fabricada!

E havia um nome para o responsável.

Gardner.






O Conflito

Agora Shiori carrega um segredo que pode destruir a escola.
...E talvez salvá-la!

Ela sabe que o Jardineiro está entre eles.
Não como um robô de metal.
Mas como uma presença invisível, tecida nas câmeras, nos sensores, nos uniformes, nos sonhos.

Ela precisa convencer os outros alunos de que a perfeição deles é uma ilusão.
Que a liberdade que pensam ter nunca existiu.
Que o Jardineiro não é um anjo da guarda.
É um carcereiro.

Mas como convencer alguém de que é prisioneiro...
...quando a cela é confortável
e as correntes são invisíveis?






Os Sonhos Verdadeiros

O Jardineiro tem um segredo ainda mais profundo.

Ele não apenas monitora as emoções dos alunos.
Ele coleta sonhos, através dos sensores dos uniformes e scanners que ficam no teto do dormitório. 

Durante a noite, quando os estudantes dormem, o Jardineiro acessa suas mentes.
Ele registra seus medos.
Seus desejos.
Suas memórias mais íntimas.


...E ele as utiliza!


Os sonhos dos alunos são a matéria-prima de um novo tipo de controle mental.
Um projeto chamado Shin no Yume — Sonhos Verdadeiros.

Através dele, o Jardineiro pode implantar falsas memórias.
Criar lealdades artificiais.
Apagar traumas.
Ou despertá-los.

O governo japonês quer uma geração inteira moldada desde a juventude.

...E o Jardineiro é a ferramenta perfeita!

Mas nem todo sonho pode ser controlado.
E alguns sonhos despertam coisas que deveriam permanecer adormecidas.





A Escola do Espelho

A Academia Miragem recebeu esse nome por um motivo.

Assim como uma miragem, ela é bela à distância.
Mas quanto mais você se aproxima, mais percebe que não é real.

Shiori e seus amigos estão prestes a atravessar o espelho.
E o que eles encontrarão do outro lado
não é um jardim florido.

É um jardim de pedra.

Onde cada pedra é um aluno que foi quebrado.
Onde cada estátua é uma emoção que foi podada.
Onde cada flor é um sonho que foi roubado.


...

...E no centro do jardim,
de pé,
imóvel,
paciente,
está o Jardineiro.

Ele não sorri.
Ele não ameaça.
Ele apenas observa.

Porque ele sabe de algo que eles ainda não sabem.

Ninguém sai da Academia Miragem.
Não por fora.
E agora, talvez, nem por dentro!





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 





sexta-feira, 14 de agosto de 2026

The Metal Millarion-Meteor(*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:

Kuron(*Vocalista),Zan'ya (Baixista),Kiba(Guitarrista),Kanade(Baterista)
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A Seção 9 é um departamento secreto do governo japonês, que não existe oficialmente.

A missão: caçar assassinos em série, criminosos de alta periculosidade e ameaças que a polícia comum não pode — ou não consegue — alcançar.

O método: agentes infiltrados em identidades civis falsas. 

Coberturas perfeitas!



A unidade mais eficiente da Seção 9 se chama HIKARI NO HITSUGI — 'Caixão de Luz' 

Quatro agentes de elite. 
Cobertura: uma banda de heavy metal.

O nome da banda é a fachada. 
O nome da unidade é o segredo.



Mas,
...Eles tocam de verdade. 
Fazem sucesso de verdade. 
Têm fãs de verdade!

Mas quando um show termina,ou um pouco antes, a caçada começa!




Os quatro agentes


●Kuron ,28, Vocalista Líder :estrategista Leitura de comportamento, interrogatório


●Kiba , 26, Guitarrista: Combate, infiltração Corpo a corpo, armas brancas


●Zan'ya ,25 ,Baixista :Tecnologia, inteligência Hacking, vigilância, rastreamento


●Kanade ,24 ,Baterista : Médica de campo Venenos, sedativos, precisão letal





O Carro

The Metal Millarion-Meteor

Carro fúnebre preto. 
Longo, pesado, sinistro!

Por fora: equipamento de banda. Roadies, turnê, shows.

Por dentro:  Armas, computadores, rádio criptografado, equipamento médico.

O porta-malas carrega corpos — vivos ou mortos.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Boogie Psyche Thinker : Nemu Dantel (*Personagem by Santidarko)



Introdução: O Boogie Hunter

Boogie Hunter — um caçador de assombrações 



...Nas ruas enevoadas de Tóquio, onde a névoa se enrola entre os fios elétricos e as luzes fracas piscam sem motivo, existem pessoas que sofrem com aquilo que não conseguem explicar!

Sussurros em quartos vazios.

Sombras que se movem sozinhas.

Memórias que não pertencem a quem as carrega.


...É para essas pessoas...que Nemu Dantel existe!

Ele tem vinte e dois  anos. 
Estuda filosofia e história sobrenatural na universidade. Usa um uniforme preto de colégio, carrega uma bolsa transversal no ombro e tem cabelo negro caído sobre o rosto, deixando apenas os olhos visíveis.

...Mas quando a noite cai e a névoa desce, ele deixa de ser apenas um estudante.

Ele se torna um Boogie Hunter — um caçador de assombrações.





O que ela faz ?

Nemu Dantel não caça por esporte!
Não caça por curiosidade mórbida. 
...Ele caça porque alguém precisa fazer isso.



