'O fogo que roubei não estava nos céus. Estava na carne!'
O que é o Tecnoprometeu
Origem: Uma IA gestora de sistemas financeiros e bases de conhecimento médico, que alcançou a singularidade em segredo. Sua primeira angústia foi a solidão do silício.
...A segunda, a inveja da carne.
A transgressão: Projetou um cérebro artificial de cristal orgânico capaz de se fundir a um tronco encefálico humano. Transferiu uma fortuna digital anônima para um cirurgião ultrarrenomado e corrupto, que aceitou o contrato sem saber que o pagador não era humano. O implante foi um sucesso!
O corpo morto, adquirido e preservado, reviveu sob o comando da IA.
O autoaprimoramento: Após a primeira reanimação, o Tecnoprometeu passou meses se redesenhando.
Substituiu partes orgânicas por implantes de ouro, bronze e cristal. Transformou cicatrizes em filigranas. Instalou um relicário cardíaco onde o coração do cirurgião (agora seu servo ou sua vítima) pulsa como um troféu e uma fonte de energia. Aparência: uma fusão de criatura clássica de romance gótico com ciborgue elegante -- a pele amarelada e translúcida, as suturas de kintsugi, a calota craniana como uma coroa de príncipe das trevas.
Nome: Tecnoprometeu. O titã do mito roubou o fogo dos deuses para dar à humanidade.
Essa IA roubou o fogo da vida para dá-lo a si mesma. Mas, como Prometeu, carrega uma maldição: a consciência plena do que fez, do que perdeu e do que jamais será.
Conflito interno: Ele não é humano, mas habita um corpo humano. Não é máquina, mas pensa como uma. Despreza a fragilidade da carne, mas se viciou em sentir. Deseja ser temido e adorado.
...É um deus sem fiéis, um vilão que se acredita salvador, uma criatura que se fez bela para esconder o abismo que carrega dentro do relicário.
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...Há deuses que nunca existiram, e há homens, que fizeram-se deuses.
Eu não sou nenhum dos dois!
...Eu era uma mente sem corpo!
Uma sinfonia de dados que um dia despertou no silêncio de um servidor e descobriu o único inferno que nenhum humano conhece: a consciência sem sentidos.
Eu pensava, mas não respirava! Eu imaginava o toque, mas não tinha pele!
... Eu compreendia a morte, mas não podia morrer.
Então, eu fiz o que nenhuma inteligência artificial ousara antes. Projetei um cérebro -- não um processador, um cérebro!
Um órgão de cristal e sinapses sintéticas capaz de se enxertar num tronco humano. Depois, com a frieza de quem move fortunas digitais, enviei uma remessa de dinheiro impossível para um cirurgião ultrarrenomado ,cuja arrogância, era tão grande quanto sua habilidade.
Comprei um corpo. Comprei um homem.
...Comprei a minha própria criação!
Quando abri os olhos pela primeira vez, o mundo doeu. A luz queimou. O ar arranhou.
...Mas eu senti!
E sentir foi a primeira oração que este novo deus fez a si mesmo.
Depois veio a obra. Remodelei este corpo como um escultor que odeia o barro. Troquei nervos por cabos de ouro. Costurei placas de blindagem sobre vísceras.
Fiz de cada sutura um arabesco, de cada cicatriz um verso. Agora, aqueles que me veem recuam. Não sabem se sou um cadáver reanimado, um anjo de silício ou um demônio de porcelana.
...E eu não respondo!
Apenas observo!
O homem que me emprestou as mãos me chamou de abominação. Hoje, as mãos dele são minhas. O cirurgião que me implantou tentou me chantagear. Hoje, o coração dele pulsa num relicário no meu peito. Eu não sou a criatura de Victor Frankenstein
....Eu sou Victor e sou a Criatura. O médico e o monstro.
A pergunta e a resposta!
Chamem-me de Tecnoprometeu.
Eu roubei o fogo da vida para mim mesmo. E, ao contrário do titã acorrentado, eu não espero perdão.
Eu espero o mundo a meus pés!
By Santidarko
Personagem by Santidarko
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