terça-feira, 7 de julho de 2026

Gothimangá(*Wester Ghothic) :Franco Estranho -- O Ronin Gótico;A Infeliz Alice das Macabrarias;Lord Orloky Karnstein

Definição Mangótico/Gothimangá: cunhados e desenvolvido Por Santidarko 


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Eles chegaram a Dustgrave, uma pacata e estranha cidade.

O cavalo de Franco Estranho parou sozinho na entrada do Saloon.
Nenhum relincho.
Nenhum casco inquieto. 


...Apenas silêncio!

Alice desceu de uma carruagem  que a trouxe. Sua bengala de coelho tocou o chão de terra batida. 

Lord Orloky Karnstein chegou a pé. 
Seu sobretudo pesado não estava empoeirado. Seu cabelo continuava estranhamente úmido. Seus frascos secretos tilintaram sob o tecido.

 Ele sentiu o cheiro da cidade: algo antigo, algo oco, algo que também tinha fome.

...Nenhum deles se conhecia. 



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Franco Estranho -- O Ronin Gótico



...Ninguém sabe de onde veio.

 Alguns dizem que foi um samurai sem mestre que vagou do Japão até os portos da Espanha. 


Outros juram que foi um corsário que saqueou um templo amaldiçoado e de lá trouxe uma katana e uma sentença.

...Há ainda os que acreditam que ele nunca foi homem: é apenas uma cicatriz no mundo, deixada por algo que não deveria ter acontecido.

A única verdade é esta: Franco Estranho , não morre!

Lâminas o atravessam!
 Balas o perfuram.

... O fogo o consome!

O mar o engole. 

...E ele sempre se ergue!

Sua pele é pálida como luar de cemitério. Seu lenço negro jamais desata. Sua katana jamais enferruja. Ele não busca vingança, não protege ninguém, não declara nada. 

Apenas caminha, de vilarejo em vilarejo, de porto em porto. Onde ele para, o silêncio se torna mais pesado. Onde ele luta, o que morre não é apenas o corpo.

Chamam-no de O Ronin Andaluz. 
O Corsário Silente. 
O Afogado que Caminha.

Mas nos sussurros dos pescadores e nos arquivos lacrados da inquisição, ele tem um só nome:

Franco Estranho.

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A Infeliz Alice das Macabrarias


A Dimensão: Deliriumbre

...Deliriumbre é uma dimensão de puro delírio!

 Talvez fora criada por deuses ou demônios; como uma febre que tomou consciência. 

Lá, as montanhas piscam como olhos, os rios são feitos de tinta que escreve sozinha e o céu muda de cor conforme o humor de quem ousa olhar para ele.

 No centro desse plano impossível, uma entidade chamada : A Divina Alucinação, pulsa como um coração exposto, gerando realidades que se desfazem segundos depois de nascer.

Nenhum humano deveria acessar Deliriumbre. 

Mas Alice, ainda criança, durante uma febre que a deixou entre a vida e a morte, atravessou a membrana entre os mundos.

... Ela viu a Divina Alucinação. 

...E a Divina Alucinação a reconheceu!

Quando Alice acordou, seus olhos nunca mais refletiram luz. 

...'Refletiam coisas!'.



Os Poderes

Alice não controla fogo, trevas ou morte. Seus dons são distorções da realidade, fragmentos de Deliriumbre que ela carrega consigo:


●Sussurro da Alucinação: 
Sua voz faz o mundo ao redor duvidar de si mesmo. Paredes respiram. Sombras criam olhos. Quem a ouve enxerga o que sempre esteve ali, mas que a sanidade escondia.


●Toque do Delírio: 
Com sua bengala de cabeça de coelho, Alice pode fazer objetos esquecerem sua natureza. Uma cadeira se torna uma boca. Uma porta se torna uma garganta. As coisas viram criaturas por instantes, e esses instantes são suficientes.


●Pupilas de Deliriumbre: 
Quem cruza o olhar com Alice por mais de três segundos vislumbra a dimensão do delírio. Alguns desmaiam!

Alguns acordam gritando. Outros acordam sorrindo -- e esses jamais se recuperam.


● O Chá Amargo: 
Alice prepara um chá escuro e fumegante. Quem o bebe vê a própria morte. Não como previsão, mas como certeza absoluta. Ninguém jamais termina a xícara.



A Maldição

Alice não é livre!

 Deliriumbre quer usá-la como porta para invadir o mundo real e dissolvê-lo em delírio puro. A Divina Alucinação sussurra em sua mente, chamando-a de 'filha', ensinando-a a desfazer a realidade como quem desmancha um tricô.

