sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Teoria da cromatose mnemônica: O refúgio dos artefatos em um Mundo descarnalizado


Cryothália(Do grego 'kryos'+ 'thalía') 
Significado: A beleza paradoxal encontrada na solidão em dias frios, ou em espaços vazios nos limiares de uma cidade durante á noite.(* ora pode ser também um dia de verão,mas sem estar perto de grupos de pessoas)

Alguém que carrega consigo,uma sombra emocional inescapável.

Nome e significado cunhado by Santidarko 
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Pessoas que temem a vida cotidiana baseada em serviços digitais,em uma evolução  de Mundo,rápido demais;em possibilidades de vida não  humana em lugares do cosmos;pessoas que estão comprando discos,fitas k7 ou DVDs, para se sentir-se em memórias reais .

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Vivemos uma 'Necrose do Tangível'.
 A aceleração digital — serviços efêmeros, inteligência artificial ubíqua, promessas de colonizar Marte — não é apenas progresso; é uma 'desmaterialização violenta da experiência humana'. E diante disso, surge um grupo silencioso: os "Arqueólogos do Presente'. 
Pessoas que compram discos de vinil, fitas K7, DVDs,não por nostalgia ingênua, mas como ato de 'resistência biológica'.  


Os Três Medos que Alimentam a Cromatose:

1. O Vácuo dos Serviços Digitais:
Spotify, Netflix, nuvens... são serviços sem raízes. Não se possui nada; aluga-se acesso. Quando o servidor cai, sua identidade musical/cinematográfica desaparece. 
O medo? 
'Ser apagado junto'.


2. A Aceleração Traumática:
 A IA reescreve profissões em meses; notícias cósmicas (exoplanetas, buracos negros) chegam como spam. O cérebro humano não evoluiu para digerir 'futuros simultâneos'. 

A resposta?
Desacelerar clandestinamente;girar um vinil é impor ritmo biológico à era digital.  

3. A Solidão Cósmica: 
 Se uma espécie biológica de vida pode estar em Europa (lua de Júpiter), por que meu café da manhã me parece tão insignificante? 
A desproporção existencial gera um vazio.

Segurar uma fita k7 — objeto que ocupou espaço na bolsa de alguém em 1995 — é reconectar-se a uma humanidade de escala palpável.


O Mecanismo da Cromatose Mnemônica
(Croma = cor; tose = degeneração; Mnêmica = memória)

A teoria propõe que o contato com objetos analógicos ativa memórias de plenitude sensorial.
- O chiado do vinil é o som do tempo materializado.  
- Rebobinar uma fita com um lápis é um ritual contra o imediatismo.  
- DVDs com menus físicos forçam pausas decisórias — nada de algoritmos sugando sua atenção.  

Isso gera'Ecos de Autenticidade'; sensações que serviços digitais não podem replicar porque falta a eles ,o acidente, o defeito, o rastro do uso humano.

 
Esses artefatos são âncoras mnêmicas. Quem os busca,não rejeita o futuro; está criando zonas de amortecimento emocional. É uma resposta orgânica à pergunta:  
> Como permanecer humano quando tudo conspira para nos tornar extensões de redes?

Colecionar DVDs não é sobre o filme em si — é sobre segurar a prova física de que você existiu ali, naquele momento, com aquelas pipocas queimadas e risadas fora de hora.


Conclusão Silenciosa:
Os Cromatóticos Mnêmicos (como a teoria nomeia esses resistentes) são os xamãs da era pós-digital. 

Eles lembram ao mundo que:  
- Memória não é armazenamento em nuvem; é cheiro de capa de disco/cds.  
- Existir não é ter perfil; é deixar marcas de dedo em um DVD emprestado.  

E enquanto'eles' falam de Marte, eu sussuro:  
>Meu cosmos cabe nesta minha humilde coleção. 

By Santidarko 


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