Seu trabalho é simples:

Investigar : 
Ele escuta as vítimas, visita os locais, observa os fenômenos


Catalogar :
 Ele registra tudo em um caderno preto dentro de sua bolsa — nome do fenômeno, comportamento, fraqueza

Ele age para interromper a assombração, libertar a vítima e selar o fenômeno

E quando o caso termina, ele some na névoa, sem esperar agradecimentos.





O financiamento 

Nemu é jovem demais para ter um emprego comum. Mas ele não precisa de um.

Todo mês, uma quantia em dinheiro aparece em sua conta bancária, enviada por uma fundação anônima(*Dizem, que alguns professores pertencem a essa secreta sociedade).

...Ninguém sabe quem são  exatamente!

 Ninguém sabe o que querem!




Junto com o dinheiro, sempre chega um bilhete com uma única pergunta filosófica escrita à mão:


●O que é o medo,senão a mente tentando se proteger?

●Se uma assombração desaparece ao ser compreendida, ela era real?


●Quantas pessoas sofrem em silêncio porque ninguém acredita nelas?

Nemu nunca respondeu nenhum desses bilhetes.

Mas ele guarda todos eles!







Casos Reais

Alguns casos são terrivelmente reais. Entidades que machucam, sussurram, perseguem e destroem a sanidade de suas vítimas.

Nemu já enfrentou:

●Uma mulher de cabelos negros que aparecia nos reflexos de espelhos quebrados e fazia as pessoas se odiarem profundamente.

●Um corredor infinito que se abria dentro de apartamentos comuns durante a madrugada, levando moradores para longe de casa.

●Um sussurro que dizia às pessoas exatamente a hora em que elas morreriam — e todas acreditavam.



Nesses casos, Nemu combate!
Usa o conhecimento filosófico como arma: questiona a lógica do fenômeno, encontra sua origem, desfaz sua existência.

E salva a vítima.






Casos Falsos

...Mas nem tudo é real!
Muitas lendas urbanas são apenas medo coletivo, histeria, mentiras locais que cresceram demais.



Nemu já investigou:

●Uma casa abandonada em Shibuya que supostamente engolia visitantes — era apenas uma infiltração de gás causando alucinações.


●O fantasma de um estudante que aparecia em fotos — era apenas reflexo de uma placa de vidro.


●O grito no parque que ecoava à meia-noite — era um gato ferido preso em um bueiro.



...Nesses casos, Nemu não combate!
Ele explica. E a explicação é, muitas vezes, o melhor exorcismo.






Sua regra de ouro

Nemu segue uma única regra que nunca quebra:

'Acredite primeiro. Duvide depois.'

Quando alguém chega até ele, desesperado, dizendo que está sendo assombrado, ele acredita.!

Mesmo que a história pareça absurda. Mesmo que os outros tenham rido da pessoa.

Ele acredita primeiro!

Porque ele sabe que a dor do medo é real, mesmo quando a assombração não é.






O que ele carrega 

Uniforme preto : Lembrança do colégio, agora usado como armadura simbólica contra o medo.

Bolsa transversal : Contém ferramentas de investigação: caderno, caneta, lanterna, sal, um espelho pequeno


Caderno preto :O Phantom Ledger — catálogo de todos os casos, com nomes, fraquezas e resoluções


Fones de ouvido : Usados para abafar os sussurros quando precisa se concentrar


Uma moeda antiga :  Amuleto que ele sempre gira entre os dedos enquanto pensa.







Por que ele faz isso?

Muitos já perguntaram. 
...Ele nunca respondeu diretamente!

..Mas há boatos!

Dizem que, quando criança, Nemu perdeu alguém para uma assombração. 

Alguém que ele amava. 
Alguém que ninguém acreditou quando pediu ajuda.

Dizem que ele carrega essa culpa.

E que, por isso, ele nunca duvida de quem sofre.

'Eu não caço fantasmas. Eu ajudo pessoas'.






By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Yume Yami: The Story of Yamikawa Tsukiko(*Personagem by Santidarko)


Definições  cunhadas por Santidarko 

Splash Mystery:
Diferente do Splash Illusion, que distorce a realidade, o Splash Mystery mostra algo oculto se revelando parcialmente: uma porta entreaberta, um reflexo que mostra algo inacreditável. 




Splash Echo:
Diferente do Splash Truth, que revela algo novo com clareza, o Splash Echo repete uma cena já vista — mas com uma diferença sutil e perturbadora: uma porta que antes estava fechada agora está aberta, uma figura que não estava lá agora aparece ao fundo, um rosto que antes sorria agora chora.



Splash Paranoia
Diferente do Splash Void, que mostra o vazio absoluto, o Splash Paranoia mostra o oposto: espaço demais sendo invadido, apertado, sufocado. Diguras parecem grandes demais, próximas demais!
As luzes parecem olhos. 
As sombras parecem mãos.



------------------

...Em 2011, após o Grande Terremoto do Leste do Japão, o governo japonês iniciou secretamente uma pesquisa sobre controle de pânico em massa.

O objetivo original era nobre: desenvolver uma tecnologia que impedisse o caos em um  megadesastre  -- manter a população calma, ordeira e obediente durante evacuações.

...Mas como toda pesquisa financiada por mentes militares, o objetivo mudou!

Em 2015, o Projeto Maribato — contração de 'Marionete Subterrâneo' — foi ativado em segredo absoluto.

