Num contexto militar ,cunhado aqui por mim,neste meu ensaio, 'tecnologias de clareamento' :não se referem a tornar algo literalmente transparente como um vidro, mas sim, a um processo ativo e dinâmico de 'limpar' ou 'apagar' a assinatura detectável em uma plataforma militar próxima(tal como uma preparação para enxameamentos de drones ) .
O objetivo não é uma invisibilidade perfeita, mas sim ,reduzir a assinatura ao ponto, de o objeto ser confundido com um 'ruído de fundo', um fenômeno atmosférico ou um simples erro de sensor. É uma 'negação de assinatura' multiespectral.
Rorschach-drones:
Justificativa:O teste de Rorschach usa manchas de tinta ambíguas, onde o observador projeta o seu próprio significado.
Da mesma forma, este drone aparece como uma 'observação amorfa' nos sensores, e em observações de civis e especialistas, em solo; ...e cada analista militar pode interpretá-lo de uma forma diferente (inimigo, fenômeno natural, falha ou arma ainda 'não catalogada', mesmo ante, a possíveis conhecimentos de expertise), criando desunião e incerteza.
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Introdução: O Enigma Tático
Os recentes avistamentos e deteções de objetos aéreos não identificados (UAPs) sobre países da Europa apresentam características que os distinguem de aeronaves convencionais.
A análise de dados públicos sugere a presença de uma tecnologia de baixa observabilidade radicalmente eficaz, aqui designada como:Invisibilidade Tátil'.
O termo invisibilidade tátil não se refere à ficção científica, mas a uma combinação sinérgica de tecnologias de baixa observabilidade (stealth) de última geração.
A forma provável é inspirada em materiais naturais, como a semente de dente-de-leão (esferas ocos e leves) ou organismos marinhos bioluminescentes, que dispersam as ondas de radar de forma não convencional.
Rorschach-drones:
A fuselagem do drone seria composta por:
-Ligas de Metamateriais de Gradiente de Índice:Compósitos cerâmicos e poliméricos, com microestruturas projetadas para curvar ondas eletromagnéticas (radar) ao seu redor, em vez de as refletir.
-Polímeros de Absorção de Radiação : Materiais que convertem a energia do radar em calor residual, que é depois dissipado de forma controlada.
-Assinatura Visual:Utilizam-se Ecrãs de Camuflagem Ativa . Superfícies cobertas com píxeis flexíveis e de baixo consumo energético que, alimentados por câmaras de 360º, projetam em tempo real a imagem do céu atrás do drone no seu lado frontal, criando um efeito de transparência quase perfeita em condições de luz ideais.
-Assinatura Térmica:O maior desafio. A solução provável envolve um sistema de refrigeração por mudança de Fase com Líquido Iónico. O calor dos motores e sistemas eletrónicos é transferido para um líquido iónico com um ponto de ebulição extremamente baixo. Este, ao vaporizar, absorve grandes quantidades de calor.
O vapor é então circulado para as bordas da aeronave, onde é re-liquefeito por trocadores de calor que irradiam o calor residual de forma difusa e em baixa intensidade, mimetizando a temperatura ambiente.
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A propulsão silenciosa e a possível endurance de longa duração apontam para fontes de energia inovadoras. As hipóteses mais plausíveis são:
-Células de Combustível de Hidrogénio de Alta Densidade:
Utilizam hidrogénio armazenado em hidretos metálicos ou nanotubos de carbono, alimentando motores elétricos ultrassilenciosos. A única emissão seria vapor de água, rapidamente dissipado.
-Baterias de Estado Sólido de Lítio-Ar (Li-Air):Uma tecnologia ainda em laboratório, mas com potencial militar secreto. Oferecem uma densidade energética comparável à da gasolina, permitindo voos de muito longa duração.
-Recetores de Energia de Micro-ondas (Power Beaming):Esta é a hipótese mais disruptiva. Os drones poderiam ser alimentados remotamente por feixes de micro-ondas de alta frequência, transmitidos a partir de satélites ou estações terrestres secretas. Isto explicaria a endurance ilimitada e a dificuldade em rastrear a sua origem, pois nunca precisariam de aterrar para reabastecer.
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A sincronia de voo observada não é o resultado de uma única IA central, mas de uma arquitetura descentralizada e resiliente, conhecida como 'Enxameamento por IA de Consenso'.
Nó Mestre Tático (Tactical Lead - TL):
Uma unidade no grupo, ou um satélite, atua como coordenador temporário, definindo o objetivo macro (tal como mapear a rede de radar da costa).
IA de Consenso de Enxame (Swarm Consensus AI):
Cada drone possui uma IA individual capaz de perceção, decisão e comunicação ponto a ponto com os seus pares. Através de algoritmos de consenso (semelhantes aos usados em blockchains), o enxame auto-organiza-se para cumprir a missão. Se um drone é perdido, o enxame reconfigura-se automaticamente.
Não há um 'cérebro central' para destruir.
Navegação por navegação Inercial e SigNav (Navigação por Sinal):A navegação primária é feita por sistemas inerciais de altíssima precisão (giroscópios a laser).
Estes são atualizados de forma esporádica e encriptada através de sinais de satélite (SigNav) ou estações terrestres, tornando-os imunes a interferências de GPS convencionais.
A Questão estratégica: Por que não são abatidos?
A relutância em abater estes objetos é uma decisão estratégica, não uma total incapacidade. As razões são multifacetadas:
Talvez seja mais valioso observá-lo, estudar a sua tecnologia e os seus padrões de missão, para recolher informações.
Mesmo que detectados, a sua manobrababilidade e baixa assinatura tornam-nos alvos difíceis para mísseis ar-ar concebidos para combater aeronaves convencionais.
A origem propositadamente ambígua (nem claramente hostil, nem identificável) é uma arma. Gera desinformação, desvia recursos de inteligência e semear a discórdia entre aliados. É uma estratégia de 'guerra cinzenta'.
Tentar abatê-lo e falhar é pior do que não tentar. Exporia publicamente as lacunas nas defesas aéreas nacionais.
O fenômeno é provavelmente o resultado de um programa de armas secretas de uma potência global, testando uma nova geração de sistemas de vigilância e reconhecimento em ambientes operacionais reais.
By Santidarko
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