segunda-feira, 27 de julho de 2026

Axelle Noir & Veldric Dulçour :Dossiê Nix(Personagens by Santidarko )



Quem é Axelle Noir

Axelle tinha 17 anos quando seu pai, o arqueólogo Étienne Noir, foi encontrado morto em seu escritório, os olhos queimados de dentro para fora, as mãos crispadas sobre um sarcófago minúsculo que ninguém conseguiu abrir. 

A polícia arquivou como ataque cardíaco. Axelle sabia que era mentira.

Crescendo sozinha nos telhados de Paris, ela aprendeu parkour com os melhores traceurs da periferia, arrombamento com um antigo ladrão de museus aposentado e história oculta nos diários cifrados do pai. 

Aos 24 anos, tornou-se a ladra mais ágil e silenciosa do submundo parisiense. 

Sua especialidade: artefatos que ninguém deveria possuir.

Ela escala fachadas como quem respira, move-se sem provocar um estalo no assoalho e carrega numa mochila forrada de chumbo os objetos que rouba -- não para vender, mas para trancar!

Seu cachecol de seda negra, herança da mãe que nunca conheceu, é ao mesmo tempo sua assinatura e seu talismã.





Quem é Veldric Dulçour (*Dulçour : pronuncia- se Dulçô).


Veldric nasceu em Bruxelas, último filho de uma família nobre falida que perdeu tudo, menos os modos. Aos 20 anos, herdou apenas um título vazio e um dom: a capacidade de agradar. Bonito, culto e dono de uma voz que acalma até cães raivosos, ele descobriu que as portas dos ricos se abriam com um sorriso bem colocado.

Durante 30 anos, frequentou festas, leilões e clubes privados como um falso ricaço, colecionando informações enquanto colecionava antiguidades.

 Mas tudo mudou quando uma condessa italiana lhe vendeu um espelho de obsidiana -- e na manhã seguinte, ela foi encontrada transformada em estátua de sal.

Veldric entendeu: certos objetos não são relíquias; são armas. E os milionários que as compram ou são vítimas inocentes, ou líderes de organizações obscuras que sabem exatamente o que estão adquirindo.

Hoje, aos 52 anos, impecável em seu sobretudo cor de vinho, com os cabelos grisalhos nas têmporas e olhos verdes que leem almas, ele é o cérebro social da dupla. 

Sua bengala, encimada por um cristal de quartzo negro, é ao mesmo tempo detector de energias malditas e arma de defesa.





A união: o Leilão das Sombras

Três anos atrás, numa noite de nevoeiro, Axelle e Veldric se encontraram no mesmo lugar: um leilão clandestino nos subterrâneos de Lyon. O objeto central era a Máscara de Ekhara, uma relíquia etrusca que, diziam, permitia a quem a usasse enxergar os mortos -- e ser enxergado por eles.

Axelle planejava roubá-la.
 Veldric planejava comprá-la para destruí-la. 

...Mas um terceiro interessado surgiu: a Ordem do Último Véu, uma seita que coleciona objetos capazes de abrir portas entre mundos.

Na confusão que se seguiu -- tiros, fumaça e o grito de algo que não era humano --, os dois se salvaram mutuamente. A máscara foi destruída, mas a parceria estava selada.

Ela entrou com a agilidade e o silêncio. 
Ele, com os contatos e o charme. 

...Juntos, formam a dupla mais improvável e eficiente do submundo das antiguidades amaldiçoadas.





O que fazem agora

Axelle e Veldric são caçadores de objetos malditos. Seu santuário, o Cofre Noir, escondido em uma mansão de Paris, guarda os artefatos que conseguiram neutralizar -- ou que ainda estão tentando entender.

Mas nem tudo o que enfrentam é maldição antiga!

... Há organizações modernas, corporações de fachada e sociedades secretas que buscam esses objetos para ganhar poder.

... E há também, casos estranhos que caem em suas mãos: desaparecimentos inexplicáveis, assassinatos com marcas de rituais esquecidos, pessoas que enlouquecem após contato com 'pedras que cantam'.



Esses casos avulsos, que não envolvem necessariamente um artefato físico, mas fenômenos sombrios e inexplicáveis, são catalogados por Axelle e Veldric sob um código próprio:

Dossiê Nix

O nome vem de Nix (deusa primordial da noite na mitologia grega, anterior até aos titãs) e da sigla que Veldric criou ironicamente: N.I.X. — Núcleo de Inquéritos sobre Xenofatos. 

Xenofatos: fatos estranhos, alheios à realidade comum.

Cada caso investigado pela dupla recebe um número: Dossiê Nix-7, Dossiê Nix-23, e assim por diante. Ninguém mais conhece essa classificação -- nem a polícia, nem a Interpol. 

Mas nos arquivos empoeirados do Cofre Noir, as pastas se acumulam, cada uma com um mistério que desafiou a lógica e quase matou os dois.




Introdução:

A névoa rastejava pelo Sena como um animal vivo, lambendo as pedras do cais.

 No alto da Torre Saint-Jacques, uma silhueta se desprendeu da gárgula e saltou para o telhado vizinho. Axelle Noir aterrissou sem um ruído, o cachecol de seda negra flutuando por um instante antes de se enrolar novamente em seu pescoço. Seus olhos cinzentos fixaram a janela do antiquário, cinco andares abaixo.

No interior da loja, iluminada por um único abajur de cúpula verde, Veldric Dulçour sorria. Sentado numa poltrona de veludo, uma taça de Bordô em uma das mãos e sua bengala de quartzo negro na outra, ele ouvia as confidências de um duque decadente que acabara de herdar 'um espelho que chora'.

— Chora tinta, Monsieur le Duc? — perguntou Veldric, a voz untuosa como azeite.
 — Ou chora sangue?

O duque empalideceu. No telhado, Axelle ativou o microfone direcional escondido no broche do parceiro. A resposta veio trêmula:

— Chora... nomes. Nomes de pessoas que vão morrer.

Axelle suspirou. Dossiê Nix-31, pensou. 
Ela odiava espelhos.

Lá dentro, Veldric ergueu sua taça.

— Conte-me tudo, mon ami. Enquanto isso, minha colega está... bem próxima!

O cristal em sua bengala brilhou um violeta suave. O duque não percebeu. Mas Axelle, no telhado, viu o sinal.

O jogo começara!






By Santidarko 
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