Acredito que toda dualidade — seja matéria/energia, onda/partícula, ou qualquer par fundamental — não surge com seu ponto inicial, mas revela-se apenas quando um observador (humano, instrumental ou cósmico) impõe uma definição.
...Eis minha lógica:
No instante zero de qualquer fenômeno, existe um campo indiferenciado de potencial.
Imagine o vácuo quântico: flutuações sem forma definida, onde 'matéria'e 'energia' são apenas rótulos futuros para algo que é, essencialmente, pura transformação. Nesse estado, não há dualidade — há processo.
A dualidade emerge quando uma pergunta é feita.
Exemplo:
- Se medimos um elétron como partícula, forçamos uma 'cristalização' de sua natureza.
- Se o interrogamos como onda, revelamos outra faculdade.
A chave aqui é: o fenômeno pré-existe, mas suas dualidades permanecem adormecidas até serem 'provocadas'por um contexto de observação.
O Ponto Inicial é Neutro; a Dualidade é Relacional?
Suponha que o Big Bang,no momento da singularidade, não havia matéria ou energia como entidades separadas — havia um tecido único de existência
A dualidade matéria/energia somente ganhou significado após a expansão, quando as leis termodinâmicas e a estrutura do espaço-tempo permitiram contrastes.
---Dualidade não é inerência; é consequência de relações.----
Imagine um único fóton viajando pelo vácuo por 13 bilhões de anos, sem jamais interagir. Ele tem dualidade onda-partícula?
Minha teoria-resposta:
Não. Ele é apenas 'o que é'.
A dualidade surge no instante em que algo (um detector, um olho) exige que ele se declare. A definição não cria a realidade, mas extrai uma face dela...
Dualidades são ferramentas de compreensão, não alicerces absolutos da realidade.Elas surgem logo após uma definição porque:
- Requerem um referencial (ex:onda somente faz sentido num espaço com interferência);
- São respostas às perguntas(ex.: "É contínuo ou discreto?).
O ponto inicial é um silêncio físico; a dualidade é a primeira palavra quando tentamos traduzi-lo.
Nota Pessoal
Esta teoria nega o dualismo ontológico (que vê duas 'coisas'independentes), e abraça um monismo relacional; há uma substância única, cujas aparências dualistas dependem de como a interrogamos.
...Talvez a própria noção de dualidade seja um artefato da nossa mente binária... mas isso é assunto para outros pontos de vistas.
By Santidarko
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