Não consigo me livrar da ideia de que estamos entendendo o observador na mecânica quântica de forma demasiadamente passiva. O observador não é apenas um 'vidente'que destrói a função de onda, ao olhar. Ele é um participante ativo, cuja própria expectativa emocional e cognitiva imprime uma 'assinatura na realidade', influenciando a resolução do estado quântico.
O experimento do Gato de Schrödinger é um paradoxo porque coloca um estado de superposição (vivo/morto) em contato com um observador macroscópico (nós).
...Mas,e se o observador não for uma entidade binária (consciente/inconsciente), mas um sistema complexo que emite um campo de intenção probabilística?
O ato de abrir a caixa não é um interruptor binário. É um processo. No nanossegundo em que o fotão entra na caixa e interage com o sistema para levar a informação ao olho do observador, a assinatura desse já está ativa, influenciando sutilmente como essa interação ocorrerá. É como sintonizar um rádio: você gira o botão (sua assinatura) e capta a estação (o resultado) que mais se alinha com a sua frequência.
O gato não está vivo ou morto até que um observador com uma 'assinatura específica' interaja com o sistema. O resultado é, portanto, uma co-criação entre o aparato quântico puro e o campo probabilístico único da consciência do observador. Isto não viola a física, apenas a expande para incluir a consciência como uma força física real, ainda que infinitesimal, no teatro quântico.
Isso explicaria por que experimentos delicados podem ter resultados ligeiramente diferentes com pesquisadores diferentes... e por que às vezes temos 'pressentimentos'que parecem alterar o curso dos eventos. Não estamos prevendo o futuro; estamos, de forma muito sutil, ajudando a criá-lo no momento da observação.
Introdução e Fundamentação Teórica:
A mecânica quântica estabelece que: o ato de observação influencia o sistema observado ( colapso da função de onda). Tradicionalmente, um observador é definido como qualquer aparato de medição clássico, evitando-se a discussão sobre consciência.
No entanto, interpretações como a de Von Neumann-Wigner sugerem um papel mais fundamental para a consciência.
Paralelamente, a neurociência cognitiva estuda a 'consciência de acesso'(a informação disponível para relato e ação) e a 'consciência fenomênica'(a experiência subjetiva em si). Sabemos que o cérebro processa uma quantidade enorme de informações de forma inconsciente, e apenas uma fração pequena e editada chega à nossa consciência de acesso.
A teoria da Relatividade da Consciência Observacional proposta aqui,postula que:
> O ato de observação que causa o colapso da função de onda não é um fenômeno binário (observa/não observa), mas sim relativo ao nível de processamento de informação consciente do sistema observador. Um sistema pode observar...sem colapsar a função de onda ,se sua consciência de acesso' não for engajada'.
Se um aparato de medição registra o estado de uma partícula quântica (ex:um fotón passa ou não passa por um polarizador) e esse resultado é:
> a) Processado e armazenado por um computador (sistema inconsciente),
> b) Posteriormente, exibido em uma tela e lido por um humano consciente (sistema consciente),
Quando o colapso da função de onda realmente ocorre?
> 1. No momento da medição pelo aparato (interpretação padrão)?
> 2. No momento em que a informação atinge a consciência do humano (interpretação consciência-causa)?
> 3. Ou em um estado intermediário, onde a informação existe ,mas não foi 'conscientemente observada?
O paradoxo é: a informação quântica existe em um estado de superposição de observado/não observado, dentro do sistema inconsciente (o computador).
O sistema possui a informação, mas não a sabe de forma consciente. A teoria sugere que, nesse estado, a função de onda não está totalmente colapsada para um eigenestado definido, mas sim,em um estado de coerência quântica degradada, ainda suscetível à influência de um observador consciente final.
Premissa A (Física Quântica):O ato de observação é irreversível e causa o colapso da função de onda.
Premissa B (Neurociência): A consciência não é um processo binário, mas um espectro contínuo de acesso à informação.
Premissa C:O colapso é relativo ao nível de consciência do observador.
Conclusão Paradoxal:
Um evento quântico pode ser considerado observado por um sistema (um computador) e 'não observado'por outro (um humano) ao mesmo tempo, criando uma inconsistência sobre o estado real do sistema quântico. A seta do tempo do colapso torna-se ambígua.
Segunda Conclusão:
O Paradoxo do Observador Inconsciente, derivado da Teoria da Relatividade da Consciência Observacional, não busca resolver o problema de medição, mas sim refiná-lo, introduzindo uma variável contínua (a consciência) onde antes se assumia uma discreta. Ele serve como uma ponte provocativa entre disciplinas, argumentando que uma compreensão completa da realidade quântica pode exigir uma compreensão igualmente completa da natureza da consciência.
(*Uma consciência específica pode sim,alterar um futuro estado das coisas).
By Santidarko
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