Ruslan Drexler foi, durante 22 anos, o melhor investigador da Brigada Especial de Homicídios de uma grande metrópole corroída pela corrupção.
Sua mente analítica beirava o sobrenatural: ele reconstruía cenas de crime nos mínimos detalhes apenas com um olhar. Era temido por colegas e criminosos, não pela força bruta, mas pela capacidade de enxergar o que ninguém via.
Essa mesma mente, porém, foi sua ruína!
Ao investigar uma rede de assassinatos ligada a figuras poderosas, descobriu que seu próprio chefe e metade da cúpula policial estavam envolvidos.
A paranoia que sempre fora sua ferramenta de trabalho transformou-se em veneno: Ruslan passou a desconfiar de todos. Foi afastado, aposentado à força sob falsos laudos psiquiátricos.
Perdeu a carreira, a família, quase a própria identidade!
Mas não perdeu a lucidez. Isolado em uma velha oficina mecânica, converteu sua paranoia em fortaleza.
Aprendeu engenharia avançada sozinho, construiu seus próprios equipamentos e, aos 50 anos, tornou-se aquilo que a cidade chama de Paranoidarc-- um investigador privado sem licença, sem escritório e sem piedade.
A base:Paranoidarken Labs
A garagem em que vive e trabalha foi batizada por ele de Paranoidarken Labs -- um trocadilho amargo com 'darken' (escurecer).
Ali, entre ferramentas, peças de motocicleta e telas de computador, Ruslan fabrica e aperfeiçoa os aparatos que usa em campo:
●Drones de vigilância pessoal, silenciosos e camuflados, controlados por um sistema operacional que ele próprio programou (sem IA sofisticada, apenas com sensores de movimento e calor).
●Modificações em sua motocicleta -- uma velha chopper que ele reconstruiu com blindagem leve, compartimentos ocultos e um motor quase inaudível.
●Sua bengala ornamental -- com um crânio de corvo em prata, que na verdade, esconde um taser de alta voltagem e um microfone direcional.
●Dispositivos de hacking rudimentares, feitos de peças de computadores descartados, capazes de quebrar senhas simples e interceptar comunicações de rádio.
A Paranoidarken Labs é seu templo. Ninguém entra sem ser submetido a um escaneamento completo de armas, câmeras e perguntas paranoicas.
Ele dorme em um colchão fino ao lado da bancada de ferramentas.
...
Ruslan não anuncia seus serviços.
Os casos chegam a ele através de uma rede 'clandestina' de garçons, mecânicos, prostitutas e ex-colegas de farda que sabem que 'o velho Drexler'resolve o que a polícia não quer ou não pode resolver.
Sua motocicleta é seu cartão de visita. Quando ela estaciona em frente a um bar ou oficina, alguém se aproxima com um pedaço de papel dobrado.
Ele não é um detetive comum: não interroga formalmente, não segue pistas pelo protocolo.
Ele observa!
Fica horas parado em uma esquina, infiltrado na multidão, absorvendo cada detalhe até montar o quebra-cabeça completo. Depois, ataca rápido como um leão -- feroz e silencioso.
A idade lhe trouxe limitações físicas, mas também paciência infinita. Ele sabe que a mente é a única arma que nunca enferruja.
...
PERSONALIDADE: Gênio selvagem aprisionado em sua própria mente
Ruslan é, acima de tudo, um homem que não confia em mais ninguém. Sua paranoia é clínica, mas ele a transformou em método. Cada pessoa é um suspeito em potencial, cada palavra tem dupla intenção, cada sombra esconde uma ameaça.
... Isso o torna imprevisível: ele pode ser frio e calculista em um momento, e explodir em violência controlada no seguinte.
Porém, por baixo da casca de isolamento, resta um senso de justiça retorcido. Ele não trabalha por dinheiro -- aceita apenas o suficiente para manter a Paranoidarken Labs funcionando.
Seu verdadeiro pagamento é desmascarar os poderosos que um dia o destruíram, um caso de cada vez.
Pequena introdução:
A chuva fina batia contra o letreiro enferrujado da Paranoidarken Labs, uma garagem perdida entre oficinas abandonadas e terrenos baldios. O som de metal sendo martelado ecoava lá de dentro, ritmado, hipnótico.
Um Ford preto parou na esquina. Um homem de terno desceu, ajeitando a gravata como quem vai a um funeral. Bateu três vezes na porta de ferro. O martelar parou.
— Drexler? Meu chefe disse que você resolve problemas!
A porta rangeu. O homem se viu diante de um vulto de cabelos grisalhos, barba por fazer, envolto em um casaco de couro surrado. Sobre o peito, o emblema do olho mecânico parecia fitá-lo mais do que os olhos reais do velho.
— Problemas eu resolvo!Mentiras eu quebro! —... Escolha qual você trouxe!
Ruslan Drexler deu um passo para o lado, e o homem entrou. A Paranoidarken Labs engoliu os dois. Lá fora, a chuva lavou as marcas de pneu da única testemunha: uma velha chopper negra, silenciosa como um segredo.
O emblema que Ruslan carrega na jaqueta -- um olho mecânico com íris de engrenagens, envolvido por duas serpentes de arame -- não é apenas um símbolo. Ele o desenhou na noite em que foi expulso da polícia.
Representa a verdade que se recusa a ser cega: o olho que tudo vê, mesmo quando o mundo quer que ele feche. As serpentes simbolizam a traição que o cercou.
...A engrenagem, sua nova natureza: não mais homem da lei, mas máquina de justiça imparável.
By Santidarko
Personagem by Santidarko
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