quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Malvérmine Dorsombre contra o Radiação Pop(*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:
Ottie Douglas ,Gaelen Linus e (*o gótico)
Maisie Wilder(*sua namorada),Melvin Dex,
Hazel Ember(a menina desenhando),Kendrick  Bennet

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Malvérmine Dorsombre

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A Última Quarta-Feira

Antes de Manobras de Quarta, outras duas pistas já haviam' tombado'!

Os Arquivos X-Stream --aquele bowl profundo, que mais parecia uma cratera, onde a galera gritava 'a verdade está lá fora'...antes de dropar -- foi a primeira!

Malvérmine Dorsombre comprou o terreno numa manhã fria. Em uma semana, virou estacionamento. 
O asfalto liso e silencioso agora abrigava carros imóveis onde antes ecoavam rodas de 51mm e gritos de 'de novo, de novo!'.

...Depois foi a vez do Vórtice Coletivo, a pista que parecia sugar a realidade ao redor de tanta gente que reunia. 

Lá, ninguém andava sozinho; era um redemoinho de shapes, risadas e música saindo de caixinhas estouradas. Demoliram numa terça. 
...Agora é um hotel genérico, desses com tapete vermelho na entrada e zero personalidade. 

O Vórtice virou lobby. O som das rodas, silêncio!

A galera sentiu o golpe, mas se adaptou. Sobrou a resistência. Sobrou a zoação. Sobrou a última trincheira do lazer: a Manobras de Quarta.

Toda quarta-feira, religiosamente, a pista fervia!
...Era encontro sagrado, risada solta, shape riscando o chão como assinatura de rebeldia. 

Manobra feia valia mais que manobra perfeita, porque ali o que importava era a tentativa. 'Quarta é dia de cair e rir', diziam.

...Mas Malvérmine Dorsombre farejou!

Ele apareceu numa tarde nublada, parado na borda do bowl com sua cartola preta e aquele casaco estranho que realçava a corcunda. 

O gato bravo aninhado em seu braço encarava tudo com desprezo. 

A bengala com aranha na ponta bateu três vezes no concreto. Seus olhos fundos e olheiras roxas percorreram a pista como se lessem uma planta baixa. O colete roxo e o relógio de bolso dourado brilharam brevemente quando ele se virou para ir embora, sem dizer uma palavra.

No dia seguinte, o aviso chegou:

'Terreno adquirido. Demolição em 30 dias. Futuro estacionamento.'

Manobras de Quarta estava na mira!

A galera se reuniu no centro da pista, shapes apoiados no chão. Ninguém riu. Alguém girou uma roda nervosamente. Outro passou a mão no concreto gasto, decorado com cada marca de drop, cada cicatriz de grind, cada memória.

— Ele levou o X-Stream. Levou o Vórtice!, desabafou um. 
— Não vai levar a gente também!, gritara um no meio da galera.

Era mais que uma pista. Era o último refúgio. 

A última quarta-feira livre!

E Malvérmine , estava prestes a descobrir, que essa turma não era feita só de manobras. 

Era feita de quedas!
...E quem sabe cair, sabe se levantar.

Os 30 dias começaram.




By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Backroomorgue & backroomaskers (*Personagens by Santidarko)



No dia 14 de setembro, três jovens deram entrada no quarto 307 após um acidente de carro. 

Uma BMW azul contra um poste. 

...Duas da manhã. Hálito etílico!

A quarta ocupante, uma menina de dezoito anos que estudava biologia e colecionava conchas, deu entrada diretamente no necrotério. 

Os três amigos sobreviveram com escoriações e um medo que não estava nos prontuários.

Eles sabiam que a manhã traria a polícia. Sabiam que o bafômetro os condenaria. Sabiam que um deles não tinha dinheiro sequer... para o exame de corpo de delito. 

...Sabiam também, que a amiga de infância estava lá embaixo, fria, etiquetada, 

Sozinha!

A descida ao subsolo foi menos uma fuga e mais um pedido de desculpas que nenhum deles saberia formular.

O elevador de serviço rangeu. A porta se abriu para um cheiro que não era só formol.

... Havia algo doce no ar, algo almiscarado, algo que lembrava açúcar queimado e carne antiga. As lâmpadas fluorescentes zumbiam num tom grave, umas piscando em ritmos diferentes, como se cada corredor tivesse sua própria pulsação. 

Os azulejos eram de um amarelo que já fora branco, manchados por infiltrações escuras que escorriam lentamente, como se o prédio suasse uma resina espessa.

O necrotério não era grande!
...Mas, gavetas de aço escovado pareciam dobrar o tamanho ambiente. 


Carrinhos cirúrgicos repousavam em cantos esquecidos, carregando bandejas de instrumentos que não constavam em nenhum catálogo médico. 

Serras com dentes longos como agulhas de tricô. Bisturis curvos cujo corte não seguia uma linha reta. 

Frascos de vidro grosso onde líquidos borbulhavam sem fonte de calor. 

...O chão de linóleo verde estava perpetuamente úmido, refletindo a luz morta em poças rasas que não tinham origem na chuva.


...

A decisão de descer ao necrotério veio antes do primeiro raio de sol. Os três sabiam que a manhã traria a polícia, o bafômetro, as perguntas que nenhum deles conseguiria responder sem se incriminar. 

Mas havia algo mais!

 Helena estava lá embaixo. Sozinha. 
Gelada!
 Etiquetada como um objeto. 
Isso pesava em suas mentes, a cada minuto!

...Mesmo com o arrependimento de estar ali,  no necrotério!

Não era curiosidade mórbida!
 Era dívida!

...Daquelas que não se pagam com dinheiro.



...Foi quando ouviram.

Passos. Passos humanos, pesados, com sola de borracha. Vinham de uma curva à frente. Uma lanterna lançou um feixe de luz trêmulo pela parede. Uma voz masculina, cansada, resmungou algo sobre turnos duplos e horas extras não pagas. 

O segurança noturno. Ou o zelador. 
...Alguém que não poderia vê-los ali!

Os três se entreolharam. Murilo apontou para trás, na direção do elevador.

 ...Mas Léo sacudiu a cabeça. O elevador faria barulho. O funcionário os veria!

 Tudo estaria perdido!

Caio foi o primeiro a notar. Na parede à esquerda, a poucos metros de onde estavam, havia uma porta. Não era de metal como as gavetas do necrotério. 

Não era de madeira como as dos consultórios. Era uma porta comum, de correr, daquelas que separam alas de hospital. 

...Mas não estivera ali antes!

Caio tinha certeza!

 Ele olhara para aquela parede segundos atrás e vira apenas azulejos manchados.

— Aquela porta... , começou a sussurrar.
— Não importa ,'cortou' Léo, já se movendo. 
—... Vai...!

Os passos do funcionário se aproximavam. 
O feixe da lanterna dançava mais perto.

 A voz agora cantarolava algo.

Murilo empurrou a porta de correr. Rangeu. Os três passaram para o outro lado. Léo puxou a porta de volta, fechando-a com um clique abafado. 

Ficaram no escuro por um instante. Depois, uma lâmpada fluorescente acendeu sozinha, zumbindo.

Não estavam mais no hospital.

O corredor à frente era uma repetição do necrotério que tinham visto antes, mas multiplicado. 

Gavetas de aço se estendiam além do que a vista alcançava. À esquerda, mais gavetas.

 À direita, gavetas e mais gavetas. O chão de linóleo verde agora estava molhado, refletindo a luz amarelada. 

O cheiro doce se intensificara. O ar era mais denso, mais quente, como se algo respirasse nas paredes.

Murilo virou-se para a porta por onde haviam entrado. Ela ainda estava lá. Tentou abri-la. 
Não cedeu!
... Tentou de novo, com força!A porta não rangeu. Não se moveu. Parecia soldada à parede.

Atrás deles, o corredor se bifurcava em três direções. Na frente, cinco novas entradas. Acima, nenhuma placa. Nenhum mapa. 
Nenhuma seta de saída. 

Apenas o zumbido!

...E ao longe, muito ao longe, a primeira nota grave de um órgão que não era tocado por mãos humanas.

Eles tinham entrado. A porta que não existia, os engolira. E o necrotério infinito acabava de receber três novos visitantes. 


Nenhum mapa guiava aquele lugar. 

Nenhuma placa indicava direção. As gavetas tinham nomes, datas, causas de morte -- mas os nomes se repetiam, as datas eram impossíveis, as causas descritas em uma caligrafia trêmula que mencionava coisas como 'desistência dos órgãos'e 'sangue que decidiu não circular mais'.

Os três amigos andaram por horas ou por minutos. O tempo no subsolo não corria; escorria. O relógio de pulso de um deles marcava sempre o mesmo minuto. 

O celular de outro exibia apenas uma foto da infância, os quatro juntos, Helena ao centro, sorrindo.

As primeiras pegadas apareceram no terceiro corredor. Eram grandes, afundadas numa pasta escura que coalhava entre os azulejos. 

Marcas de mãos acompanhavam as pegadas nas paredes, como se algo se apoiasse para caminhar, como se algo precisasse se equilibrar. As mãos tinham dedos longos demais!

...Depois vieram os sons!

Não o zumbido das lâmpadas, mas algo musical. Um órgão. Notas graves que vibravam nas gavetas, fazendo o aço cantar em harmonia. A melodia não tinha compositor humano. 

Era um réquiem que subia e descia como um peito respirando, como um coração que não queria parar.

O primeiro ser foi avistado numa sala circular onde dezenas de macas formavam um anel. Estava de costas, imenso, curvado sobre um cadáver cujo tórax estava aberto como um livro. 

