Introdução:
Chamam-no de Conde Enevoante.
...Um vulto aristocrático que se forma nas noites de bruma densa em Londres, Praga, São Paulo, Curitiba;qualquer cidade onde o desespero seja úmido o suficiente para condensar sua presença.
...Ninguém o vê chegar!
Ele simplesmente está ali, como se a névoa o tivesse parido naquele instante. Sob a luz trêmula de um poste a gás, sua silhueta se revela: um homem alto, envolto em um sobretudo negro que escorre neblina pelas bainhas. O rosto é pálido demais para ser humano, os olhos são dois espelhos embaçados onde você vê apenas seu próprio reflexo distorcido pelo medo.
...Mas o que todos notam primeiro é o objeto em sua mão direita.
O Guarda-Chuva:
Não é uma bengala qualquer. É um guarda-chuva comprido, de tecido grosso e puído, manchado por séculos de chuva e lágrimas. O cabo é esculpido em ébano na forma de um corvo de olhos fechados. Quando o Conde bate o guarda-chuva no chão uma vez, o corvo abre os olhos -- duas contas de ônix que brilham com luz própria.
Com duas batidas, o bico do corvo se entreabre e solta um grasnado oco que ecoa como se viesse do fundo de um poço. Com três batidas, o corvo ganha vida, desprende-se do cabo e voa em círculos, retornando depois para contar ao Conde tudo o que viu.
O tecido do guarda-chuva nunca seca. Está sempre úmido, como se carregasse consigo a chuva de todos os funerais a que já compareceu.
O Colete Arcano:
Por baixo do sobretudo, o Conde veste um colete de veludo negro. Quem chega perto o suficiente para vê-lo -- e sobrevive para contar — diz que o colete é bordado com símbolos mágicos que brilham fracamente, como brasas cobertas de cinza.
São sigilos de proteção contra o sol, de comando sobre as criaturas noturnas, de passagem entre os véus da realidade.
Cada símbolo corresponde a um pacto firmado com forças que não têm nome. Quando o Conde invoca um poder, um dos sigilos acende com uma luz fria e bruxuleante, e o bordado parece se mover lentamente sobre o tecido, como uma serpente de tinta viva.
Poderes Expandidos:
●Senhor das Criaturas Noturnas:
Os corvos são seus olhos. Os morcegos, seus mensageiros. As mariposas-caveira, suas espiãs. As criaturas da noite o reconhecem como soberano e se curvam -- literalmente!
Um enxame de mariposas pode formar sua silhueta em um beco escuro. Uma revoada de corvos pode carregar sua voz por quarteirões inteiros. Ratos de cemitério se organizam em filas para lamber seus sapatos.
...Ele não os controla como um domador; ele os ama como um pai distorcido, e eles o correspondem com devoção absoluta.
●Névoa Viva:
O Conde não apenas surge da névoa -- ele a fabrica. Pode exalar bruma pelos poros, pelas mangas do sobretudo, pela boca. Esta névoa não é passiva: ela sussurra. Quem se perde nela ouve fragmentos de conversas de outras épocas, promessas quebradas, segredos de família.
A névoa pode se adensar até se tornar sólida, formando paredes, garras ou figuras espectrais que lutam por ele. Também pode carregar seu corpo por distâncias curtas, dissolvendo-o em um lugar e remontando-o em outro!
Aparição Clássica:
Um beco. Chuva fina. Um homem corre, olhando para trás, perseguido por algo invisível. A névoa se adensa. O homem para, desorientado. Bate em uma parede. Não havia parede ali antes.
...A parede é feita de névoa sólida!
Passos. Lentos. Ritmados. Um guarda-chuva toca o chão de pedra.
O Conde Enevoante se materializa a três metros de distância. O corvo no cabo do guarda-chuva abre um olho.
...Depois o outro!
By Santidarko
Personagem by Santidarko
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