*O colete ficaria embaixo do uniforme,aqui está uma representação de visualização, que seria invisível ou imperceptível.
Essa proteção serviria para precauções de ataques cardíacos ou danos aparentemente sem gravidade no esterno,em um decorrer esportivo.
(*foto e representação by Santidarko)
Todo mundo vê. Um goleiro leva uma bolada forte no peito, fica um momento sem ar, o jogo para, ele se recompõe e segue. O que não vemos é o trauma interno.
A Commotio Cordis não é um acidente raro; é uma possibilidade latente e subestimada. Ela não ocorre apenas por boladas de extrema velocidade, mas por um impacto preciso, no momento exato do ciclo cardíaco (na repolarização ventricular), em uma área específica sobre o coração.
Atualmente, os goleiros usam proteções para os ombros, cotovelos e quadris, mas o tórax – a caixa que protege o motor de todo o atleta – fica vulnerável sob a camisa.
A teoria do ECTO(*nome desenvolvido por mim)propõe :que essa vulnerabilidade é um erro crasso de segurança esportiva.
A ideia não é transformar o goleiro em um robô com equipamentos. É criar uma peça de tecnologia têxtil avançada, integrada ao seu uniforme(*localizada embaixo de seu uniforme clube-esportivo), que funcione como um 'Airbag ball', ou um 'Amortecedor de Deformação Controlada'.
O colete não seria rígido como os de outros esportes (tal como beisebol), pois isso limitaria a mobilidade, fundamental para um goleiro. Em vez disso, seria construído com camadas:
-Camada 1 (Contato com a pele):Tecido técnico, respirável e de secagem rápida.
-Camada 2 (Núcleo de Dissipação):*O cerne da teoria. Uma malha de polímeros de cristal líquido (LCPs) ou 'nomex', mesclada com espumas de absorção de impacto de célula aberta(semelhantes às usadas em capacetes modernos). Esta camada não é dura; é 'inteligente'.
Ela se deforma momentaneamente: upon impact, espalhando a força do choque por uma área superficial maior do tórax, impedindo que toda a energia se concentre em um ponto crítico do esterno.
-Camada 3 (Escudo Estrutural): Insertos finos e flexíveis de poliuretano termoplástico (TPU)ou poliestireno de alto impacto (HIPS)moldados anatomicamente para cobrir a região precordial (área do coração) ,e o centro do esterno.
Estes insertos seriais leves, não perceptíveis sob a camisa, são a verdadeira barreira física que impede a compressão traumática direta no coração.
-Camada 4 (Externa):Base do uniforme, com tecnologia de controle de temperatura.
Os Pilares deste ensaio
-Pilar 1: Prevenção, não reação.
A parada cardíaca por commotio cordis exige desfibrilação em minutos. Em muitos campos, especialmente em categorias de base ou interiores, o SAMU pode não estar acessível a tempo. A solução é evitar que o evento aconteça.
-Pilar 2: Psicologia do Atleta.Um goleiro que sabe que está protegido joga com mais confiança para se lançar aos pés do atacante ou para sair jogando com os pés sob pressão. Remove-se um medo subconsciente.
-Pilar 3: Aceitação Cultural.Por ser usado por
baixo da camisa, é discreto. Não fere a 'tradição' do visual do futebol, um argumento poderoso contra mudanças. É uma evolução invisível.
Possíveis Contrapontos e Refutações Teóricas
-É exagero, é muito raro.
Refutação:A morte de um atleta, por mais rara que seja, é inaceitável quando uma solução preventiva viável existe. Além disso, além da morte, há o risco de arritmias menos graves e contusões dolorosas que afetam o desempenho.
-Vai atrapalhar a mobilidade.
Refutação: Materiais modernos são extremamente leves e flexíveis. A teoria prevê que o colete será anatomicamente cortado, permitindo total liberdade de movimento dos braços e do tronco. O incômodo de usar uma peça leve é infinitamente menor do que o trauma de uma bolada no peito sem ela.
-Os goleiros não vão querer usar.
Refutação: Inicialmente, pode haver resistência. Mas assim como os jogadores de base aceitaram as proteções caneleiras modernas (que já foram muito menores), a educação e a demonstração de eficácia serão cruciais. Tornar o equipamento obrigatório nas categorias de base criaria uma geração acostumada a ele.
Conclusão e Próximos Passos Teóricos
A Teoria do ECTO não é sobre medo; é sobre evolução e respeito pela integridade física do atleta. O futebol moderno exige goleiros mais corajosos, ágeis e expostos a bolas cada vez mais potentes. É nossa responsabilidade fornecer a eles a proteção que a ciência já pode oferecer.
Próximas etapas para uma suposta validação:
1. Desenvolver protótipos com empresas especializadas em tecidos esportivos de alto rendimento.
2. Testes em laboratório com simuladores de impacto para medir a dissipação de força (usando normativas de outros esportes como baseline).
3. Testes de campo com goleiros profissionais e de base para avaliar conforto, mobilidade e aceitação.
4. Campanha de conscientização com médicos do esporte e federações para incluir o equipamento no regulamento.
O jogo não precisa se tornar mais perigoso do que já é. Podemos torná-lo mais seguro, sem perder sua essência. Esta é a proposta.
By Santidarko
Nenhum comentário:
Postar um comentário