Vestia um avental de borracha negra, grosso, coberto de resíduos que brilhavam sob a luz trêmula. Sua cabeça era envolta por uma máscara com algo de metal ma boca -- uma placa de autópsia antiga, moldada para cobrir feições que não deveriam ser vistas. 



Cada incisão produzia uma nota. Cada órgão exposto vibrava como uma palheta. 
O necrotério inteiro era um instrumento, e o ser o tocava com dedos que nunca erraram uma afinação.

Os três amigos recuaram para outro corredor. Foi quando encontraram o segundo.

Este era mais esguio, mais silencioso.
... Movia-se como um inseto entre as sombras das gavetas. Sua máscara era de uma face de pele  antiga  ,que cobria toda a sua cabeça. 

Caminhava lentamente, parando diante de cada gaveta. Abria uma. Observava o rosto do morto com inclinação de cabeça. Fechava a gaveta. Seguia adiante. Sua maleta balançava no ritmo do órgão distante.

Os amigos o seguiram, escondidos atrás de carrinhos cirúrgicos, sem saber se queriam encontrar o que ele procurava. 

O ser parou diante de uma gaveta específica, num corredor mais estreito, onde a luz era mais fraca e o cheiro mais doce. A etiqueta na gaveta tinha um nome que os três conheciam. O ser de virou lentamente a cabeça na direção deles. 





By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Teoria: Backroominds



Backroominds : cunhado by Santidarko 





Backroominds- Introdução 
Backroominds :Estruturas profundas da consciência em colapso 

Uma teoria sobre camadas mentais, memórias emocionais e a fragmentação do eu.




Propõe- se aqui neste ensaio ,o conceito de Backroominds -- um modelo teórico que descreve a mente humana como um sistema estratificado de camadas emocionais e cognitivas, onde cada nível armazena não apenas memórias, mas estados de ser, completos.

Diferente dos modelos tradicionais da psicologia, que tratam a mente como um fluxo contínuo, Backroominds sugere ,que a consciência é  também composta por câmaras isoladas -- cada uma contendo uma versão fragmentada do indivíduo, preservada em um momento específico de sua vida.

O acesso a essas camadas é raro ,e geralmente involuntário, ocorrendo em estados de estresse extremo, trauma ou exposição a estímulos sensoriais específicos como sons, cheiros e texturas. 

Quando ocorre, o sujeito experimenta o que denominativo : Flashbacks Estruturados--revivências não apenas de eventos, mas de camadas inteiras da personalidade.



1. A estrutura das camadas 

A mente, segundo o modelo Backroominds, seria organizada em camadas sobrepostas que funcionariam como arquivos vivos. 

Cada camada preservaria não apenas o conteúdo de uma experiência, mas o estado emocional, fisiológico e até a idade mental do sujeito naquele momento.

A camada mais superficial é a que chamarei de Consciência Ativa -- o eu que lê este texto, que toma decisões, que interage com o mundo. Ela é frágil, dependente das camadas mais profundas para se sustentar.

Abaixo dela, encontraríamos a Memória Operacional, que guardaria informações recentes e habilidades aprendidas.


 Mais profundo ainda, está o Arquivo Afetivo, onde as emoções associadas a eventos são armazenadas com intensidade variável.

Em seguida, há o Núcleo Traumático -- um repositório de experiências dolorosas, muitas vezes suprimidas, que influenciam o comportamento sem que o sujeito tenha consciência delas. 

Essa camada é particularmente resistente ao acesso voluntário.

Mais abaixo, encontraríamos  a Camada Fantasma, onde residem ecos de versões passadas de si mesmo: a criança que fomos, o adolescente, o jovem adulto. Essas versões não desaparecem --elas permanecem, congeladas no tempo, esperando para serem reativadas.

No limite do acessível, está o Limiar do Inconsciente, uma fronteira com o que não pode ser traduzido em linguagem ou imagem. 

Aqui ...habitariam instintos, arquétipos e padrões herdados geneticamente.

Finalmente, no centro de tudo, está o Vazio Fundacional --o eu anterior à linguagem, à memória e à identidade.

Seria um estado de sensação pura, onde não há nome, não há história, não há tempo. 

Apenas existência.





2. Os flashbacks estruturados

O fenômeno mais intrigante no modelo Backroominds é o Flashback Estruturado -- uma experiência onde o sujeito não apenas recorda um evento, mas é transportado para a camada emocional onde esse evento está armazenado.

Durante um flashback estruturado, o sujeito perde contato com a camada superficial da realidade atual e regride emocionalmente, reagindo com a maturidade e a percepção da época do evento original. Cheiros, sons e texturas da memória são percebidos como reais, e o sujeito pode agir de acordo com a versão de si mesmo que habita aquela camada.

Ao retornar à camada superficial, o sujeito frequentemente não se lembra do conteúdo, em alguns casos,do flashback -- apenas da sensação dele. Isso ocorreria  porque a memória do evento em si pertence a uma camada mais profunda, e a camada superficial não tem acesso direto a ela.

Os flashbacks são classificados de acordo com sua intensidade e duração. O Eco Afetivo seria o mais comum, durando apenas segundos ou minutos; e é desencadeado por gatilhos sensoriais como uma música ou um cheiro. 

O Mergulho Parcial poderia durar horas e causa confusão temporária. O Colapso de Camada, mais severo, ocorreria em resposta a traumas extremos e poderia durar dias, resultando em fragmentação da identidade.

 O caso mais extremo seria a Fusão Permanente, onde as barreiras entre camadas se rompem de forma irreversível, levando à perda da camada superficial e à dissolução do eu.




3. Implicações para a compreensão da mente

O modelo Backroominds desafia três pilares 

Primeiro, ele questiona a noção de um eu contínuo. Se a personalidade é estratificada e cada camada contém uma versão distinta do indivíduo, então o 'eu' que experimentamos no dia a dia é uma ilusão mantida pela camada superficial -- uma fachada que esconde a multiplicidade interior.



Segundo, ele rompe com a linearidade da memória. Dentro das camadas, o tempo não é sequencial. Eventos de dez anos atrás podem ser tão vívidos quanto os de ontem, e memórias de diferentes épocas podem se sobrepor, criando uma experiência atemporal que confunde a percepção do presente.



Terceiro, ele redefine o conceito de sanidade. A chamada loucura pode ser compreendida não como um desvio da norma, mas como o colapso das barreiras entre camadas, expondo o indivíduo à totalidade de si mesmo. 
Nesse sentido, a sanidade não é a ausência de conflito, mas a capacidade de manter as camadas isoladas umas das outras.



Embora ainda em estágio teórico, o modelo Backroominds sugere novas abordagens para o tratamento de traumas e transtornos de identidade.

A terapia de acesso controlado propõe a indução cuidadosa de flashbacks estruturados em ambiente seguro, permitindo que o sujeito entre em contato com camadas profundas sem perder o vínculo com a realidade presente. 

O objetivo não é resgatar memórias, mas integrar as versões fragmentadas do eu em uma narrativa coerente.

Outra abordagem é a ressonância entre camadas, onde estímulos específicos são usados para criar pontes entre diferentes níveis da mente, reduzindo a rigidez das barreiras e permitindo um fluxo mais saudável de informações emocionais.

A cartografia mental individual, por sua vez, consisteria em mapear as camadas específicas de cada sujeito, identificando quais eventos e emoções estão armazenados em cada nível. Isso permiteria em tese, um tratamento personalizado, focado nas camadas que estão causando sofrimento.





5. Limitações do Modelo 

O conceito de Backroominds ainda enfrenta desafios significativos. A natureza subjetiva dos flashbacks torna difícil sua verificação empírica, e a falta de correlações neurobiológicas claras impede sua validação pelos métodos tradicionais das neurociências.

Além disso, o acesso controlado às camadas profundas pode ser perigoso, pois expor um sujeito a traumas sem o devido preparo pode agravar sua condição em vez de aliviá-la. 

O risco de fusão permanente, embora raro, é real e deve ser considerado.

Por fim, o modelo depende de relatos subjetivos, que são inerentemente imprecisos e sujeitos a distorções. Sem uma forma objetiva de medir as camadas e os flashbacks, o Backroominds permanece, por enquanto, uma hipótese fascinante, mas não comprovada.





 Conclusão 

Backroominds oferece apenas um ensaio teórico para enxergar a mente humana --não como um fluxo contínuo, mas como um arquivo vivo de camadas sobrepostas, cada uma contendo uma versão do eu que persiste no tempo.

Se o modelo estivesse  correto, então, todos nós carregamos dentro de nós nossas próprias versões passadas, congeladas em momentos de alegria, dor, medo e amor. 

E, em certos momentos, sem aviso, uma dessas camadas pode se abrir, nos lembrando que o que fomos nunca realmente desaparece -- apenas espera.



'A mente não é um rio. É um edifício de cômodos esquecidos. E cada porta que se abre revela um eu que ainda habita ali.'





By Santidarko 

The Backmindoom :the strange Soldier(*Personagem by Santidarko)


Harvey Steelshann, The Backmindoom, foi um soldado de infantaria na Guerra do Horizonte -- um conflito brutal e esquecido, travado em trincheiras onde a linha entre sobrevivência e insanidade...se atrelavam!

Ele era conhecido por sua força descomunal: carregava feridos sob fogo cruzado, arrancava portas de esconderijos inimigos com as mãos nuas, e avançava onde outros recuavam.

Os companheiros o chamavam de 'O Muro'.

...Mas o muro tinha rachaduras!





A QUEDA

Durante uma batalha noturna, Harvey foi atingido por uma explosão química --um artefato experimental que os cientistas chamavam de 'Bomba de Horizonte'.

O artefato não destruiu sua carne !

