'Diafragma da Teoria':
Não linearidade como uma segunda regra (não exceção)
"Causas não precedem efeitos: co-emergem em redes de força".
-Santidarko
Em sistemas quânticos entrelaçados (como no experimento de Alain Aspect), a causalidade é substituída por correlação não local : Partículas gêmeas reagem simultaneamente, sem mediação temporal.
O tempo não é uma linha, mas uma teia de eventos interdependentes; Um gesto no presente (ex:cortar uma árvore) 'não causa' um efeito futuro primordial, mas reconfigura todo o campo relacional (solo, clima, 'comunidades invisíveis' do solo), agora em curso a outros eventos não lineares.
Mediação dos Invisíveis:
"Agentes não humanos também são co-criadores de causalidades".
-Santidarko
Metáfora técnica: Como partículas em superposição,que 'colapsam' apenas quando observadas; a causalidade-alternada somente se manifesta quando interferida em certos pontos de seu curso.
>Resultante: Eventos são ritmos de ressonância 'nesta rede'.
Parece tão óbvio: primeiro vem a causa, depois o efeito. Aperto o interruptor (causa), a luz acende (efeito). Jogo a semente na terra (causa), a planta cresce (efeito). Nossa mente adora essa linearidade, essa sensação de controle e previsibilidade. Mas e se essa visão estiver profundamente incompleta? E se causas e efeitos não fossem eventos separados em uma fila, mas sim co-emergissem, entrelaçados, dentro de redes complexas?
A ideia de que 'causas não precedem efeitos': co-emergem em redes, dá um nó na cabeça, mas faz sentido quando olhamos para sistemas complexos.
Imagine uma discussão acalorada entre duas pessoas. Quem começou? Foi o comentário sarcástico de A, ou a expressão facial fechada de B que veio antes? Na verdade, a tensão surgiu da interação...entre ambos, do contexto, do histórico, do tom de voz que ecoou mal.
A causa da briga não é um ponto isolado; é o próprio padrão dinâmico da rede de comunicação entre eles naquele momento. Ação e reação se retroalimentam instantaneamente, co-emergindo da relação.
Olhe para o corpo humano. Você sente medo (efeito) e seu coração acelera (causa do aumento de adrenalina?), mas a aceleração do coração também faz parte da sensação do medo.
O que veio primeiro? A emoção ou a resposta fisiológica?
Eles surgem juntos, como aspectos inseparáveis de um único processo neurofisiológico dentro da rede complexa do organismo.
Ou pense no mercado financeiro. Uma queda brusca (efeito) é atribuída a más notícias (causa). Mas a própria reação dos investidores à notícia – o pânico, as vendas em massa – é que amplifica a queda, criando um novo contexto (causa para mais pânico?). A causa não está só na notícia inicial, mas na rede de reações, algoritmos, e interconexões que fazem o evento e sua consequência se desdobrarem como uma única onda complexa.
Conclusão:
Abandonar a ideia rígida de causa precedendo efeito não é negar a causalidade, mas reconhecer sua natureza profundamente, relacional e sistêmica. O mundo não é uma sucessão de dominós caindo em linha reta. É um vasto, intrincado e dinâmico tecido de relações.
Causas e efeitos são como nós nesse tecido – não existem isoladamente. Eles se definem mutuamente, emergem juntos das interconexões, das retroalimentações e dos padrões que se formam na rede em um dado momento. Entender isso tira o foco da busca por um culpado, ou um ponto de origem único, e nos direciona para a compreensão das relações, dos padrões,e do contexto que permitem que certos fenômenos – causas e efeitos entrelaçados – venham a existir.
É uma visão mais humilde, mais complexa e, talvez, mais próxima da trama pulsante da realidade.
By Santidarko
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