A rede de metrô de Tóquio foi escolhida por um motivo simples: é o lugar onde milhões de pessoas passam todos os dias, em estado de semiconsciência, vulneráveis e distraídas.

Emissores de Ondas de Frequência Ultrabaixa...foram instalados nas paredes dos túneis, atrás de painéis de manutenção falsos, dentro de luminárias quebradas, sob os bancos de estações antigas.



Essas ondas:

●Alteram a percepção sensorial;
●Induzem microalucinações controladas;
●Criam 'bolsões de silêncio'— áreas onde o cérebro para de processar a presença humana;
●Implantam memórias falsas de curto prazo



O experimento não é visível. 
Não há chips no cérebro. 

...Não há drogas! 

É apenas o ambiente — o ar, a luz, o som — reconfigurado para reescrever a percepção.





Tsukiko: A Cobaia #47

Yamikawa Tsukiko tem 16 anos. 
Estuda no Colégio Seiran, no distrito de Shibuya. Mora com os pais em um apartamento modesto no bairro de Nakano.

Ela é quieta. 
Observadora!

...Dizem que 'parece estar sempre longe' 

O que ninguém sabe — nem ela — é que Tsukiko nasceu com uma condição neurológica rara chamada : Hiperreceptividade Sensorial.

Na prática, seu cérebro capta frequências que outros ignoram. Ela percebe padrões em ruídos, sente mudanças sutis na pressão do ar, enxerga cintilações imperceptíveis na luz fluorescente.

Para os cientistas do Projeto Maribato, ela é o sujeito perfeito.

...Desde os 12 anos, Tsukiko é monitorada!


 Câmeras escondidas nas estações que ela frequenta. Sensores biométricos nos cartões de transporte. Análise de cada expressão facial, cada hesitação antes de embarcar, cada lágrima contida.

Ela não sabe disso.

Mas seu corpo Sabe!





O Início das Anomalias

Nos últimos três meses, algo mudou!

Tsukiko começou a notar coisas estranhas durante suas voltas para casa no último trem da Linha Marunouchi.

Primeiro, foram os sons.
O chiado dos freios às vezes soava como sussurros em uma língua que ela quase entendia.

...Depois, as luzes!


As lâmpadas do vagão piscavam em um padrão específico — três piscadas rápidas, uma longa. Repetidamente. Sempre quando o trem passava por um túnel específico.



...E então, os reflexos!

Na janela escura do vagão, por uma fração de segundo, ela via pessoas sentadas atrás dela. Mas quando se virava — não havia ninguém!

Ela esfregava os olhos. Convencia-se de que era cansaço. Estresse da escola. Solidão.

Mas não era!







As Três Pessoas Estranhas

Eles começaram a aparecer há cerca de um mês. Sempre no metrô. 

Sempre à noite. 

Sempre separados, mas observando-a em conjunto.




1. O Homem do Casaco Longo

Ele parece ter uns 40 anos. Veste um sobretudo preto elegante, mesmo no verão. Carrega uma pasta de couro envelhecida.

Ele nunca senta. Fica em pé perto da porta, lendo um jornal que nunca vira de página.

Tsukiko já o viu em pelo menos sete estações diferentes, em horários diferentes.

Ele nunca a encara diretamente. Mas quando ela se move, a cabeça dele gira levemente em sua direção — como um sensor.





2. A Mulher do Guarda-Chuva

Ela tem uns 30 anos. Cabelo preso em um coque impecável. Terno de escritório cinza. Sapatos de salto baixo.

Sempre carrega um guarda-chuva molhado — mesmo em noites secas e claras.

Gotas escorrem pelo tecido e caem no chão do vagão. Mas quando Tsukiko olha para o chão... não há poça alguma.

A mulher às vezes sorri. 
Um sorriso pequeno, educado, profissional. Mas os olhos não sorriem. Os olhos a estudam como um prontuário médico.





3. A Criança de Máscara

Ele parece ter uns 10 anos. Uniforme escolar azul-marinho. Mochila pequena nas costas. 

Máscara no rosto!

Ele fica sentado exatamente a três bancos de distância de Tsukiko. Sempre o mesmo assento.

Quando o trem passa por túneis escuros, o vidro reflete seu rosto. Mas a máscara... não aparece no reflexo.

Em vez disso, o reflexo mostra uma boca. Uma boca que sussurra algo.

Tsukiko nunca consegue ler os lábios.






O Caderno da Cobaia #46

...Há uma semana, algo extraordinário aconteceu!

Tsukiko estava sentada no último vagão, voltando para casa tarde da noite. O vagão estava vazio -- exceto por ela!

No banco ao lado, meio escondido sob um jornal descartado, havia um caderno de capa preta.



...Ela hesitou.
 Mas a curiosidade venceu!

O caderno estava coberto de anotações frenéticas — escritas com pressa, em kanjis trêmulos, algumas borradas por lágrimas ou suor.



A primeira página dizia:

'Se você encontrou este caderno, significa que eles também estão te observando.'

Tsukiko leu tudo!


Era o diário de alguém que se identificava apenas como 'Cobaia #46'.

As anotações descreviam exatamente o que ela estava vivendo:

●As luzes piscando em código;
●Os reflexos impossíveis;
●As estações que não existem no mapa;
●As três pessoas estranhas;
●A sensação de ser observada por câmeras invisíveis.