...Destruiu sua percepção!

Harvey sobreviveu!

...Mas algo mudou. Ele começou a ouvir o inaudível -- o zumbido de átomos vibrando, o chiado de realidades paralelas se raspando.

 Passou a ver o invisível -- contornos de possibilidades, sombras de escolhas não feitas.

Os médicos disseram: 'Trauma craniano com alucinações.'

Harvey sabia: ele havia tocado o cosmos com a mente desprotegida, e o cosmos tocou de volta.




A Loucura Cósmica

A Loucura Cósmica não é uma metáfora!

É uma condição neurológica reconhecida (embora rara) --catalogada como Síndrome de Exposição Infinita .

...Ocorre quando um cérebro humano processa informação além da sua capacidade biológica.



Sintomas:
Sintoma/ Efeito :
Hiperpercepção: Vê padrões onde não há --rostos em manchas, constelações em rachaduras.

Desrealização :
Dúvida constante se o mundo é real ou invenção da própria mente.

Paranoia Profunda :
Suspeita que tudo -- pessoas, objetos, memórias -- são simulações!


Ecos do Infinito:
Ouve vozes, que não são vozes, mas sentimentos que invadem a cabeça.


Colapso de Identidade:
 Esquece quem é; às vezes se vê em terceira pessoa.

Não há cura!

Há apenas gestão --aprender a conviver com a certeza de que a realidade é uma mentira muito bem contada.




Superpoderes 

A Loucura Cósmica não trouxe apenas sofrimento.

Ela desbloqueou algo.


1. Força Extrema
O cérebro de Harvey não reconhece mais os limites do corpo. Sem a 'trava' biológica que impede músculos de se rasgarem, ele pode:

●Arrancar portas de aço com uma mão;
●Perfurar concreto com socos;
●Levantar até 5 toneladas em momentos de crise.



2. Percepção Dimensional
Harvey enxerga camadas da realidade:

●Vê objetos 3 segundos antes de eles se moverem;
●Sente a 'textura' emocional de lugares e pessoas;
●Identifica mentiras como manchas escuras no ar.


Custo: Ele nunca 'desliga'
... Está sempre vendo demais!



Presença Esmagadora
Quando Harvey foca sua atenção em alguém, essa pessoa sente:

●Peso nos ombros;
●Dificuldade para respirar;
● Sensação de estar sendo medido por algo maior.

Não é telecinese. É a 'certeza animal' de que um predador o  está observando.

Custo: Harvey não controla isso. 
...Ele isola as pessoas sem querer!




 A Paranoia

Harvey não confia em ninguém.

Ele acredita que:

●Pessoas podem ser substituídas enquanto ele pisca;
●Objetos podem ser armadilhas deixadas por uma inteligência superior;
●Suas próprias memórias podem ser falsas-- implantadas para manipular ele.



Ele desenvolveu rituais de verificação:

●Toca três vezes em cada porta antes de entrar;
●Sussurra o próprio nome para lembrar que existe;
● Nunca come o que não viu ser preparado.



Se você encontrar Harvey, ele vai:

●Parar ,e te encarar com olhos de cinza estrelado;
●Às vezes,Perguntar: 'Você é real?';
●Exigir uma prova -- algo que só um humano faria.

..Se você hesitar, ele levanta a mão.

Você tem três segundos!



Harvey não tem medo de inimigos.

Ele tem medo de estar sozinho!

Porque se ele estiver sozinho, isso significa que nunca houve ninguém -- que tudo foi invenção da mente dele. Que a guerra, os amigos, os inimigos... nada foi real!



E essa é a maior paranoia de todas:

'E se eu for o único que existe? E se todo o resto for só... eu?'






Harvey  vive como um errante.

Não pertence a exército, país ou causa. 
Ele vaga por cidades, florestas e ruínas -- sempre fugindo de algo que só ele vê.

Às vezes, ajuda pessoas em perigo. Não por bondade --mas porque ver sofrimento humano é uma prova de que o mundo é real.

...Outras vezes, ele simplesmente desaparece por dias!Quando volta, está mais magro, mais pálido, com os olhos mais fundos.

Ele carrega um caderno onde escreve apenas uma frase, repetida milhares de vezes:

'Eu existo. Eu existo. Eu existo!'.





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Anti-herói :Ankh-Khem(*Personagem by Santidarko)


(*pronuncia- se : Ãnk- Rém)





Poderes e Habilidades

Areia Viva :
Ankh-Khem é capaz de transformar areia em leões-esfinges. Essas criaturas surgem do solo como esculturas animadas, grãos compactos formando corpos musculosos e asas farfalhantes. 

Lutam ao seu comando e obedecem à sua vontade silenciosa. Quanto mais areia disponível, maior o número de feras que ele pode invocar.



Resistência Incansável :
Ele luta sem descanso!
 Seu corpo não cede à exaustão, seus membros não pesam, seu fôlego jamais se esgota. Pode enfrentar exércitos inteiros ou combater por horas a fio sem diminuir o ritmo. A fadiga é algo que ele simplesmente não conhece.


Flutuação Espectral:
Ankh-Khem flutua como um espectro. 
Seus pés não tocam o chão quando ele deseja -- ele paira, desliza e se move em absoluto silêncio, como uma aparição que a gravidade esqueceu de reivindicar.




Salto Aterrorizante :
Ele salta de alturas assustadoras. Prédios, penhascos, torres --nada é alto demais. 
Ele se lança do topo e aterrissa como se o impacto fosse uma ilusão, aterrissando suavemente enquanto o mundo ao redor estremece.



 By Santidarko 
Personagem by Santidarko 




segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Vibe 404 (*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita :

Kine Poe,Otis Hobart :O 'Buz',Diore Beauchamp, Cruz Miller,Milo Pendelton,Wyatt Brandon





Introdução :

A professora de História ,de óculos grossos e expressão enigmática, sorteou seis alunos para um trabalho de campo. 

O tema: uma lenda local conhecida .

A exigência: trazer uma prova!
...Não slides da internet. Não resumos de blog. Um vestígio real. 
...Algo que fizesse acreditar!

Os seis sorteados não poderiam ser mais diferentes. 

A professora mostrou uma fotografia antiga: uma estação de trem abandonada, relógio parado, plataforma vazia. No verso, uma data de setenta anos .

... Explicou que o trem sumiu com cem passageiros.

Que em outra lenda local, luzes pousam na fazenda.

 Que o pântano esconde uma criatura. 

...Que um barco surge à noite.

O prazo era curto!A estação ficava a sete quilômetros da escola, nos limites da cidade. A fazenda de milho abandonada ficava ao lado. 

O pântano, mais além!

 Opa,Uma mancha verde-escura no mapa digital!

 
Eles pretendiam entregar o melhor trabalho de campo que aquela escola já havia visto. Não sabiam ainda que estavam prestes a repetir uma história de setenta anos. E que, desta vez, algo sobrenatural poderia estar esperando por eles!


...

Os seis foram sorteados por acaso. 

Não se escolheram!

... Talvez, em outra situação, jamais tivessem trocado uma palavra. 

Eram opostos! E opostos, quando se encontram, geram atrito. O atrito gera faísca. ...E a faísca, se alimentada com paciência, 'gera luz'.


A verdadeira amizade não nasce da semelhança. Nasce do reconhecimento. 

De olhar para o outro e perceber que aquilo que falta em você, nele transborda!

 Que o medo que você esconde, o outro enfrenta. Que a habilidade que você jamais terá, o outro oferece sem pedir nada em troca.



By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

Rocker Grease :Nem todas as views...valem um pesadelo que fica!(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita:
Circe Salem,Trixie Beat,Rocker Grease,Skyler Flip,Vince Jaxson

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...A história sempre estivera ali, guardada nas marés de Port Misty, cidade onde a neblina engole as ruas e os barcos apitam tarde da noite!

Quem a desenterrou foi Circe Salem, a gótica de cabelos pretos lisos que lhe cobriam parte de um olho, enquanto seus dedos pálidos tamborilavam sobre sua querida bolsa de caveira.

(Todos estavam  sentados na mesa da lanchonete 'Rockabilly' ,pertencente ao pai de Rocker.

A Ilha Clockwork Mermaid já foi a Fábrica de Brinquedos, comentou Circe, lendo um artigo no celular; seus  lábios quase roxos à luz do crepúsculo. 

— Tobby Kael, o Dono da fábrica de brinquedos, enlouqueceu depois que a filha morreu numa véspera de Natal. Dizem que ele incendiou tudo, com ele lá dentro!
—...E , desde então, toda noite de 24 de dezembro, as ruínas acordam. Bonecos de porcelana cantam de cabeça para baixo. Caixinhas de música tocam ao contrário. E quem pisar na ilha… nunca mais terá um Natal comum!

Foi nesse momento que o silêncio se quebrou!

Rocker Grease, o líder da turma, com seu topete impecável e a jaqueta de couro preta, deu um murro na mesa.

— Circe, sua gótica do inferno!, você acabou de ter a melhor ideia! Os olhos dele brilharam com ambição. 
— A gente vai até essa ilha, filma tudo e posta. Vamos farmar like e farmar views até o talo!Com a fama, minha banda finalmente explode!

 — Roteiro pronto: terror real, imagens assustadoras, e a Trixie metendo um som autoral... arrepiante por cima!

Trixie Beat já puxava os fones enormes para o pescoço, o cabelo rosa e loiro faiscando. 
— Eu gravo o áudio em campo e faço uma trilha com batidas de techno e caixinhas de música reversas. Vai dar um visual único.         — ...Meu som vai grudar nos algoritmos!

