Projeto Minissubmarino : Black Turtle(*Personagem by Santidarko)
A designação oficial da arma é BLACK TURTLE, ou simplesmente BT.
Seu nome técnico completo é : Submarino Autônomo de Aderência e Guerra Assimétrica.
Trataria-se de um Veículo Submarino Não Tripulado de combate, ou UUV, operado por uma inteligência artificial autônoma, com supervisão remota opcional.
Seu nome é uma homenagem sombria à Turtle, o primeiro submarino de guerra da história, construído em 1775.
2. Forma e Aparência
O Black Turtle teria o formato de um submarino, mas compacto e arredondado, como uma tartaruga ou um carrapato gigante.
Mediria, aproximadamente, entre três e cinco metros de comprimento, com cerca de 5 metro de diâmetro.
Seu casco seria negro fosco, revestido com material absorvente de sonar e radar.
Não refletiria ondas.
Não brilharia.
Não existiria no radar.
Não possuiria telescópio nem periscópio.
Não precisaria!
Enxergaria o mundo através de sonar passivo, magnetômetro e sensores ópticos de curto alcance. Sua superfície seria lisa, exceto pelos discos de aderência retráteis na parte inferior — o ventre da tartaruga.
Sua propulsão seria feita por jato pulsado, semelhante ao movimento de uma lula, silenciosa. Hélices auxiliares retráteis permitiriam deslocamento rápido quando necessário.
3. Sistema de Acoplamento
O Black Turtle grudaria no casco de navios, barcos e submarinos tripulados usando quatro camadas redundantes de fixação.
A primeira seriam as ventosas magneto-hidráulicas.
Discos de neodímio encapsulados em polímero flexível bombeiariam água para fora, criando vácuo e magnetismo ao mesmo tempo. Funcionariam mesmo em casco pintado ou levemente incrustado.
A segunda seriam os eletroímãs pulsados.
Só ativariam no contato.
Soltam-se , nesta hipótese, com um pulso inverso instantâneo. Economizam energia e permitiriam liberação rápida.
A terceira seriam as garras mecânicas auxiliares. Três garras retráteis que mordem o casco como âncora. Revestidas de borracha, silenciosas, sem faísca.
A quarta é o adesivo biomimético.
Um polímero inspirado no pé da lagartixa, usando força de van der Waals, para cascos não ferrosos ou compostos.
O Black Turtle chegaria ao alvo lançado por um submarino-mãe, por um avião, ou até por um contêiner 'perdido'no mar.
Navegaria em modo silencioso até o alvo.
Sua inteligência artificial usa sonar passivo e magnetômetro para escolher o ponto ideal de acoplamento.
4. Armamento
O Black Turtle carregaria torpedos leves de curto alcance, entre duas e quatro unidades. Também poderia portar cargas moldadas para cortar ou emaranhar hélices, minas de aderência que grudam no casco e esperam o momento certo, e uma carga de autodestruição.
Se fosse capturado, detona e danifica o navio inimigo.
5. Guerra Eletrônica e Contrarradar
O Black Turtle lançaria boias de confusão no mar.
Essas boias emitiriam ruído de cavitação falso, simulando o som de uma hélice. Emitiriam eco de sonar falso, parecendo um submarino grande.
Emitiriam assinatura magnética falsa, imitando a massa de aço de uma embarcação real.
Lançadas em padrão, criariam uma flotilha fantasma no radar inimigo. Autodestriam-se após dez minutos, deixando apenas o rastro da confusão.
O Black Turtle também poderia realizar ataques eletrônicos, emitindo pulsos eletromagnéticos curtos para queimar sensores inimigos, ou injetando ruído nas comunicações.
6. Capacidades de Combate
Além dos torpedos e das boias, o Black Turtle possuiria outras formas de combate.
Poderia atacar a hélice.
Acoplado ao casco, estende um cabo com carga moldada que corta ou emaranha a hélice.
O navio ficaria imóvel, alvo fácil.
Poderia escutar e espionar.
Grudaria no casco e ouviria tudo dentro do navio.
Transmitiria por fibra ótica ou pulso acústico. Poderia ficar meses adormecido, acordando apenas para transmitir.
Poderia minar de forma inteligente.
Grudaria uma mina no casco e espera o navio entrar em porto ou zona inimiga para detonar.
Poderia marcar e seguir.
Em vez de detonar, coloca um transponder e seguir o navio a distância.
Poderia agir em enxame.
Vários Black Turtles trabalhariam juntos.
Um grudaria e ouviria.
Outro lançaria boias.
Outro atacaria a hélice.
A inteligência artificial de enxame dividiria as funções.
Poderia servir de isca viva.
Simularia ser um submarino tripulado, atraindo torpedos inimigos para longe do submarino-mãe.
E poderia se autodestruir. Se capturado, detona e danifica o casco inimigo.
'Se eu vou, você vem comigo'.
7. Inteligência Artificial
O Black Turtle seria autônomo.
Decidiria sozinho o alvo, o ponto de acoplamento e o momento do ataque. Aprenderia com cada missão e compartilharia os dados com o enxame.
Sua comunicação seria difícil debaixo d'água. Usa cabo, sonar de curto alcance ou boia.
A supervisão humana seria opcional.
Pode operar em modo adormecido por meses.
É uma arma autônoma que decide matar. Esse é o seu maior dilema ético.
8. Limitações
Sua bateria seria limitada.
Precisaria recarregar com célula de combustível ou painel solar flutuante.
Sua comunicação submersa é difícil.
Só funcionaria por cabo, sonar ou boia.
Sua inteligência artificial pode ser hackeada ou confundida por contramedidas.
Sua aderência falha em cascos muito irregulares ou em alta velocidade.
....E há a ética!
Uma arma autônoma letal geraria dilemas morais e políticos ,que nenhum tratado resolvera ainda.
9. Ficha Resumida
O BLACK TURTLE, também chamado de BT-07, seria um minissubmarino autônomo de guerra assimétrica.
Negro, silencioso, sem telescópio.
Gruda no casco com ventosas magnéticas, eletroímãs, garras e adesivo biomimético. Armado com torpedos leves, minas de aderência e carga de autodestruição.
Lança boias que criam flotilhas fantasma no radar inimigo. Ataca hélices, espiona, mina, marca, engana e se sacrifica.
Guiado por inteligência artificial de enxame.
É uma arma que decide matar sozinha.
By Santidarko
Comentários