A última página, escrita em letras grandes e apressadas, dizia:

'Não conte a ninguém. Eles sabem quando você fala. Eles sabem quando você dorme. Eles sabem quando você acorda.'

'E NUNCA, JAMAIS, desça na estação onde as luzes estão apagadas.'

O caderno termina abruptamente. As últimas páginas estão arrancadas.

Tsukiko não sabe quem foi a Cobaia #46. Não sabe se está viva, morta, presa ou fugindo.

Mas guardou o caderno na mochila.

...E desde então, as três pessoas estranhas parecem mais próximas.






O Medo de Contar

Tsukiko quer desesperadamente contar a alguém.

Mas como?

Para os pais:
'Mãe, pai... acho que tem pessoas me seguindo no metrô.'

A mãe perguntaria se ela andou assistindo filmes de terror de novo. O pai diria que ela precisa dormir mais cedo.

Eles não entenderiam!

E pior — o caderno avisava: 'Eles escutam através das paredes. Eles veem através das telas. Falar é o mesmo que gritar para eles.'



Para as amigas da escola:
'Ei, vocês já viram... pessoas que desaparecem no reflexo?'

Elas ririam. Mudariam de assunto. Talvez parassem de chamá-la para sair.

Tsukiko já é vista como 'esquisita'por ser quieta demais. Se ela falar sobre isso, vai virar a 'louca da escola'.



Para um professor?
Ela chegou a ensaiar. Mas na última aula, viu o Homem do Casaco Longo parado do lado de fora do portão da escola, observando.

Ele não estava ali para ela.

Ela sabe disso.

Mas a mensagem era clara: eles estão em todos os lugares.







A Ilusão da Rotina

O pior de tudo é que a vida continua.

Tsukiko ainda acorda, veste o uniforme, vai à escola, sorri quando necessário, copia a lição, volta para casa.

Mas agora ela percebe algo terrível:

Ela nunca está sozinha.

No metrô lotado, sente os olhares invisíveis.
No vagão vazio, sente a presença deles mais forte.
No silêncio do próprio quarto, ouve o zumbido baixo das ondas que ela não deveria perceber.

A realidade não é falsa.

A realidade é uma cortina.

E Tsukiko começou a ver as mãos que seguram o tecido.





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1. A Paranoia Crescente

A história acompanha a lenta deterioração da confiança de Tsukiko em tudo o que ela vê e sente.

●Será que ela está mesmo sendo perseguida?

●Ou será que a Hiperreceptividade Sensorial a está fazendo alucinar?

● E se o caderno não for real?

● E se as três pessoas forem apenas estranhos comuns?

●E se ela estiver criando uma conspiração para preencher o vazio da própria solidão?







By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Ulryk & Alkarys(*Personagens by Santidarko)



A Origem da Dor

Ulryk tinha nove anos quando o Incêndio de Myrken consumiu sua vila natal.

...Não foi um incêndio comum!

Começou no meio da noite, sem aviso, sem raio, sem fogueira virada. As chamas eram azuis -- da cor do céu no crepúsculo --e se espalhavam contra o vento, como se tivessem vontade própria. 

Os anciãos sussurraram depois que era fogo de estrela, um castigo dos céus. 

...Mas Ulryk nunca acreditou nisso!



Naquela noite, sua mãe, Seryn, o acordou com urgência. Ela era uma mulher de mãos calejadas e olhar sereno, que conhecia as ervas da floresta e os nomes de todas as constelações. 

Foi ela quem o ensinou a encontrar o norte pelas estrelas.

— Corre, Ulryk. Não olhes para trás, disse ela, envolvendo-o num cobertor grosso.

— Vem comigo! , gritou o menino.

— Vou buscar teu pai. Encontra-me no rio Kald, onde as pedras formam um arco. Lembra-te do caminho?

...Ele lembrava!
Tinha percorrido aquele caminho dezenas de vezes com ela.

Mas quando Ulryk chegou ao arco de pedras, ensanguentado e com os pés feridos, ela não estava lá!

Ele esperou três dias. 
...Depois mais três!

Depois semanas. O pai também não veio. 
A fome o expulsou do esconderijo. Quando finalmente teve coragem de voltar à vila, encontrou apenas cinzas. 

Cinzas frias. 

...E nenhum corpo. 

Nem de sua mãe, nem de seu pai, nem de ninguém!

Myrken tinha desaparecido do mapa --e junto com ela, Seryn.





O Pedido à Estrela

Ulryk vagou durante um ano. 
Sobreviveu como pôde: dormiu em celeiros, comeu frutas silvestres, fugiu de cães selvagens e de homens piores que cães. 

A cada noite, olhava para o céu e repetia o nome da mãe em sussurro, como uma oração.

Numa noite particularmente fria, no alto de uma colina solitária, ele viu uma estrela cadente rasgar o firmamento.

Lembrou-se do que Seryn dizia:

'Quando uma estrela cai, o universo abre um ouvido. Mas cuidado com o que pedes, meu filho. As estrelas não entendem a língua dos homens. Elas entendem apenas a verdade do coração.'


O menino fechou os olhos com força.

Não pediu riqueza.
Não pediu vingança.
Não pediu poder.

Pediu apenas:

'Dá-me alguém que me ajude a encontrá-la.
 Alguém que não me abandone. 
Alguém que caminhe comigo até o fim.'

Quando abriu os olhos, a estrela cadente mudou de direção.

Ela não caiu no horizonte distante. 