Skyler Flip girou o boné vermelho para trás e bateu o skate no chão. 
— E eu edito as cenas mais insanas. Se o vídeo bombar, apareço com manobras no meio, e patrocínio de skate é certo.
—Farmar likes é meu novo ollie!

Vince Jaxson, o dono do barco , ou melhor, o neto do dono do barco, puxou o gorro branco quase sobre os olhos e deu um sorriso nervoso. Ele já se imaginava com um milhão de inscritos no seu canal. Ser youtuber de verdade, não apenas um garoto filmando gatos na praça. 
— Se a gente farmar views nessa ilha, eu mudo de patamar. Vou ser o cara que desvendou o sobrenatural de Port Misty.

O plano foi selado à meia-noite. Na noite de 23 de dezembro, eles se encontraram no cais, onde o 'Estrela Velha' balançava suavemente, o barco pesqueiro do avô de Vince.

 O motor roncou com um pigarro antigo... enquanto deixavam as luzes trêmulas de Port Misty para trás. 

A cidade, com suas guirlandas e árvores de Natal, ficou cada vez menor, um punhado de estrelas piscando à beira-mar.

...Quando a Ilha Clockwork Mermaid surgiu da escuridão, ninguém falou nada!
 Ela era uma corcunda de rocha encimada por ruínas carbonizadas, espetadas no céu como ossos. Desembarcaram na praia , e a visão da cidade distante, tão bela e inalcançável, apertou o peito de todos. Era como se Port Misty, os tivesse abandonado.

...Foi Circe quem ouviu primeiro!

 No silêncio da ilha, um som metálico começou a se desenrolar: uma caixinha de música tocando uma canção de ninar… mas ao contrário, com as notas escorrendo como mel podre. Trixie agarrou os fones e sussurrou: — Isso não é vento. É uma frequência. 
 —...Al-Algué... Alguém está aqui!

Então a música parou. E do coração das ruínas, arrastando-se entre as cinzas, um som pequeno e múltiplo -- passos de porcelana --começou a se aproximar.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

domingo, 2 de agosto de 2026

O Marionetário (*Personagens by Santidarko)



 Introdução: O Incêndio e a Vida(Alamanda e Magnólia)


A Fábrica de Marionetes Avalon ardia em silêncio sob a lua cheia. 

As chamas nasciam das caldeiras de verniz e lambiam as estantes de madeira antiga com uma fome paciente e dourada. Em meio à fumaça que dançava como cortinas de um teatro macabro, centenas de bonecos pendiam imóveis, seus fios balançando lentamente com o calor, como se já soubessem o que estava por vir!

Numa prateleira baixa, quase escondida pela sombra de um biombo em chamas, duas marionetes femininas descansavam lado a lado. 

...Eram imperfeitas, rejeitadas pelo artesão: uma tinha a pintura do rosto levemente borrada na chuva de um dia de entrega; a outra, uma rachadura fina no ombro esquerdo, feito um rio seco na porcelana. 

Não possuíam nome. 
Não possuíam história!

...Eram apenas madeira, pano e tinta -- até o momento em que o primeiro estalo do fogo alcançou seus pés.

Foi um instante inexplicável!

Sem mágica visível, sem sopro divino, sem testemunhas além do próprio fogo!

...No exato segundo em que a madeira começava a estalar sob o calor, algo despertou dentro delas. 

Um pulso!
Um arrepio!

Uma consciência súbita e aterrorizada de que o calor podia doer, de que a fumaça podia sufocar, de que a destruição era real -- e de que elas, agora, eram reais também.

A marionete da rachadura no ombro abriu os olhos primeiro. Viu o laranja voraz aproximando-se!

Viu a companheira ao lado ainda imóvel, com a face borrada virada para o teto em chamas. Sem pensar -- porque pensar era um luxo recém-adquirido e ainda estranho --, sua mão de madeira moveu-se sozinha e segurou a mão da outra boneca. Foi um toque frágil, mas carregado de um instinto que não se aprende: o de proteger.

No mesmo instante, a segunda marionete abriu os olhos. Olhou para a mão que segurava a sua, depois para o fogo, depois para os olhos pintados que agora viam de verdade. 

...Nenhuma palavra foi dita !;--- não sabiam ainda como falar. Mas a linguagem daquele aperto era clara: corre comigo.

Saltaram da prateleira com pernas que nunca haviam andado, com pés que nunca haviam tocado o chão. Tropeçaram, arrastaram fios soltos pelas tábuas quentes, desviaram de vigas que desabavam como cenários esquecidos. O fogo lambia suas costas, mas elas corriam com o ímpeto de quem acabara de descobrir' que a vida dói '---e que, talvez por isso mesmo, valha a pena ser vivida!

Atravessaram a porta dos fundos no exato momento em que o telhado desabou atrás delas, engolindo a Fábrica Avalon e todos os seus segredos. Lá fora, a noite as recebeu com um silêncio úmido e um céu estrelado que nenhuma das duas jamais havia visto. 


...Estavam vivas!
 Estavam livres!

... E estavam de mãos dadas, como se a união entre elas fosse a única certeza num mundo que acabara de nascer em chamas.


O Perseguidor(O Marionetário)

O homem que testemunhou o 'milagre proibido' chama-se Mestre Constantin d’Ombre, o último herdeiro da dinastia de marionetistas que um dia governou os teatros de sombras da velha cidade. 

Ele estava nos portões da fábrica em chamas não por acaso, mas para recolher antiguidades esquecidas quando viu, com seus próprios olhos, duas bonecas rejeitadas cruzarem a porta em chamas -- movendo-se não por fios, mas por vontade própria!


 ...Naquele instante, a cobiça acendeu nele uma febre mais quente que o incêndio!
Sabe que criaturas animadas sem magia conhecida... valem fortunas incalculáveis. 

Planeja caçá-las, capturá-las e exibi-las como a Oitava Maravilha do Mundo das Sombras, tornando-se o homem mais rico e poderoso entre todos os manipuladores de 'almas de madeira'.






By Santidarko 
Personagens by Santidarko 


Os Ferozes Monstros Frágeis(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a direita:Morf,Nettle,
Terrance,Orson




...Quatro jovens monstros -- um menino-pântano de coração mole, uma bruxinha gentil, um lobisomem ansioso e um garoto morto-vivo -- são incompreendidos até por suas próprias famílias.

Cansados de serem considerados 'monstros de estimação', eles fogem de casa com um sonho simples: chegar à grande capital do mundo monstruoso(*  Espectrópolis )e... finalmente se tornarem famosos e assustadores!

 Mas, ao pisarem fora de sua cidade, descobrem que o mundo dos monstros não é feito de sustos teatrais e aplausos.

 É um lugar de exploração, crueldade e uma máquina de fama que transforma criaturas em produtos descartáveis. Agora, longe de casa e com a inocência em pedaços, eles precisam decidir: que tipo de monstros eles realmente querem ser?

...Ou não!



By Santidarko 
Personagens by Santidarko 

SOS Debutante: Operação Presente Perfeito(*Personagens by Santidarko)


Da esquerda para a direita:Nevulfo,
Eletranho, Celumbrine(*a aniversariante), Bugado,Áureon e Notúrica(*namorados)





Monstrinhos



 Nevulfo :
Um lobinho de pelagem cinza-azulada, olhos amarelos gentis e cauda cuja ponta brilha em lilás quando ele se emociona. 

É o observador do grupo, um pouco tímido, mas de uma lealdade feroz! Seu uivo ainda não engrossou completamente, então, às vezes, sai um som engraçado, o que o envergonha. Tem um faro infalível para detectar segundas intenções -- e é exatamente isso que o coloca nesta aventura.



Eletranho :
Pele verde-acinzentada, dois parafusos prateados nas têmporas que mais parecem joias, e um coração costurado com linha dourada que solta pequenas faíscas azuis quando ele ri. 

Desastrado e de sorriso largo, é o coração emotivo do grupo. 'Repetente em Sustos Básicos', mas aprovado com louvor em 'Amizade Aplicada'.

.


🎂 Celumbrine :
A aniversariante!
Filha única de um dos monstros mais ricos e respeitados do Mundo Sombrio, sua pele é azul-celeste com sardas prateadas, e seus olhos enormes brilham em degradê de âmbar para verde. 

Usa um vestido de tule 'que flutua sozinho' e uma pequena tiara de estrelas. Apesar da popularidade, é doce, sonhadora e completamente alheia ao caos que está prestes a se desenrolar em seu nome.



Bugado :
O monstrinho cor de rosa estranho e fofo. Ninguém sabe exatamente que espécie ele é --parece um erro de fábrica, um bug cósmico!

Tem o corpo mole e desengonçado, muda de forma quando recebe carinho e tropeça até parado. É a cola emocional do grupo: não entende nada de planos, mas entende tudo de abraços.



Áureon :
Um ogro adolescente de pele verde e cabelo com gel. 

Filho de um magnata do Mundo Sombrio, está acostumado a conseguir tudo com dinheiro. Arrogante, metido e dono de um ego polido, ele secretamente quer impressionar Celumbrine --não por amor, mas por status!

Acredita que o presente mais caro será o mais aplaudido. Namora Notúrica, que compartilha de sua ambição.



Notúrica :
Vampira adolescente chique, pálida como porcelana e sempre vestida de veludo escuro. Sofisticada, calculista e dona de um olhar que paralisa, ela namora Áureon e partilha com ele o gosto pela ostentação. 

Vê na festa de Celumbrine a oportunidade perfeita para brilhar socialmente -- e não medirá esforços para isso.





Introdução da História

Na véspera do baile de 15 anos de Celumbrine, o Mundo Sombrio fervilhava. 

