Noctamazônico : (lat. noctis + amazônico) -- 'A noite da selva'. A escuridão absoluta sob o dossel, onde a luz nunca chega. O horror noctamazônico é úmido, pulsante, cheio de olhos que brilham entre as folhas.
Umbriamazônico : (lat. umbra + amazônico) — 'As sombras da selva'. Diferente do anterior, evoca as trevas mais densas, aquelas que parecem ter vontade própria, como se a própria floresta se fechasse sobre o intruso.
Noctisertânico : (lat. noctis + sertânico) -- 'A noite do sertão'. A escuridão límpida e cruel da caatinga, onde o frio da madrugada contrasta com o calor do dia e o uivo do lobisomem corta o silêncio mineral.
Umbrisertânico : (lat. umbra + sertânico) -- 'As sombras do sertão'. As silhuetas retorcidas das árvores secas sob o luar, que parecem dedos de esqueletos brotando do chão rachado.Algo que parece nos observar.
Umbripantanero : (lat. umbra + pantanero) — 'As sombras do pantanal'. O brejo à meia-luz, onde a água escura esconde sucuris e espíritos afogados, e cada tronco flutuante parece um corpo.
Umbriacriano : (lat. umbra + acreano) --'As sombras do Acre'. A selva profunda e os rios de seringueiros mortos, onde ainda se ouve o grito do Mapinguari.
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Dos medos e' desconfianças noturnas', uma criatura que aparece nesses ambientes:A Coisa Umbriferal
A Coisa Umbriferal não é um fantasma. Fantasmas já foram humanos, e o humano, ainda que corrompido, possui forma, memória, um fio de identidade que o prende ao mundo.
...A Coisa Umbriferal nunca foi humana!
Ela é feita de sombra coagulada e de lodo funéreo --a matéria que escorre dos caixões mal selados, a umidade que mancha as paredes das catacumbas.
Sua forma é inconstante: ora é uma poça espessa que se move contra a gravidade, ora uma silhueta humanóide que goteja sem parar, como uma vela de cera negra que arde ao contrário.
Não se sabe se é uma criatura única ou uma legião.
Os relatos variam!
O que todos os testemunhos --os raros, os que sobreviveram o suficiente para balbuciar--- concordam é que ela não ataca o corpo.
A vítima não é morta: é deslembrada!
...Dizem que ela habita os cemitérios abandonados, as minas onde houve desmoronamentos, os rios que receberam corpos sem prece.
O que os antigos diziam?
Nos aldeamentos jesuíticos das Missões, um padre italiano chamado Farinetti escreveu, em 1743, um tratado proibido sobre 'as sombras que se alimentam do pranto'.
Ele as chamou de Umbriferae, as portadoras da sombra fúnebre.
O tratado foi queimado junto com ele. Sobreviveu apenas uma frase, copiada à mão por um índio guarani que testemunhou a execução:
'Ela não está na escuridão. Ela é uma escuridão que sente. E tem fome!'.
Como se proteger
Não há proteção.
...Mas há um pacto!
Se A Coisa Umbriferal se aproximar, ofereça-lhe uma lembrança sua --a mais dolorida, a mais secreta, aquela que você guarda no osso do peito e nunca contou a ninguém.
Ela beberá essa tristeza e lhe dará uma noite de trégua.
Apenas uma!
...E você acordará mais vazio, com um buraco no formato exato daquela lembrança, mas vivo!
...Há quem diga que vale a pena!
Há quem diga que é melhor ser devorado de uma vez.
By Santidarko
Personagem by Santidarko
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