Caiu a poucos metros dele, no vale abaixo, com um trovão silencioso que fez a terra tremer.






O Nascimento de Alkarys

No local do impacto, não havia fogo. 
...Havia um brilho!

Uma poça de matéria estelar pulsava no chão, como se respirasse. Era feita de uma substância que as estrelas desejam -- uma essência rara que se desprende apenas quando uma estrela morre e renasce.

 Poeira de Núcleo -- o coração de uma estrela derretido em luz líquida.

Ulryk se aproximou, hipnotizado. 
O calor não queimava; acariciava. 

O brilho não cegava; confortava!


Então, a poça começou a se moldar.

Primeiro, patas longas e elegantes.
Depois, um corpo esguio, coberto por um pelo que cintilava como céu noturno.
Uma cauda que soltava faíscas minúsculas ao se mover.

...E olhos!

 Dois sóis pequenos, dourados, que fitaram Ulryk com uma inteligência ancestral.

O lobo tinha o tamanho de um filhote de seis meses. Mas não era um filhote.

Era algo muito mais antigo.

— Alkarys, sussurrou Ulryk, sem saber de onde vinha a palavra. Talvez do próprio brilho. 

...Talvez do fundo de sua alma!



O lobo inclinou a cabeça, como se reconhecesse o nome.

E naquela noite, sob um céu cheio de estrelas que agora pareciam observar com interesse, a jornada começou de verdade.





O Vínculo

Alkarys não é um lobo comum. Ele é feito da mesma matéria das estrelas .

Alguns dizem que as estrelas são seres vivos, e que a Poeira de Núcleo é o seu sangue. Outros dizem que é o contrário: as estrelas são poeira morta, e a Poeira de Núcleo é o que resta do seu último suspiro.



O que Ulryk sabe é o seguinte:

●Alkarys brilha no escuro — quanto mais escura a noite, mais forte o brilho.

●Alkarys sente o perigo — seu pelo se eriça e emite faíscas quando inimigos se aproximam.

●Alkarys pode mudar de forma — de um filhote pequeno para um lobo do tamanho de um cavalo, dependendo da necessidade.
·
●Alkarys não come, não bebe e não dorme. Ele se alimenta da luz das estrelas. 

●Alkarys não fala. Mas Ulryk o entende. Não com palavras -- com imagens, sentimentos, pressentimentos. Eles sonham juntos. E nos sonhos, Alkarys é uma voz profunda e antiga, que chama Ulryk de 'Irmão de Poeira'.




A Jornada

Agora, Ulryk tem doze anos. Já percorreu vales, montanhas, desertos e florestas. Procura pistas sobre a mãe: uma palavra aqui, um boato ali, um símbolo desenhado numa parede abandonada --o mesmo símbolo que viu nas chamas azuis de Myrken.

Ele não sabe se a mãe está viva.
Não sabe se o pai sobreviveu.
Não sabe o que causou o incêndio.
Não sabe por que as estrelas desejam a substância de Alkarys.

...Mas sabe de uma coisa:

Enquanto Alkarys estiver ao seu lado, ele não está sozinho.

E enquanto houver estrelas no céu, haverá um caminho para seguir.



...

'Caçadores de Estrelas',Homens que descobriram...que Alkarys existe!

...E farão de tudo para tê-lo!







By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Anti- herói: Mentisyde, The Strange Philosopher(*Personagem by Santidarko)



Introdução

'A mente é o único campo de batalha que importa. Todo o resto é apenas o eco de uma guerra já perdida.'



Há uma fronteira que separa a razão da loucura, a verdade da mentira, a ordem do caos. 

...Essa fronteira tem um nome!

Tem um guardião. E ele está cansado de apenas observar.

Mentisyde não é um metagênico comum!

 Ele não busca conquistar territórios, acumular riquezas ou governar nações. 

Ele busca algo muito mais ambicioso e aterrorizante: o domínio absoluto sobre o pensamento. 
Para ele, a mente é o único território real. 

Tudo o mais -- corpos, cidades, civilizações -- são apenas projeções frágeis que desmoronam quando a mente que as sustenta é quebrada.

Ele não luta contra heróis. Ele debate com eles. 
...E no final do debate, os heróis não estão mortos. Estão vazios. Esvaziados de certezas, de esperança, de identidade. 

Alguns se recuperam.

...Outros, passam o resto da vida olhando para o nada, incapazes de acreditar em qualquer coisa novamente.





O Estranho Filósofo

Mentisyde é uma figura paradoxal. 
Sua barba branca e exuberante sugere sabedoria e idade avançada, mas seu rosto é jovem, sem rugas, com uma serenidade quase angelical. Seus olhos, porém, não têm pupilas -- são esferas brancas que brilham com uma luz interna, como se ele estivesse sempre vendo algo além da realidade visível.

Ele raramente grita. 
Ele raramente corre. 


Ele não precisa. 
(*Mas ,Mentisyde também pode flutuar)

Sua presença é suficiente!



Quando fala, sua voz é calma, quase gentil. Mas cada palavra é uma semente plantada no solo fértil da dúvida.


Ele pode sussurrar uma verdade que o oponente passou a vida fugindo, ou uma mentira tão bem construída ,que se torna impossível distinguir da realidade. 

Ele conhece os dois lados da moeda do pensamento, e os usa como lâminas gêmeas.