A filha do riquíssimo e respeitado Lorde Umbrálius faria uma festa jamais vista, e todos os jovens monstros sonhavam com um convite -- ou, melhor ainda, com um presente que os fizesse ser notados.

Áureon não sonhava.
...Ele planejava!

— Uma simples joia do nosso mundo? , desdenhou Áureon , recostado na cadeira de sua cobertura dourada.
 —Celumbrine tem todas! Precisamos de algo que ninguém mais possa dar. Algo… humano!

Notúrica, ao seu lado, sorriu lentamente.

— Tecidos humanos. Roupas deles. Os jovens do outro mundo se vestem de forma tão estranha e fascinante!
—... Imagine o vestido de debutante que poderíamos conseguir...com um tecido roubado de lá. Seríamos os presenteados da noite --e os donos da festa!

...Dito e feito!
Áureon despejou uma fortuna em moedas de sombra sobre a mesa da Feiticeira Umbrélia, a única capaz de abrir um portal instável para o mundo humano. 

Ela aceitou!

O portal foi aberto. Áureon e Notúrica partiram, deixando um rastro de fumaça prateada e soberba.

...Mas Nevulfo viu!
Ele mora ao lado da cada da Feiticeira. 

Escondido atrás de uma tapeçaria, o lobinho franziu o focinho. Ele sentira o cheiro de arrogância no ar. Correu até Eletranho e Bugado, seus melhores amigos, e contou tudo.

— Eles vão roubar algo humano para impressionar a Celumbrine ,contará aos amigos!
—... Mas isso não é um presente de verdade.  —... Isso é… trapaça!

— E nós? , perguntou Eletranho, soltando uma faísca azul de nervoso.

— Nós vamos atrás , respondeu Nevulfo.
 — Vamos conseguir um presente melhor.       —...Algo que venha do coração!

Bugado sorriu, mesmo sem entender metade do plano.

O problema é que eles não tinham dinheiro.

... Nenhum tostão!

 Ainda assim, os três foram até a Feiticeira Umbrélia e expuseram sua vontade. 

A velha feiticeira riu, mas viu algo nos olhos daqueles três monstrinhos -- algo que o ouro não comprava.

— Muito bem !,disse ela.
— Abrirei o portal para vocês também!
—  Mas me tragam um presente. Algo que nenhum monstro jamais me deu!

— O quê? , perguntaram os três!

— Descubram ,respondeu a Feiticeira;e o portal se abriu mais uma vez, engolindo-os.

Agora, cinco monstrinhos adolescentes estão soltos no mundo humano. 

De um lado, Áureon e Notúrica, movidos a ambição e ouro. Do outro, Nevulfo, Eletranho e Bugado, movidos a amizade, coragem e um presente também misterioso para a Feiticeira.

...Os armários humanos que se cuidem! 

A corrida pelo presente perfeito acaba de começar -- e nada, nem mesmo o medo do desconhecido, irá detê-los.



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Frankimino(*Personagem by Santidarko)


Introdução 

Nome completo: Frankimino Shelley Voltz
Idade: 12 anos (quase 13, ele faz questão de corrigir!)

Espécie: Monstrinho Construído (feito de partes encantadas, não assustadoras)

Aparência: Gordinho, pele verde-acinzentada e macia como massinha, testa larga com dois parafusos prateados ,que mais parecem joias de família. 

...Olhos verdes, sempre brilhando de curiosidade!

 Sorriso largo de dentes quadrados e bochechas naturalmente rosadas.

 Veste um terninho marrom-claro com gola .

Quando ri, solta pequenas faíscas azuis pelos parafusos.

Personalidade: Frankimino é o tipo de monstrinho que entra na sala tropeçando na própria mochila... e já pede desculpas rindo!

Tem um coração literalmente costurado no peito com linha dourada, e uma placa interna que diz :Alta voltagem de sentimentos. 


É leal, um pouco desastrado e extremamente romântico --sonha em encontrar uma monstrinha que goste de experimentos de química e piqueniques noturnos.

Na escola: Estuda na Escola Assombrada Coração de Poeira; É monitor voluntário da aula de 'Poções e Chás' ,e sempre leva biscoitos de enxofre para dividir!

Busca por uma namorada: Frankimino quer encontrar alguém que não se importe com seus parafusos enferrujando no inverno, que aceite dançar músicas lentas em criptas e que não ria quando ele acidentalmente ilumina a sala com faíscas ao ficar nervoso. 

Ele tem um caderninho roxo onde anota 'Qualidades que procuro '(a primeira é que goste de invenções) e 'Coisas românticas para fazer' (falar sobre invenções e história)




...Na Escola Assombrada Coração de Poeira, entre corredores que mudam de lugar e armários que sussurram fofocas, Frankimino passava o recreio apoiado na máquina de gosmas, suspirando.

 Ele não queria ser o monstrinho mais assustador -- só queria encontrar alguém que olhasse para seus parafusos e visse estrelas. 





By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

sábado, 1 de agosto de 2026

Dr. Vulto/Doutor Vulto(*Personagem by Santidarko)


Dr. Vulto --' Introdução

...Ninguém sabe seu nome!

Ninguém viu seu rosto!
Ele não usa máscara --- simplesmente não tem face, ou ela se recusa a ser lembrada. 

Testemunhas juram ter visto um homem de sobretudo escuro e chapéu noir, mas quando tentam descrevê-lo, as palavras escorrem como tinta na chuva. 

Relatórios policiais saem com o campo de descrição em branco. Câmeras capturam apenas um borrão, uma mancha de ausência.

Ele é chamado de Dr. Vulto -- e o título de 'Doutor' não é honorário. Ele trata de algo. 

...Mas ninguém sabe o quê!



Há uma teoria sussurrada nos círculos ocultos: Dr. Vulto já foi um homem comum, um cientista ou filósofo obcecado por entender o que existia entre as realidades. 

Ele teria realizado um experimento proibido para tocar o vazio primordial -- e o vazio o tocou de volta. 
...Desde então, ele não pertence mais a lugar nenhum!

 Sua forma humana é apenas uma sugestão, um rascunho que o universo tenta preencher e falha.

...Outra teoria diz que ele nunca foi humano. Que é uma entidade que existe desde que a primeira sombra foi projetada na primeira parede. Que o título 'Doutor' é uma ironia: ele estuda a humanidade como quem observa formigas, com curiosidade clínica e distante.

A única certeza: ele aparece quando a realidade está prestes a rachar. Desastres iminentes, paradoxos temporais, pessoas à beira de decisões que rasgam o tecido do possível ---Dr. Vulto está lá, observando. 

Às vezes, intervém!

Nunca se sabe o critério!





Poderes

Ele não tem face definível. Quem olha diretamente sente os olhos escorregarem, como se a mente rejeitasse processá-lo. Seu nome verdadeiro foi esquecido pelo próprio universo; pronomes e títulos são preenchidos por quem tenta se referir a ele, mas nunca fixos.



●Sombra viva
Dr. Vulto pode dissolver o corpo físico e tornar-se sombra pura. Nessa forma, desliza por superfícies, paredes e frestas, inalcançável por golpes físicos. Não é escuridão comum: é uma sombra que se move contra a luz, como se tivesse vontade própria.


●Fendas dimensionais
Seu principal meio de locomoção!

Ele abre rasgos no ar com um gesto mínimo dos dedos, como se descosturasse a realidade. As fendas são negras e silenciosas, sem borda brilhante --- apenas ausência. Por elas, ele desaparece e reaparece onde quiser. Também pode usá-las ofensivamente, abrindo fendas sob os pés do oponente ou desviando ataques para dentro do vazio.



●Passo de ausência
Quando move-se, Dr. Vulto não emite som algum -- nem passos, nem respiração, nem o roçar do tecido. Ele simplesmente não está ali para o som. Isso o torna um rastreador impossível e um perseguidor aterrorizante.



●Toque do esquecimento
Se tocar alguém voluntariamente, pode apagar memórias específicas ou fazer com que a vítima esqueça completamente sua presença segundos após o encontro. O alvo fica com a sensação de que algo aconteceu, mas sem lembrança do quê.



● Fenda reflexo
Ele pode abrir fendas não apenas no espaço, mas em superfícies reflexivas -- espelhos, poças d'água, vidros. Entra por um espelho em Nova York e sai por uma vitrine em Tóquio. Isso faz dele um mestre da infiltração e da fuga impossível.




'Há homens que vestem a sombra. Há sombras que vestem o homem. Eu não sou nenhum dos dois. Eu sou aquilo que a sombra teme encontrar quando a luz se apaga.'
— Dr. Vulto




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Personagem by Santidarko 

Harow Sablewyck é Merlyn Myst (*Personagem by Santidarko)



Mais do que um Mágico!

Seus poderes são, de fato, aparentemente ilimitados. E é justamente isso que o torna cinzento, melancólico e, no fundo, assustadoramente vazio!

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A Natureza dos Poderes Ilimitados

...Merlyn Myst não conjura,simplesmente!

Ele descobriu que a realidade é feita de camadas sobrepostas --como folhas de papel velho coladas umas às outras. 

Cada objeto, cada parede, cada distância é apenas uma dobra que o tempo e o esquecimento selaram. Ele não precisa de varinhas mágicas ou fórmulas; basta que ele toque em algo, com sua bengala, e pergunte a ele o que veio antes. E a coisa sempre responde. 

'Uma parede já foi porta. Uma pedra já foi pó. Uma distância já foi um passo. Uma vida já foi um suspiro' 

Ele apenas recorda a realidade de seu estado original. E, ao recordá-la, a realidade obedece!

Para atravessar uma parede, ele não a quebra; ele a convence a se lembrar de quando era ar. Para se teletransportar, ele não corta o espaço; ele convence dois pontos a se lembrarem de quando eram um só.