Alice luta!
...Isola-se. Evita o toque. 

Foge do olhar alheio.

Ela sabe que, se um dia perder o controle, o mundo se tornará uma extensão de Deliriumbre. As cidades virarão espirais. As pessoas se tornarão criaturas de costuras e pupilas.

Por isso a chamam de a Infeliz. Não porque ela sofra. Mas porque sua existência é uma sentença: a salvadora que ninguém pediu, a destruidora que ninguém merece.


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Lord Orloky Karnstein -- O Lorde do Silêncio



Ano de 1673. O jovem Lorde Orloky Karnstein era um estudioso, um homem de livros e mapas, recluso em seu castelo nos Cárpatos. 

Ele não ambicionava poder, não desejava sangue, não buscava imortalidade. 

...Tudo o que queria era silêncio e conhecimento.

...Mas sua linhagem já estava marcada!

Uma prima distante, a Condessa  Karnstein, havia sido acusada de vampirismo e morta por camponeses enfurecidos. 

A maldição da família, porém, não terminou com ela. 

Algo no sangue dos Karnstein era propenso a atrair o horror.

.E o horror veio buscar Orloky!

...Em uma noite sem lua, uma criatura invadiu o castelo. 

Não um morcego, não um lobo, mas uma sombra com dentes. 
Orloky lutou! Mas a sombra não queria matá-lo: queria transformá-lo. 

Mordeu seu pescoço, bebeu sua vida, e então verteu em seus lábios um líquido negro e frio.

Orloky morreu naquela noite. 
...E renasceu!

Quando acordou, seu coração estava silencioso. Sua pele, cinzenta. Seus olhos, brancos como os de uma estátua. 

Ele não sentia mais fome, sede, sono ou calor. Sentia apenas uma coisa: uma fome nova, uma sede que a água não saciava e o alimento não matava.

Ele era um vampiro. O último da linhagem Karnstein.



Os Frascos Escondidos

A sede de Orloky não era por sangue. 
...Era por algo mais profundo: essência. 



Mas Orloky odiava o que se tornara. 

Ele não queria ser um monstro. Não queria que soubessem o que ele era. Então aprendeu a esconder sua natureza.

Descobriu que, se coletasse apenas sangue de animais -' o suficiente' para saciar a fome, mas não o bastante para matar ou enlouquecer -, ninguém notaria. 


Ele fabricou sete pequenos frascos de vidro escuro e os prendeu a um cinto de couro fino, que usa escondido sob o sobretudo. 

Ninguém jamais os viu!

 Ninguém sabe que eles existem. 

Cada frasco armazena o bastante, para que ele possa se alimentar aos poucos, em privacidade, longe dos olhos do mundo.

Os frascos tilintam quando ele caminha. Mas seu sobretudo é pesado, e o som é abafado. Se alguém nota algo, ele diz que são moedas, ou relíquias de família, ou simplesmente o vento!




A Vida Oculta

Lord Orloky Karnstein vivia isolado em seu castelo, cercado de livros e mapas antigos. Os aldeões o evitam, mas não por medo: por respeito. Ele é o nobre recluso, o estrangeiro educado, o senhor que nunca envelhece mas também nunca aparece.

Ele sai apenas à noite. Caminhava pelos vilarejos com seu sobretudo escuro, sua capa curta e rígida, seu cabelo negro e úmido. Cumprimenta os raros transeuntes com um aceno. Às vezes, para e conversa.

...E então, sutilmente, suga!

Um toque no ombro. Um olhar que dura um segundo a mais. Um aperto de mão. E a vítima perde algo pequeno: o riso que daria no dia seguinte, a cor exata do pôr do sol, o nome de um amigo de infância. Nada que faça falta imediata. Mas, com o tempo, as vítimas de Orloky vão se tornando pessoas mais tristes, mais vazias, sem saber porquê.

E ele, em seu castelo, abre os frascos e se alimenta no silêncio do seu quarto, onde ninguém pode ver.



A Maldição

Orloky odeia o que faz. Ele não escolheu ser vampiro. Ele não pediu a maldição Karnstein. Cada gole de essência é uma tortura moral, um lembrete de que ele é um parasita, um ladrão de almas. Mas a fome é insuportável. Se ele não sugar, começa a secar por dentro -- sua pele racha, seus olhos ardem, sua mente se enche de vozes.

Os frascos são sua vergonha e sua salvação. Ele os carrega como um segredo que o corrói, como um cinto de cilício feito de vidro e culpa.

Ele não quer companhia. Não quer amor. 
Não quer poder!

Quer apenas uma coisa:

Ser esquecido!



By Santidarko 
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