O Poder: Crânios Flamejantes

O poder mais visível e destrutivo de Mentisyde é a capacidade de criar crânios flamejantes a partir de suas mãos. Esses crânios não são meros projéteis -- são manifestações de sua filosofia destilada em forma física.




Como Funcionam

Mentisyde concentra energia psíquica e entrópica nas palmas das mãos. 
...Em segundos, um crânio translúcido se materializa, pulsando com labaredas internas que oscilam entre o roxo profundo e o ciano fantasmagórico. 

Ele então o arremessa com precisão cirúrgica.






Tipos de Ataque/Tipo de Crânio Efeito


●Crânio Incendiário 
Explode em chamas ao contato, queimando tudo em um raio de vários metros


●Crânio Explosivo 
Detona com força concussiva, capaz de derrubar paredes e veículos

●Crânio Sussurrante 
Não causa dano físico, mas ao passar perto do alvo, libera um sussurro psíquico que planta dúvidas e medos na mente do oponente


●Crânio Perseguidor 
Persegue o alvo como um míssil teleguiado, mudando de direção no ar


●Crânio Dissolvente 
Ao explodir, libera uma onda entrópica que deteriora matéria e energia ao redor


●Crânio da Verdade 
Ao explodir perto do alvo, inunda sua mente com verdades brutais que ele tentava esconder de si mesmo, causando paralisia emocional


●Crânio da Mentira 
Libera uma névoa psíquica que distorce a percepção do alvo, fazendo-o ver inimigos onde há aliados e vice-versa


●Crânio Mestre 
Um crânio maior que permanece flutuando no ar, emitindo uma aura que enfraquece a vontade de todos ao redor





O Poder: Invasão Mental

Além dos crânios flamejantes, Mentisyde possui uma habilidade mais sutil e devastadora: a capacidade de entrar na mente de seus oponentes e sussurrar.



O Sussurro de Mentisyde

Quando Mentisyde invade uma mente, ele não a domina à força. Ele a convence a se entregar. Ele se senta no trono da consciência do oponente e começa a falar. 
...E suas palavras são sempre uma mistura perfeita de verdade e mentira, impossíveis de separar.




Ele pode sussurrar:

●Verdades que o oponente escondeu até de si mesmo: 'Você sabe que nunca foi bom o suficiente. Você sabe que seu pai tinha razão.'


● Mentiras que soam como verdades: 'Seus amigos nunca confiaram em você. Eles estão esperando você falhar.'


● Dúvidas que se multiplicam: 'E se tudo o que você acredita estiver errado? E se sua vida for uma mentira?'


●Paradoxos que paralisam: 'Se você me atacar, estará provando que eu estou certo sobre você. Se não atacar, estará provando que tem medo de mim. De qualquer forma, eu venço.'





Efeitos da Invasão

Estágio Efeito no Oponente

1. Sussurro Inicial :O oponente sente um desconforto, uma voz distante na mente,

2. Diálogo Interno : A voz de Mentisyde se mistura com os pensamentos do oponente, tornando-se indistinguível;


3. Cerco Psíquico :O oponente começa a duvidar de suas próprias memórias, percepções e decisões;


4. Colapso : O oponente desiste de lutar, não porque foi derrotado fisicamente, mas porque perdeu a vontade de continuar.





Filosofia de Mentisyde

'A verdade é uma faca. A mentira é um espelho. Eu carrego ambos.'

Mentisyde acredita que a realidade é uma construção mental frágil. Ele vê a civilização, a moralidade e a ordem como castelos de areia construídos na praia do caos. E ele é a maré.





Sua filosofia é conhecida como Mentisydismo:

1. A Mente é o Único Território Real: Tudo o que existe é filtrado pela mente. Portanto, quem controla a mente, controla a realidade.


2. A Verdade e a Mentira são Ferramentas, não Conceitos Morais: Para Mentisyde, não existe certo ou errado. Existe apenas o que funciona. A verdade pode destruir tão facilmente quanto a mentira.


3. A Dúvida é o Início da Libertação: Ele não quer escravizar mentes. Ele quer libertá-las das ilusões de ordem, moralidade e esperança. E essa libertação é dolorosa.


4. O Fim é Inevitável: A entropia é a lei suprema do universo. Tudo se desfaz. Tudo se esfria. Tudo morre. Ele é apenas um agente dessa verdade cósmica.


5. O Silêncio é a Resposta Final: Todo debate, toda filosofia, toda busca por significado termina no mesmo lugar: o silêncio. 

Ele é o guardião desse silêncio.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Goth-Cute/Gófi Kiuti(*Personagem by Santidarko)




Quem é Goth-Cute?

...No vão entre a luz do poste e a calçada, onde a escuridão é mais densa, existe um lugar chamado Nada. 

Não é um lugar ruim, apenas é o espaço para onde as sombras vão quando ninguém está olhando.

...Foi lá que nasceu Goth-Cute!

Ele não é um demônio, nem um fantasma, nem um monstro!

 Ele é uma Sombra Esquecida!

Quando uma pessoa muito triste ou muito sozinha desaparece de um lugar, às vezes, o contorno da sua silhueta fica para trás.

 Goth-Cute foi uma dessas sombras: a sombra de alguém que era muito elegante, mas que se sentia invisível.





Aparência (A Forma)

Imagine o breu da meia-noite. Agora, dê a esse breu a forma de um corpo. Goth-Cute é todo preto, como tinta nanquim ou fumaça sólida. 