... Para criar monstros, ele não fabrica carne; ele convence um objeto a se lembrar da emoção que o habitou -- e a emoção ganha forma, músculo e fome.




O Paradoxo do Ilimitado

...Se seus poderes são ilimitados, por que ele é um andarilho triste? Por que não reina? Por que não destrói cidades ou ressuscita impérios?

Porque o mesmo toque que abre portas apaga o próprio Merlyn Myst.


Hoje, ele já não sabe o nome da rua onde nasceu. 

Amanhã, talvez esqueça o motivo de sua busca!

 




Cinzento Porque Está no Limite

Merlyn Myst é cinzento porque está entre duas verdades:


Ele poderia, com um único toque, abrir um portal para qualquer lugar.

 Poderia criar exércitos de sombras. 

Poderia rasgar o véu entre os vivos e os mortos. Mas cada ato o torna menos real. 

Ele não é um herói que se sacrifica pelos outros -- 'ele é um homem' que se sacrifica...porque já não tem mais nada a perder!

A melancolia de Merlyn Myst não vem da falta de poder. 
...Vem do excesso.!

Do saber que, se usar tudo o que tem, sobrará apenas a névoa -- e a névoa não tem rosto, não tem nome, não tem história.





O Segredo do Cinzento

A verdade que poucos sabem -- e que Merlyn Myst talvez já tenha esquecido -- é que ele já usou todo o seu poder uma vez.


 Em um momento de desespero, abriu uma fenda na realidade para salvar alguém (ou algo) que amava. 

O custo foi tão alto que a memória daquele ato foi a primeira a ser apagada. Ele não se lembra do que fez, nem de quem salvou!

 Sente apenas um vazio cujo formato se encaixa perfeitamente no contorno de uma pessoa.

Esse vazio é o que o move. Ele não busca mais  poder -- busca a memória perdida. 

E para recuperá-la, precisa continuar usando seus poderes, que o consomem ainda mais. Um ciclo cruel, uma espiral descendente, uma névoa que nunca se dissipa.





Por que Ele Não é Vilão Nem Herói?

Merlyn Myst não tem ambições de domínio porque já entendeu que o domínio é ilusão!

 Nada é sólido; tudo pode ser desfeito com um toque. Para que governar um castelo se ele pode se lembrar de quando o castelo era apenas areia?

Ele também não tem inclinação para salvar o mundo, porque o mundo, para ele, é um palimpsesto -- um manuscrito raspado e reescrito tantas vezes que já não importa o que está escrito. 

...Salvar o quê? Salvar quem? 
Tudo será esquecido, incluindo ele mesmo!

Ele apenas anda. De cidade em cidade, de objeto em objeto, de fenda em fenda. 

Às vezes, ajuda alguém -- mas é por tédio, não por bondade. Às vezes, causa destruição -- mas é por curiosidade, não por maldade!

--Já caminhei por corredores que o tempo esqueceu de construir. Já criei monstros com a ferrugem de um prego!






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Personagem by Santidarko 


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Samhellkynn, the Pumpkydark(*Personagem by Santidarko )


O Vazio Entre as Fogueiras

Antes do primeiro Samhain, antes que os homens acendessem fogueiras para afastar as sombras, havia o Lugar Oco --- uma dimensão que não era inferno, não era mundo, não era nada!

Era uma bolha de vácuo entre os planos, onde as almas que nunca chegaram a nascer se dissolviam em um lamento eterno.

Nesse lugar, o silêncio era tão absoluto que se tornou dor. E a dor, ao longo de milênios, aprendeu a rir!

Dessa compressão impossível de vazio e angústia, algo se formou. Não era um demônio -- demônios têm nomes, hierarquias, propósitos. 

...Não era um fantasma! -- fantasmas têm memórias, laços, passados. 

Era uma Coisa, uma entidade sem rosto que absorveu o desespero dos não nascidos ,e o destilou em uma única emoção: o medo.

Os antigos celtas, nos primeiros rituais do Samhain, perceberam que algo os observava do outro lado das chamas. 

Não eram os mortos!

Os mortos choravam, suplicavam, lembravam. 

...Mas aquilo… aquilo ria!

 Um riso que não saía de uma garganta, e sim do ar, do chão, das folhas que caíam. Um riso que fazia os cães uivarem e as crianças acordarem com febre.

Deram-lhe um nome que não se podia pronunciar em voz alta. 

...Sussurravam-no apenas dentro das cabanas, com as portas trancadas:

— Samhellkynn.





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Personagem by Santidarko 



Monstrinhos de Pijama(Little Monsters in Pajamas)(*Personagens by Santidarko)



Da esquerda para a  direita:
Ogrito,Bóbi,Pumpkito,Bram ,Malvavisco

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Sombrilândia/Somnolândia

O Mundo Oculto dos Monstrinhos do Susto

...Em uma dimensão vizinha à nossa, escondida atrás do reflexo das janelas embaçadas e do rangido das tábuas soltas, existe Somnolândia --um reino crepuscular onde vivem os Monstrinhos do Susto. 

Não são monstros malignos, mas criaturinhas travessas cuja missão ancestral é manter o equilíbrio entre os mundos: eles assustam crianças humanas para que o medo, matéria-prima da imaginação, nunca se apague.

Tudo em Somnolândia é regido por Três Leis do Susto:

1. Nenhum monstrinho pode cruzar o Véu antes de completar o Ritual do Primeiro susto, que acontece quando suas presas de leite caem e nascem as definitivas.

2. Só se assusta a criança designada pelo Conselho das Sombras, nunca à toa!

3. Jamais se revela a verdadeira forma a um humano --o sigilo é a proteção de ambos os mundos.

Porém, entre as vielas de teias de aranha e os lampiões de vaga-lume, cinco jovens monstrinhos ,mal podem esperar pela vida adulta. 



São eles:


● Pumpkito: o menor e mais peludo da turma. Seu poder é soltar gritinhos supersônicos que imitam o vento uivante, mas ele ainda desafina quando fica nervoso.

●Bóbi: um monstrinho com sorriso banguela. Ingênuo e distraído, tropeça nas próprias  barras da  calça... e é mestre em se perder.


●Ogrito: um pequeno troll, orgro;ou somente  um brincalhão;É o cérebro criativo do grupo (ou pelo menos tenta).


●Bram: descendente de uma linhagem de sombras azuis--os mais nobres; Fala com sotaque transilvano e tem um senso de drama que beira o cômico.


●Malvavisco: o anfitrião. Fofo como um marshmallow, mas com um coração travesso. Sua pelagem é cor- de -rosa ,e ele guarda o maior segredo: uma fresta no rodapé de seu quarto que dá direto para o mundo humano.




Introdução:

A casa de Malvavisco era o lugar perfeito para uma festa do pijama: paredes forradas com retalhos de colchas velhas, almofadas de poeira estelar e um teto falso onde penduravam meias listradas como se fossem estandartes. 

Naquela noite, Ogrito, Bóbi, Pumpkito e Bram chegaram carregando seus travesseiros e um pote de biscoitos de cupim.

Depois de construir uma cabana de lençóis e trocar figurinhas de ossinhos, os cinco se aninharam em sacos de dormir fedorentos a naftalina. Foi quando Malvavisco, com aquele brilho de vaga-lume nos olhos, sussurrou:

— Tenho uma ideia brilhantemente brilhante! Vamos até o mundo dos Reais!

Bram quase engasgou com um biscoito.
— Mas... mas o Ritual do Primeiro Uivo! As leis! A mamãe sombra vai me deixar de castigo por um século!

— Ora, Bram, onde está seu espírito aventureiro? – rebateu Malvavisco, apontando para o rodapé atrás do baú de brinquedos. 
–... Por aqui a gente sai bem debaixo da cama de uma menina! A Clara. Eu já espiei: ela dorme pesado, tem um cobertor com estrelinhas e um gato que ronca. A gente assusta rapidinho, volta e ninguém fica sabendo. Seremos heróis! Os primeiros monstrinhos a assustar antes do tempo!

Pumpkito crepitou de ansiedade. Ogrito deu um gritinho abafado. Bóbi, que já estava meio perdido dentro do próprio pijama, concordou sem entender direito.
... E Bram, após um suspiro dramático, declarou:

— Que as sombras nos perdoem. Eu topo!
—...Mas se alguém virar pó de lua, a culpa é sua, Malvavisco.

...

Atravessar o Véu foi mais fácil do que imaginavam. Um deslizar espremido pelo vão do rodapé, uma sensação de gelatina nas orelhas e, de repente... o quarto de Clara. Gigantesco, cheio de cores suaves, livros empilhados e, no centro, a cama onde a menina dormia abraçada a um cobertor de constelações.

Malvavisco fez os sinais combinados: Ogrito na cabeceira, Pumpkito ao pé da cama, Bram pairando na cortina, Bóbi... cadê o Bóbi? Bóbi estava distraído cheirando uma meia. Após um puxão de orelha (literalmente, no caso dele), posicionaram-se.

— Um, dois, três e... UUUUH! – ensaiaram baixinho.

...Mas o gato roncador acordou!
Não era um gato comum: era um felino gordo, de pelo preto e olhos dourados, que fitou aquelas cinco criaturinhas de pijama com a calma de um predador. Em pânico, Bram soltou seu melhor 'Blen! Blen!', tentando imitar um vampiro, mas sua voz falhou e saiu um miado invertido. 

Ogrito gritou tão fino que só os morcegos ouviram. Pumpkito apagou de nervoso, reacendendo logo depois com um soluço.

E no meio do caos, enquanto Clara se mexia no sono, Bram agarrou Bóbi pelo braço e se enfiou debaixo da cama para se esconder!

