Falha na coluna da sustenção do Eu(psychical glitch)(*um poema sobre: a solidão,e o futuro com suas ultratecnologias para guerras
Não apenas á solidão comum a todo Ser humano, mas a angústia da desconexão autêntica sobre meandros de uma multidão,que busca o sublime no terrível,de não mais ser,ou pertencer a si mesmo; ...Não mais ao vento que uiva em picos nus, Nem ao oceano com seu deslizar inspirador; Um outro horror, silente e contínuo, Que tece-se em fios de um futuro cego. Sobre mim paira, qual nevoeiro impuro? O amanhã – abismo de vidro e sombra: Onde rostos, em luzes de escuro, São ecos vãos, miragens que assombram. Ah, a Solidão! Não a do ermo amigo, Onde a alma com o céu sussurrava em paz; É a multidão fria, um perverso perigo, Grito mudo,que em vãos jazem em circuitos! Mil vozes rompem a quietude almejada, Invasoras, vorazes, sem perdão; Máquinas de sombra, teia aprisionada, Sugam a calma, roubam a canção. Onde o ninho do pensamento puro? Onde o refúgio para o sonhar fugaz? Invadido por um clarão inseguro, Por pulsos de silício, frio audaz. O futuro? Um titã de passo duro, Cego, sem bússola, ...