domingo, 19 de outubro de 2025

(O Dossel Somnial)(A curvatura de Devir)(Clarões Sônios)(Destelhos Eletrum Oneiros)(Cosmogônico onírico)




O movimento do eixo de uma mente na Correnteza Proscópica  ou na trasladação do Véu Sônambulo.


Uma curvatura semelhante á da Terra,mas nomeados de :onírico ;da qual ,sonhos intensos ou premonitórios causam 'relâmpagos' que são visíveis a sensitivos Somniais , ou observáveis a mentes senso-somniais.

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Da Curvatura Onírica e dos Clarões Sombrios: --Uma Teoria Particular--
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A Geografia do Invisível

Assim como a Terra possui sua atmosfera, composta de camadas de ar e energia, o próprio ato de sonhar coletivamente gera uma esfera sutil que envolve o Mundo material. 

Assim então, a chamo de Geosfera Onírica-- a atmosfera da alma humana. Ela não é composta de gases, mas de 'Eidolon', a substância bruta da emoção, da memória e do devaneio.

Em seu ponto mais elevado, onde o Eidolon se torna mais 'puro', encontra-se a 'Cúpula Sônambula'. 

É aqui que a curvatura se manifesta. Essa cúpula age não como um espelho, mas como uma lente de sensibilidade colossal, focando e intensificando os sonhos de potência extraordinária. Um sonho comum é uma gota de chuva neste oceano. 

...Mas um sonho premonitório, um pesadelo visceral ou um êxtase visionário é uma pedra lançada às águas. E o impacto, contra a superfície interna da Cúpula Sônambula, gera o fenômeno.



A Gênese do relâmpago e a natureza do Sensitivo

'O relâmpago'que se vê não é fogo, mas um 'Clarão Sombrio'--uma ruptura instantânea e violenta de puro significado.

Ele não ilumina; ele 'impressiona'. Não carrega uma imagem nítida do futuro, mas sim a carga emocional crua, o cerne de terror, de alerta ou de esperança do que está por vir.

Algumas mentes, que nomeio de 'Sensoriais Oníricos'ou 'Arquitetos Senso-Noturnos possuem uma constituição psíquica peculiar. 

Elas não veem o Clarão com os olhos, mas sim o 'sintonizam' com o que poderíamos chamar de um 'órgão de sentido onírico', adormecido na maioria. É uma percepção que se assemelha a:

● Um calafrio súbito e profundo, sem causa aparente.
● O sabor metálico do perigo na língua.
● A vívida e fugaz impressão de um lugar ou pessoa, acompanhada de uma certeza visceral.
● Um zumbido nos ouvidos, como o eco de um trovão distante.

Para esses, o mundo ganha uma segunda paisagem, sobreposta à material: uma topografia de presságios e ecos.



A Teia do Silêncio: Formas de Comunicação

Os Arquitetos Senso-Noturnos, ao sintonizarem a mesma Cúpula Sônambula, podem 'estabelecer comunicação'. 

Essa, no entanto, não se dá por palavras. A linguagem da Geosfera Onírica é a das sensações puras e das imagens-símbolo.


O Eco Ressonante:
Quando um Clarão Sombrio atinge a Cúpula, Sensoriais em diferentes partes do globo podem receber o mesmo calafrio, o mesmo pressentimento, ao mesmo tempo. É uma comunicação involuntária e coletiva, um coro de angústia ou alívio.


A Ponte de Devaneio:
Dois Sensoriais, profundamente conectados (por laços de sangue, amor ou trauma compartilhado), podem, em estado de vigília relaxada ou meditação, projetar um 'Sussurro Intencional'. 
...Isto é, concentram-se numa imagem simples -- um barco, uma chave, um campo de papoulas -- e a 'empurram'em direção ao outro através do Eidolon. O receptor não ouve palavras, mas a imagem impõe-se em sua mente com uma clareza incomum.


Os Faróis da Cúpula:
Um Sensoryal particularmente forte pode, em vez de receber, tornar-se um farol. Através de um sonho lúcido e dirigido, ele pode gerar seu próprio Clarão, menor e controlado, não de premonição, mas de aviso ou chamado. Um sinal para os outros navegantes da noite de que algo de grande importância está prestes a desdobrar-se no tecido do porvir.

Em suma, a Cúpula Sônambula é o nosso céu interior. E os Clarões Sombrios são as estrelas cadentes desse firmamento -- fugazes, proféticos e visíveis apenas para aqueles que aprenderam a 'olhar para o escuro' .

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Poema: O Arauto da Cúpula Sombria



Tu, que habitas a fronteira do sono,
Onde o pensamento é gérmen, e o tempo é irreal,
Ó mente que, à vigília, ainda é dona
Do eco do abismo e do clarão sideral!

Não vês tu, Sensoryal, na noite mansa,
Quando o mundo mortal em trevas desce,
Uma outra luz, que cintila e avança,
Onde o futuro, em semente, aparece?

Não é o raio que o cíclope forja em fúria,
Nem o astro benigno que aos navegantes guia;
É um sol de pressentimento, na curta fúlgida
De um instante, todo um Destino ardia.

Esse clarão que rompe a Cúpula vã,
Não é fogo, é Ideia, pura e crua,
Um grito do Porvir na escuridão,
Que tua alma, não os olhos, argui.

E quando outro Arauto, noutra solidão,
Lançar seu sinal para o firmamento onírico,
Teu ser, qual harpa eólia, em vibração,
Captará a melodia do enigma métrico.

Assim navegais, vós, sobre o mar de Idea,
Onde sonhos são tormentas, e visões, constelação,
Lendo, no livro da noite imperfeita,
O verso eterno da Criação.





By Santidarko 

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