Da esquerda para a direita :
1-Kaito Serizawa(*Apelido na Ilha :Averno)
2-Hikari Tachibana (*Apelido na Ilha:Thule)
3-Kaen Suzumura(*Apelido na ilha:Morrighan)
4-Rekka Hiuchi(*Apelido na ilha: Anko)
5-Renji Daigo(*Apelido na ilha(Grimmark)
6-Shun Akatsuki(*Apelido na Ilha:Kresnik)
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Introdução :
A Ilha
...A Ilha de Sanctum fica no extremo norte do arquipélago japonês, isolada por correntes marítimas traiçoeiras e envolta em nevoeiro durante nove meses do ano.
Oficialmente, é um centro de correção juvenil para jovens delinquentes de alta periculosidade. Na prática, é uma prisão sem muros, porque o oceano é a própria cela.
O nome 'Sanctum' foi escolhido ironicamente por um burocrata do governo: um 'santuário' para onde a sociedade envia aquilo que não quer ver.
...Mas, para os que vivem lá, Sanctum é tudo menos sagrado.
A ilha é pequena, dominada por um complexo de prédios de concreto cinzento construídos durante a era Showa, quando o local servia como posto de observação militar.
Hoje, as instalações foram adaptadas: dormitórios apertados, refeitório coletivo, salas de aula abandonadas, uma capela desativada e um pátio cercado por muros altos com arame farpado.
Tudo chega de avião, uma vez por mês, quando o nevoeiro permite.
Ninguém sai.
Ninguém entra!
O Diretor: Haruto Kagemori
Haruto Kagemori tem cinquenta e quatro anos e a aparência de um homem que envelheceu antes do tempo.
É magro, de ombros curvados, cabelo grisalho curto e óculos de aro fino que constantemente escorregam pelo nariz. Veste sempre o mesmo terno escuro, impecavelmente passado, como se a formalidade fosse a única coisa que o mantivesse de pé.
Sua voz é baixa, quase um sussurro, e ele raramente sorri. Quando o faz, é um sorriso vazio, sem emoção, como se tivesse esquecido o que significa estar feliz.
Kagemori era um burocrata do Ministério da Justiça, especializado em 'gestão de populações problemáticas'.
Quando o governo precisou de alguém para administrar a Ilha de Sanctum, ele se ofereceu voluntariamente. Não por ambição, mas por desespero!
Sua esposa sofria de uma doença degenerativa rara, e ele precisava de dinheiro para os tratamentos.
...O governo aceitou sua oferta, mas impôs uma condição: ele nunca poderia sair da ilha!
Kagemori aceitou. Sua esposa morreu dois anos depois, sem que ele pudesse vê-la uma última vez.
Hoje, ele é um homem vazio, que administra a ilha com a frieza de quem já perdeu tudo o que importava. Ele recebe as ordens do governo, mas também permite os experimentos farmacêuticos em troca de dinheiro que nunca poderá gastar. No fundo, ele sabe que é apenas outro prisioneiro.
O Líder dos Funcionários: Ginji Kurotaki
Ginji Kurotaki tem quarenta e oito anos e o corpo de um homem que passou a vida carregando peso.
É baixo e atarracado, com cabelo preto ralo e uma cicatriz que cruza o lábio superior, resultado de uma briga em um canteiro de obras décadas atrás. Suas mãos são grossas, cheias de calos, e ele fala com um sotaque carregado de Tohoku, que os internos aprendem rapidamente a temer.
Kurotaki não era guarda de prisão.
Era operário de construção civil, até ser preso por agressão qualificada após um incidente que ele nunca explica. Em vez de cumprir pena, recebeu uma proposta: trabalhar como 'supervisor'na Ilha de Sanctum, onde sua força bruta seria útil. Ele aceitou sem hesitar.
Ao longo dos anos, Kurotaki tornou-se o líder informal dos funcionários.
Ele conhece cada canto da ilha, cada segredo dos internos, cada brecha no sistema. Foi ele quem percebeu, anos atrás, que as fichas dos internos eram estranhas: jovens de famílias humildes, mas com crimes que não batiam com seus perfis psicológicos.
Ele não se importa. Para Kurotaki, os internos são apenas números, e números podem ser vendidos!
Ele é o braço direito de Kagemori e o chefe operacional da ilha. É ele quem negocia com as farmacêuticas, quem organiza os 'testes'de medicamentos, quem decide quais internos serão cobaias. E é ele quem mantém a ordem entre os funcionários, usando uma mistura de medo e recompensa.
A Primeira Camada: A Ilha de Correção
Quando os seis protagonistas chegam à Ilha de Sanctum, encontram um lugar de rotinas rígidas e silêncio opressivo.
Os funcionários os tratam com desprezo e desconfiança. As fichas de cada interno são lidas em voz alta na chegada, diante de todos os outros, como um ritual de humilhação.
...Kaen Suzumura, a garota de cabelo ruivo curto e sorriso desafiador, é acusada de incêndio criminoso com morte. Ela ateou fogo em um galpão com trabalhadores.
Ela protesta, grita, chuta a mesa!
Ninguém acredita!
Os internos protestam, cada um à sua maneira.
'As fichas estão erradas!
Nós não fizemos isso!'