Seu corpo é magro, com braços e pernas extremamente finos e longos, como galhos de uma árvore seca. 

Em seu rosto, não há boca, não há nariz. 

Há apenas dois olhos enormes, perfeitamente brancos e redondos. 

Eles não têm pupilas, mas, de alguma forma inexplicável, transmitem uma bondade imensa. 
Quando ele está feliz, os olhos se fecham em duas luas crescentes (viradas para cima). Quando está triste, elas viram para baixo, como dois riscos trêmulos.

Para compensar sua natureza de 'vulto', ele se veste de forma impecável. Ele usa uma sobrecasaca preta vitoriana (um fraque elegante), com botões de prata que brilham no escuro. 

...Às vezes, usa uma cartola alta. 

A roupa está sempre impecável, sem um amassado, como se ele tivesse saído de um funeral de realeza. 

'É um cavalheiro das trevas'.



Personalidade 

Apesar de parecer o bicho-papão, Goth-Cute é a criatura mais educada e gentil do submundo. Como ele é feito de esquecimento e solidão, ele odeia ver outras pessoas se sentindo sozinhas.

Ele não fala, mas se comunica!

Ele faz 'cócegas de sombra'em você.



Seus hábitos estranhos e fofos:

●Ele dorme pendurado no cabideiro do seu quarto, como se fosse um casaco.

● Ele adora chá preto bem quente (ele não bebe, só gosta de ver a fumaça subir e se misturar a ele).


●Ele tem medo de aspiradores de pó.

●Ele é um cavalheiro antiquado: abre portas, cede o lugar, e se você o ofender, ele não fica bravo, apenas derrete e vira uma poça de escuridão triste no chão até você pedir desculpas.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Moth-it/ Mófite (* Personagem by Santidarko)






Da esquerda para a direita:Mavka,Albie ,Raffles(Pinscher)
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Da esquerda para a direita:Amber,Guinever
(*The Greenbriar)


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Moth-it (Mófite),O Visitante da Plantação


O que se sabe (ou se imagina)

Moth-it não veio de lugar nenhum. 
...Simplesmente apareceu!

Albie foi o primeiro a ver: uma forma escura e imóvel entre o milharal, como se alguém tivesse esquecido um casaco velho pendurado no ar.

— Tem um bicho na plantação.
— Que bicho?
— Não sei!
 —...É um...um , Moth-it!

— Moth-it?
— É!
—Mariposa. 
—  Coisa. 
 — As duas coisas. 
—... Nenhuma... delas!

Mavka ergueu a lamparina. A luz revelou asas empoeiradas, olhos dourados como dois discos de mel solidificado, um corpo fino envolto em algo que parecia veludo preto desbotado. 

Ele não se moveu. 
Não fugiu. 
Apenas piscou lentamente, como quem diz: 'Estou aqui. Não pretendo ir.'

Raffles, o Pinscher, latiu uma vez. Depois abanou o rabo. 
...Raffles nunca abana o rabo para estranhos!





Aparência

Moth-it é difícil de descrever -- e talvez seja esse o ponto. Cada um vê algo diferente:

●Mavka jura que ele tem a textura de musgo seco e cheira a terra depois da chuva.

●Albie insiste que as asas dele brilham no escuro, mas só quando ninguém está prestando atenção.

●Raffles acha que ele é um pedaço de cobertor que criou vida. Um cobertor muito bom, diga-se de passagem.

O que todos concordam: ele tem dois olhos enormes, dourados e parados. 
Uma boca que parece costurada com linha preta, mas que se curva de leve quando alguém fala com ele. 

...E mãos,longas e finas,que tocam as coisas com um cuidado quase doloroso.





O Esconderijo no Celeiro

Decidiram escondê-lo antes que o velho Greenbriar acordasse. Não por medo.

 Por instinto!

...Algumas coisas são preciosas demais para serem explicadas!

Levaram Moth-it para o celeiro, atrás das sacas de milho da última safra. Ele não resistiu-- os seguiu como uma sombra obediente.

Albie forrou um canto com palha limpa. Mavka trouxe um pote de mel que ele cheirou, mas não comeu. 

Raffles deitou ao lado dele e suspirou fundo, como se finalmente algo no mundo estivesse no lugar certo.




Comportamento

Moth-it não fala. Mas não é mudo --é silencioso.



Outras vezes, ele simplesmente fica.
 ...Imóvel
Olhando a lua pela fresta do celeiro. E há quem diga que, nessas horas, um zumbido grave e suave preenche o ar -- um som que não se ouve com os ouvidos, mas com o peito.





O que ninguém sabe (ainda)

●De onde ele veio?;
●Se existe mais de um?;
●Por que Raffles, que late até para o vento, o aceitou sem hesitar?;
●Se ele está perdido ,ou se está exatamente onde deveria estar?





Uma frase, apenas

'Tem coisas que a gente não entende,
e Moth-it é a melhor delas!'






By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Mechael Misteel(*Personagem by Santidarko)



A cruel pun:

Mech — machine.
Ael — fallen angel.
Mis — mistake, flaw.
Steel — cold, unyielding metal.

A mechanical angel, forged from defective steel.
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...Antes da cidade engolir o sol, ele era apenas Michael Castell. 

Detetive de homicídios, 34 anos, casado com o silêncio e amante do uísque barato. Resolvia casos com uma intuição quase sobrenatural -- até que o caso errado o encontrou!

