Doomhroor, o Punho da Perdição
Antes que o primeiro sol morresse, já havia o decreto. E onde há um decreto, há um executor.
Ele não veio da Nycthul Dimension.
Ele marchou até lá!
...Enquanto Obscuroor despertava no silêncio dos corredores liminares, Doomhroor já existia do lado de fora, abrindo caminho através das realidades com passos que estilhaçam o chão.
Dizem que cada mundo que acaba ouve o mesmo som antes do fim: um trovão abafado, metálico, que não vem do céu, mas do interior da própria terra rachando.
Chamam-no de muitos nomes: o Juízo que Anda, o Martelo do Fim, a Sentença com Olhos de Sol Morto.
...Mas seu nome verdadeiro é Doomhroor!
Ele não usa máscara por vaidade.
O interior não tem rosto, apenas um vazio tridimensional que suga qualquer luz, exceto duas órbitas onde agonizam sóis alaranjados, já frios, já mortos, mas obrigados a brilhar pela última vez.
Sua armadura é pesada como a culpa, placas maciças que exalam fumaça de matéria esquecida.
Onde Obscuroor espera, Doomhroor avança.
Onde Obscuroor sussurra, Doomhroor troveja.
Onde Obscuroor drena a esperança lentamente, Doomhroor a estilhaça de uma só vez.
Ele não odeia. Não ama. Não sente.
Ele é a função primordial do fim -- aquilo que resta quando toda prece foi ignorada e todo deus já caiu.
...Há teóricos do horror que afirmam: Obscuroor é o medo de estar perdido para sempre. Doomhroor é a certeza de que, mesmo que você encontre a saída, ele já estará lá fora, esperando.
Não se reza para Doomhroor!
Não se barganha com Doomhroor!
Quando se ouve o trovão abafado de seus passos, só resta uma coisa: ajoelhar-se diante da ruína e aceitar que o fim tem nome.
By Santidarko
Personagem by Santidarko
Nenhum comentário:
Postar um comentário