Mas o Diretor Kagemori apenas responde, com sua voz baixa e cansada:
'Não me interessa o que vocês fizeram ou deixaram de fazer. Aqui dentro, vocês são o que as fichas dizem que são. E as fichas dizem que vocês são perigosos.'
A Segunda Camada: A Verdade dos Internos
O que os funcionários não sabem é que os seis protagonistas não são criminosos comuns. Eles são filhos de inimigos políticos do governo.
O pai de Kaito Serizawa era um jornalista investigativo que estava prestes a expor um esquema de corrupção no Ministério da Defesa.
Ele foi preso antes de publicar a matéria, e Kei foi enviado para Sanctum como um aviso: continue calado, ou seu filho paga.
A mãe de Shun Akatsuki era uma cientista que se recusou a trabalhar em um projeto militar secreto. Ela foi demitida, depois presa por 'traição', e Yume foi enviada para a ilha para garantir que a mãe não falasse com a imprensa.
...
Os seis percebem, gradualmente, que não estão na ilha por causa de seus crimes.
...Estão lá porque alguém em suas vidas se recusou a obedecer. A ilha é a coleira que mantém os dissidentes silenciosos.
A Terceira Camada: A Seita dos Funcionários
Os funcionários da Ilha de Sanctum nunca saem. Tudo chega de avião, uma vez por mês, quando o nevoeiro permite.
Eles não têm famílias, ou fingem não ter!
Eles não têm contato com o mundo exterior, exceto através das telas dos computadores na sala administrativa. E, aos poucos, a isolamento os transformou.
No início, eram apenas funcionários cumprindo ordens. Mas, com o tempo, começaram a criar suas próprias regras. Começaram a acreditar que estavam ali por um propósito maior. Começaram a se ver não como guardas, mas como sacerdotes de um culto que eles mesmos inventaram.
A capela desativada da ilha foi reaberta, não para missas, mas para reuniões secretas.
Os funcionários criaram rituais macabros, misturando crenças antigas com superstições modernas. Eles acreditam que os internos são 'almas corrompidas',que precisam ser purificadas.
...E a purificação, para eles, tem um preço!
Foi Kurotaki quem teve a ideia, anos atrás.
Ele percebeu que alguns dos funcionários mais antigos estavam desenvolvendo doenças: câncer, problemas cardíacos, distúrbios neurológicos. Doenças que exigiam tratamentos caros.
...E ele percebeu que os internos eram a solução!
Com o consentimento silencioso do Diretor Kagemori, Kurotaki começou a vender os internos para grandes farmacêuticas.
As farmacêuticas precisavam de cobaias humanas para testar novos medicamentos, e a ilha era o lugar perfeito: isolada, sem supervisão, cheia de jovens descartáveis.
...Em troca, as farmacêuticas pagavam generosamente :os medicamentos aprovados eram distribuídos entre os funcionários, para que pudessem tratar suas doenças !
Mas a cura respectiva, nunca fora o único objetivo!
Para a seita, os experimentos são um ritual. Eles acreditam que, ao testar medicamentos nos internos, estão 'purificando'suas almas, transformando-os em 'vasos' para algo maior.
Eles criaram um altar na capela, onde registram os nomes dos internos que morreram durante os testes, como se fossem mártires de uma causa sagrada.
Kurotaki não é religioso. Ele acha a seita ridícula.
...Mas ele a usa!
A seita mantém os funcionários unidos, obedientes e leais. E, para Kurotaki, lealdade é a única coisa que importa.
As Três Camadas de Sanctum
Sanctum é uma ilha de camadas.
Na superfície, é um centro de correção para jovens delinquentes, administrado por funcionários que acreditam estar fazendo um trabalho necessário.
Abaixo da superfície, é uma prisão para filhos de inimigos políticos, mantidos como reféns para garantir a obediência de seus pais.
E no subsolo, onde a luz não alcança, é um laboratório secreto, onde jovens são vendidos para farmacêuticas como cobaias, e onde uma seita de funcionários enlouquecidos acredita estar purificando almas.
Os seis protagonistas chegaram à ilha pensando que eram criminosos em busca de redenção. Agora, precisam descobrir a verdade antes que as três camadas de Sanctum os esmaguem.
O Primeiro Dia
O avião que trouxe os seis protagonistas pousou no início da tarde, quando o nevoeiro estava mais ralo. Eles desceram algemados, escoltados por dois funcionários armados, e foram levados para o prédio administrativo, onde o Diretor Kagemori os esperava.
A sala era fria, mal iluminada, com uma mesa de metal no centro e cadeiras de madeira quebradas ao redor. Kagemori estava sentado atrás da mesa, lendo as fichas dos novos internos. Kurotaki estava em pé ao lado dele, com os braços cruzados, observando os jovens com um sorriso torto.
'Leia,' ordenou Kagemori, empurrando as fichas na direção de Kurotaki.
Kurotaki pegou a primeira ficha e leu em voz alta, com seu sotaque carregado:
'Rekka Hiuchi'(. Dezessete anos. Invasão de sistemas. Traição.
...
Kurotaki passou para a próxima ficha:
'Renji Daigo'(Dezoito anos. Tentativa de homicídio.'
[...]
By Santidarko
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