...O problema é que debaixo da cama havia uma passagem que não era a mesma de onde vieram. Um desvio no Véu, uma dobra errada. Quando a poeira baixou, Malvavisco, Ogrito e Pumpkito estavam sozinhos, encolhidos atrás de uma pilha de brinquedos.

Bram e Bóbi haviam desaparecido!


— Para onde eles foram?! -- sussurrou Pumpkito, sua chama trêmula.
Malvavisco sentiu o peso da travessura. 

Não era mais uma brincadeira!

Lá fora, o relógio da casa badalou três da manhã. Em menos de três horas, o sol nasceria, e monstrinhos sem o Ritual não suportam a luz do dia --viram estátuas de pelúcia até o próximo crepúsculo, completamente vulneráveis.

... E pior: se os adultos descobrissem, eles seriam proibidos de frequentar a escola de sustos ,por décadas!

Enquanto isso, Bram e Bóbi emergiram atônitos num corredor frio, cheio de retratos de ancestrais humanos. Bóbi fungou:
— Bram, acho que não estamos mais no quarto da Clara...
Bram, empalidecido (ainda mais que o normal), reconheceu o lugar: estavam no sótão. E, para seu horror, viram uma coleção de bonecas antigas, todas olhando em sua direção. 

Uma delas piscou!

A aventura inocente se transformara numa corrida contra o tempo, cheia de sustos reais, arrependimentos e a certeza de que, às vezes, a brincadeira mais brilhante pode se tornar a noite mais escura.





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Personagens by Santidarko 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Xylon kage(*Personagem by Santidarko)



Pronuncia-se :( *cháilon keije)


Alto da Torre Onibaba, distrito de Kabukicho Neo-Tokyo, 21:47 da noite.

A chuva escorria pelas luzes refletidas  de neon ,que adornavam o topo do arranha-céu.

 A cidade pulsava lá embaixo, um organismo cibernético de luzes doentias e veículos apressados!

...Mas no parapeito, recortado contra um outdoor que piscava um amarelo doentio, havia algo que não pertencia àquela paisagem --ou que talvez fosse a sua essência mais pura!

Uma figura esguia, imóvel como uma estátua de vespeiro.

Vestia um uniforme que parecia ter sido cultivado, em vez de costurado!

Um amarelo vibrante, quase orgânico, sulcado por nervuras negras e tubos que pulsavam lentamente, como se respirassem!

Placas de quitina sintética e metal poroso fundiam-se em um exoesqueleto elegante e aterrador --um pesadelo biomecânico!


Seu rosto estava oculto atrás de uma lâmina. Uma katana longa, segurada verticalmente diante de si, partia sua silhueta ao meio.

 O cabo era de um marfim tão puro, que reluzia mesmo na escuridão, esculpido com sulcos que lembravam veias ou raízes. 

O aço era um filete de mercúrio líquido.

Ele não se movia!
... Apenas observava -- ou esperava!

Os drones de vigilância não o detectavam!

As câmeras térmicas mostravam apenas uma mancha fria, como se ele fosse feito da mesma matéria que as sombras. 

Diziam os informantes da Yakuza ,que ele não era um homem, mas um kage -- uma sombra que se desprendeu de algo muito antigo e muito vivo.

...E naquela noite, a sombra usava amarelo!

Seu nome, sussurrado nos becos e nas redes clandestinas, era Xylon Kage.




 O que se sabe (ou se imagina)

Quase nada se sabe sobre a verdadeira identidade de Xylon Kage. Os arquivos do submundo o classificam como um operativo fantasma, sem nome, sem rosto, sem lealdade a nenhum clã. 

Há rumores, porém, que ele seja o resultado de um projeto abandonado chamado Iniciativa Xylon --uma tentativa fracassada de fundir tecidos vegetais sencientes com neuropróteses humanas, criando um guerreiro que pudesse se regenerar e se camuflar como uma floresta viva em meio ao aço da cidade.

 O projeto foi descontinuado, mas algo sobreviveu!

O uniforme amarelo: segunda pele simbiótica
O traje de Xylon Kage não é meramente uma vestimenta!

 É um organismo simbiótico que envolve seu corpo. Sua cor amarela não é tinta, mas sim ,' algo natural ' -- um aviso sutil de que se trata de algo tóxico, como as rãs venenosas da Amazônia. 

As texturas biomecânicas (tubos, vértebras estilizadas, tendões de resina negra) são sistemas vivos que filtram o ar, amplificam seus sentidos e podem endurecer como osso no impacto de uma lâmina.

' Em repouso, o traje parece respirar'.



A espada de marfim: Susanoo-no-Tsuki

Sua katana tem nome: Susanoo-no-Tsuki (Lua de Susanoo). 

O cabo de marfim branco foi esculpido a partir da presa de um animal extinto --ou, segundo outras lendas, de uma árvore fossilizada que crescia no fundo de uma trincheira abissal. 

O marfim jamais mancha e permanece sempre frio ao toque. Diz-se ,que a lâmina é cega sob a luz do sol, mas corta qualquer aço sob o luar. Quando Xylon Kage a segura diante do rosto, não é apenas uma defesa ou uma pose: é um ritual de ocultação.

 A lâmina funciona como um prisma que distorce sua assinatura biométrica, tornando-o indecifrável para sensores e médiuns.




Mestre do Silêncio Orgânico :
Diferentemente de ninjas ciberneticamente aprimorados, Xylon não depende de tecnologia digital. Sua furtividade é viva. 

Ele é capaz de estender filamentos microscópicos do traje pelo chão, sentindo vibrações como raízes. 

Em ambientes urbanos, funde-se a dutos e cabos, como uma trepadeira na mata. 
Não emite calor, não deixa rastros químicos. 

...Para os sistemas de segurança, ele simplesmente não existe -- é uma lacuna na realidade!



Propósito desconhecido :
Xylon Kage não mata por dinheiro!

 Ele aparece onde a linha entre o homem e a máquina está prestes a ser violada de forma irreversível. Destrói laboratórios de experimentação ilegal, assassina cientistas que brincam com forças além da compreensão, e protege -- ou talvez colete -- segredos sobre a fusão entre reinos orgânico e sintético. 

Alguns acreditam que ele busca vingança contra seus criadores!


Outros, que ele é o guardião de um equilíbrio ancestral, a 'sombra' que pune a arrogância da carne e do metal.



Um paradoxo ambulante :

Ele é madeira e é sombra. É vida e é vazio. Seu nome é seu enigma: Xylon (a árvore, a seiva, a essência do que cresce) e Kage (a projeção etérea, o negativo da luz).

 Ele é a sombra viva de uma floresta que já não existe, assombrando uma selva de vidro e circuitos.



By Santidarko 
Personagem by Santidarko 

Psyghast/Psy-ghast/Vã-Fantasma(*Personagem by Santidarko)



Amanda Vinssel, Psyghast/Psy-ghast/Vã-Fantasma


Intangibilidade: 
Ela pode atravessar paredes, deixar balas passarem, ficar imune a qualquer força física. Tornou-se intocável.


Invisibilidade: 
Ela simplesmente deixa de ser percebida. Mentes humanas não conseguem registrá-la quando ela não quer.


Teleporte: 
Não é apenas um movimento 'teleportativo' ; Ela se desacopla do espaço e se reacopla em outro ponto. 
...É como se a realidade esquecesse onde ela estava e a recolocasse em outro lugar.




Amanda Vinssell não é heroína, não é vilã, não é justiceira, não é monstro!

 É uma pergunta que ninguém soube responder!
É a ausência que ficou no lugar de uma mulher. 
...E o mundo ainda não decidiu se ela é uma ameaça, um milagre, um delírio coletivo ou as três coisas usando o mesmo nome.




By Santidarko 
Personagem by Santidarko 


O Pastor de Vaga-Lumes:Áven Nino(*Personagens by Santidarko)



Áven Nino,Noam,Aelin,Solal,Céu,Jude, Uri,Amós.




O Despertar do Pastor

Áven Nino tinha 9 anos quando descobriu que a sua cama no orfanato era um barco!

...Não um barco comum, de madeira e pregos, mas um barco de lençóis e sonhos, que todas as noites zarpava silenciosamente para um oceano de nuvens. 

Bastava fechar os olhos e desejar -- desejar de verdade, com aquele aperto bom no peito --e o quarto cinzento do orfanato dissolvia-se numa neblina dourada.

...Foi assim que Áven encontrou o Oniríaco, o arquipélago infinito do Mundo dos Sonhos. 

Um lugar feito de todas as coisas que as crianças imaginam antes de adormecer: ilhas de algodão-doce, rios de tinta estrelada, florestas onde as árvores contam segredos e mares de ar onde navegam criaturas esquecidas pelo mundo desperto.

Mas o mais extraordinário ainda estava por descobrir: Áven podia chamar os seus amigos!

...Os outros órfãos, os que tinham um brilho especial no olhar -- uma luzinha teimosa que nem a tristeza conseguira apagar --, esses podiam ouvi-lo. Bastava que Áven estendesse a mão no sonho e murmurasse os seus nomes, e eles adormeciam no orfanato e acordavam no Oniríaco, de pijama e tudo, prontos para a aventura!

Foi por causa dessa luz que o chamaram de Pastor de Vaga-Lumes!

Porque Áven não liderava exércitos nem reinos; ele guiava pequenos brilhos na escuridão. Os seus amigos eram vaga-lumes vivos, cada um com um dom único que só se revelava nos sonhos. 

...E juntos, sob o olhar atento do Celestifarol, eles exploravam as maravilhas e os perigos de um mundo que só existe quando os olhos se fecham e o coração se abre.