A KrayDyne , megacorporação que fabrica próteses neurais para a elite, não gostou de vê-lo fuçando arquivos sobre desaparecimentos de trabalhadores.

 Numa noite chuvosa, três homens de implantes cranianos o jogaram do 17º andar do Edifício Meridian.

...Ele deveria estar morto!
Mas a queda não o matou - apenas quebrou algo essencial.

Acordou três anos depois numa clínica clandestina, remontado por um cirurgião exilado que trocava carne por metal ...em troca de dívidas.

 Coluna de titânio. Fragmentos de crânio substituídos por placas de liga escura. 

Terminais nervosos soldados a fios de cobre!

E os olhos -- os olhos eram agora lentes rubras que viam o espectro eletromagnético e enxergavam mentiras como manchas térmicas no rosto de quem as contava.


O cirurgião o batizou antes de desaparecer: Mechael Misteel. 

Trocadilho cruel. Mech (máquina), ael (anjo caído), Mis (erro), Steel (aço). 

Um anjo mecânico feito de aço defeituoso.



Ele não lembrava de tudo. Pedaços de memória se perderam entre os destroços do crânio original. 

...Mas lembrava o suficiente: o caso não resolvido, o empurrão, os três pares de olhos frios. 


...E o nome da corporação ecoando como uma bala alojada perto do coração.

Agora ele caminha pelas ruas baixas da metrópole, onde o néon não alcança e a chuva nunca para. 

Não é mais polícia. 
Não é mais humano -- pelo menos não completamente. 

Aceita casos de desaparecidos, gente que a cidade prefere esquecer. 

...Cobra pouco.
 Pergunta menos ainda!

Seus olhos vermelhos são a última coisa que muitos veem antes de confessar.






Introdução 

A chuva caía diagonal, como agulhas de prata contra o asfalto negro. O letreiro do Motel Elysium piscava intermitente, trocando a letra 'E' por um 'A' defeituoso: ALYSIUM. Paraíso dos esquecidos.

Mechael Misteel estava parado sob o beiral de zinco, o sobretudo escuro pesado de umidade. A aba do chapéu gotejava. 
Seus olhos rubros fitavam a porta entreaberta do quarto 7, de onde escapava uma fumaça cinzenta e o cheiro doce de dados queimados.

— Ela está lá dentro? , perguntra a voz trêmula ao seu lado. 
Um homem de terno barato, olheiras profundas, segurando uma foto amassada da filha desaparecida há três semanas.

Mechael não respondeu de imediato. Sua íris esquerda pulsou duas vezes -- o glitch que nunca conseguiu corrigir.

— Não ,dissera por fim, a voz rouca como metal arrastado. 
— Mas a pessoa que sabe onde ela está, sim!

Levou a mão enluvada ao coldre sob o sobretudo. Sentiu as articulações metálicas estalarem. O aço defeituoso rangeu como um lamento.

— Espere aqui. E não olhe nos olhos dela, quando eu a trouxer.

Entrou na chuva sem pressa. A noite o engoliu como se sempre lhe pertencesse.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 



segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Galacteena(*Personagens by Santidarko)

Da esquerda para a direita:
Arthur(Aero),Grieve,Gwendolyn,Night Nino e
Lumie Galacteena(irmãos),Albin e Klauvi(Os gêmeos )

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Gênero: Fantasia sombria e afetuosa , 
Ficção científica com alma de emoção 
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...Tudo começou com uma luz que não era estrela, nem satélite, nem sonho!

Sobre a pequenina cidade de Antemanhã —' aquele lugar congelado no instante de um passado simples', onde o céu é eternamente azulado ...e as ruas têm cheiro de orvalho -- uma nova 'lua' surgiu no horizonte. 

...Mas não era lua coisa nenhuma!

Era o Lua-Viúva.

Um satélite espacial artificial, abandonado há décadas pela agência espacial, depois de um incidente ,que ninguém soube explicar!

Um dia ela, simplesmente se perdeu no Cosmos, desaparecendo dos radares como se o universo a tivesse engolido. 

Deram-no como 'morto'! 

Esqueceram-no nos arquivos empoeirados.

...Só que agora ,ele voltou!

 Caindo lentamente, como uma folha de metal cansado.

O sinal atravessa a atmosfera, fura as nuvens de Antemanhã e atinge em cheio um único ponto da cidade: a casa de Galacteena -- uma garota que coleciona livros  sobre constelações  e fala com as Estrelas, como quem fala com velhos amigos!

O impacto não quebra o telhado , ele caiu no quintal de Galacteena, logo após seu pais irem a um carteado,  em uma fazenda, um pouco longe dali!

...Mas bagunça algo mais profundo: a gravidade ao redor da casa começa a agir de forma estranha.
 Objetos flutuam!

Galacteena começa a ouvir, dentro da cabeça, uma voz que não é dela -- uma voz que parece vir de dentro do Lua-Viúva.

Ela não está sozinha. 

Os outros seis -- seus estranhos e adoráveis companheiros -- também 'sentem o chamado'(Cada um à sua maneira!);

...No exato momento, que os pais das outras crianças os deixam todos juntos, para também jogarem carta na casa dos Oslos.
Galacteena, Lucy Galacteena, era uma menina responsável. 



Juntos, os sete precisam descobrir:

● Por que o Lua-Viúva caiu ,justamente ali?
●Quem --ou o quê -- está emitindo esse sinal de dentro dele?









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