Os Vaga-Lumes (Os Amigos do Orfanato)

Nome ,Idade ,Dom no Oniríaco

●Noam ,menino 11 anos :Fala com as criaturas das nuvens; entende os dialetos do vento.


●Aelin , menina ,9 anos: O seu riso faz nascer flores de luz; cura tristezas antigas.


●Solal , menina,10 anos :Corre tão depressa que deixa rastos de aurora; mensageira dos sonhos.


●Céu, menina , 10 anos : Consegue flutuar por breves instantes; a sua voz acalma tempestades.


●Jude, menina,  12 anos: Lê as memórias guardadas nos objetos sonhados; o detective do grupo.

●Uri , menino,9 anos : Desenha portas no ar com o dedo; os seus desenhos tornam-se reais por segundos.


●Amós, menino, 11 anos: Tem uma força serena que move montanhas de nuvens; o protetor silencioso.





O Mundo dos Sonhos: O Oniríaco

O Oniríaco é um arquipélago aéreo, um mar de éter onde flutuam ilhas, cais e plataformas. Não se chega lá de barco ou avião, mas sim adormecendo com um propósito. 

As crianças do orfanato entram através do Nuvembarcadouro, o primeiro lugar que Aven descobriu.



Os Portos do Céu (Pontos de Chegada e Partida)

● Nuvembarcadouro :
 O cais de entrada no Oniríaco. Uma longa plataforma de nuvens sólidas onde atracam zepelins de sonho e barcos de bruma. É aqui que Aven e os amigos chegam sempre, de pijama, prontos para a jornada.


●Aeroescala :
 Uma paragem intermédia, uma ilha-rochedo flutuante com escadas de vento que sobem e descem para diferentes camadas do céu. Quem faz escala aqui pode escolher entre sete rotas diferentes, cada uma para um reino distinto do sonho.


●Ventoembarque :
 O porto dos viajantes solitários. Um cais de mármore branco suspenso sobre um abismo de nuvens rosadas, onde os ventos tomam forma de criaturas e oferecem boleia a quem souber pedir com educação.


●Altidoca :
 A doca mais alta, ancorada diretamente no Zênite. Só se chega lá voando ou escalando as Correntes de Zéfiro. É um lugar de silêncio absoluto, onde se ouvem os pensamentos do universo.


●Altopíer :
 Um píer estreito e comprido, feito de estacas de luz, que avança sobre o Mar de Nimbos. Na ponta do píer, há sempre um barco de papel à espera ...de quem tiver coragem de o desdobrar e navegar.


●Celestifarol :
 O farol que guia todos os navegantes do Oniríaco. A sua luz, alimentada pelos sonhos bons das crianças do mundo, nunca se apaga. 
...Diz a lenda que, se o Celestifarol escurecer, o Mundo dos Sonhos desaba sobre o Mundo Real.



Lugares que Levam a Outros Lugares

...No Oniríaco, as distâncias não se medem em quilômetros, mas em desejos. Existem passagens secretas que só se abrem para quem tem um coração valente, ou um propósito verdadeiro:



●A Escada de Névoa :
Uma escadaria que aparece e desaparece nas nuvens. Cada degrau leva a um sonho diferente de uma criança no mundo real. Se pousares o pé no degrau errado, podes acabar num pesadelo alheio.


● O Túnel dos Suspiros :
 Uma gruta de vento que sussurra desejos não realizados. Atravessá-la leva aos Sonhos Esquecidos, o lugar onde param as ideias que as crianças abandonaram.


●A Ponte de Orvalho :
 Uma ponte frágil, feita de gotas de água suspensas, que só aparece ao amanhecer. Liga o Oniríaco ao Mundo Real por breves instantes, mas ninguém sabe o que acontece se alguém a atravessar no sentido contrário.





O Submarino do Céu: O Leviatã Celeste

Nas profundezas do Mar de Nimbos, onde as nuvens se tornam escuras e densas como tinta, navega uma criatura de metal e sonho: o Nautilunae (Nautilus da Lua), um submarino do céu com casco de latão envelhecido e escotilhas que brilham com uma luz verde doentia.


●Nome: Nautilunae (ou, na língua dos sonhos, Ondorrante -- o que rompe as ondas do ar).

 Aparência: Um submarino vitoriano com barbatanas de cobre e um grande olho de vidro na proa, como um ciclope das profundezas aéreas. As suas hélices giram lentamente, emitindo um zumbido grave.


Propulsão: Move-se a vapor de pesadelo  um combustível extraído dos medos das crianças que têm noites más.

Tripulação: Sonâmbulos capturados de Oniríaco , crianças em coma , e criaturas das nuvens corrompidas.




O Vilão Principal: Capitão Brumion Negro

O comandante do Nautilunae é o Capitão Brumion Negro -- um antigo navegador de sonhos que enlouqueceu ao olhar demasiado tempo para o Abismo de Nimbos, o vazio que existe sob todas as nuvens.

Aparência: Alto, magro, com um longo sobretudo de couro de tempestade. O rosto é meio coberto por uma máscara de latão que filtra o ar dos sonhos . Um dos olhos é um relógio de bolso incrustado na órbita, que gira ao contrário.



Objetivo: Brumion quer regressar ao Mundo Real. Ele descobriu que as crianças que entram no Oniríaco com um propósito forte -- como Aven e os seus amigos -- são a chave para abrir um portal permanente. 

...Se conseguir capturá-los e drenar a sua essência de sonho, talvez poderá ancorar o Nautilunae no cais do mundo desperto... e invadir a realidade.


 Poderes: Controla o vapor de pesadelo; pode solidificar medos e transformá-los em armas ou correntes. Tem um apito de tempestade que chama nuvens carregadas de relâmpagos negros.



Motivação Profunda: Brumion já foi um homem bom, um cientista de sonhos que queria curar as crianças dos pesadelos.

... Mas perdeu a sua própria criança interior e, com ela, o caminho de volta. Agora, inveja a luz dos vaga-lumes e quer apagá-la para se aquecer.





Outros Vilões e Ameaças do Oniríaco

●Os Somnívoros : Criaturas de fumo e esquecimento que se alimentam de sonhos felizes. Têm forma de mantas negras com olhos brancos e aparecem nos cantos dos sonhos, sugando as cores e deixando apenas cinzento. Nasceram dos pesadelos não chorados.


●A Dama do Despertar : Uma figura espectral que vaga pela Aeroescala, vestida de noiva com um véu de neblina. Ela chama as crianças pelo nome, tentando convencê-las a acordar antes da hora. 

Se uma criança a segue, volta ao mundo real mas perde para sempre a memória do Oniríaco.



●O Colecionador de Asas : Um ser alado e corcunda, com dezenas de asas de anjos e pássaros presas às costas por ganchos. 

Ele caça os sonhadores que conseguem voar e tenta roubar-lhes o dom. Mora numa torre flutuante feita de asas arrancadas.



●Os Gêmeos da Insónia : Dois meninos de olhos abertos e fixos, que nunca pestanejam. Não falam, apenas fitam. Onde pousam o olhar, os sonhos congelam e as criaturas do Oniríaco transformam-se em estátuas de sal. 

...Diz-se que são filhos do primeiro homem que tentou viver sem dormir!



Aventuras no Oniríaco (Breves Sinopses)

1. A Lágrima do Celestifarol --- A luz do farol começa a diminuir. Áven e os amigos precisam escalar a torre do Celestifarol e descobrir quem está a sugar a sua chama: um Somnívoro gigante aninhado no topo, alimentado pelo desespero de uma criança no mundo real.


2. O Leilão das Memórias --- No Ventoembarque, o Colecionador de Asas organiza um leilão de memórias roubadas. Jude descobre que uma das memórias pertence a um dos seus amigos do orfanato e o grupo arma um plano para a recuperar.


3. A Tempestade de Ferro --O Capitão Maelstrom ancora o Nautilunae sobre a Altidoca e bombardeia o cais com vapor de pesadelo. Uri desenha uma porta de emergência, mas esta leva ao interior do submarino. As crianças terão de sabotar o navio por dentro.


4. O Resgate de Noam --- Noam é capturado pelos Gêmeos da Insónia enquanto explorava a Escada de Névoa. Os seus amigos têm de atravessar o Túnel dos Suspiros, onde cada um enfrenta o seu próprio desejo não realizado, para o salvar antes que ele se transforme numa estátua de sal.


5. A Ponte ao Amanhecer ---Aelin descobre que a Ponte de Orvalho aparece ao nascer do sol e que, do outro lado, alguém chama pelo seu nome verdadeiro --- a mãe que a deixou no orfanato. Áven tem de decidir se a ajuda a atravessar ou se a convence a ficar.






O Chamamento .Introdução :

Todas as noites, quando o relógio do orfanato dá as doze badaladas abafadas, Áven Nino fecha os olhos e sussurra sete nomes. 

Sete nomes que são sete chamas minúsculas na escuridão do dormitório. As camas rangeem, os lençóis agitam-se, e um a um, os vaga-lumes acendem-se.

No Oniríaco, o Nuvembarcadouro aguarda! Mas esta noite, algo está diferente!
...O Celestifarol pisca -- uma, duas, três vezes -- como um olho a pedir socorro. 

E no horizonte carregado de nimbos, uma silhueta de latão emerge: o Nautilunae, com o Capitão Maelstrom ao leme, farejando a luz das crianças.

O Pastor de Vaga-Lumes e o seu pequeno rebanho luminoso vão ter de ser mais corajosos do que nunca. Porque o sonho está a tornar-se escuro.

... E um capitão sem caminho está prestes a descobrir que a única porta para o mundo real... é um coração de criança.






By Santidarko 
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