Não apenas á solidão comum a todo Ser humano, mas a angústia da desconexão autêntica sobre meandros de uma multidão,que busca o sublime no terrível,de não mais ser,ou pertencer a si mesmo;
...Não mais ao vento que uiva em picos nus,
Nem ao oceano com seu deslizar inspirador;
Um outro horror, silente e contínuo,
Que tece-se em fios de um futuro cego.
Sobre mim paira, qual nevoeiro impuro?
O amanhã – abismo de vidro e sombra:
Onde rostos, em luzes de escuro,
São ecos vãos, miragens que assombram.
Ah, a Solidão! Não a do ermo amigo,
Onde a alma com o céu sussurrava em paz;
É a multidão fria, um perverso perigo,
Grito mudo,que em vãos jazem em circuitos!
Mil vozes rompem a quietude almejada,
Invasoras, vorazes, sem perdão;
Máquinas de sombra, teia aprisionada,
Sugam a calma, roubam a canção.
Onde o ninho do pensamento puro?
Onde o refúgio para o sonhar fugaz?
Invadido por um clarão inseguro,
Por pulsos de silício, frio audaz.
O futuro? Um titã de passo duro,
Cego, sem bússola, sem rumo ou véu;
Piso em jardins,que eu nem plantei;escuro!
Sob seu calcanhar de telas e desconsolos.
Tecnologia, Leviatã moderno,
Cujo hálito é o zumbido sem fim,
Invade o santuário taciturno
Onde eu, frágil, buscava qualquer mim.
Ó, Paz! Fantasma de asas tão leves,
Por que foges ao meu grito surdo?
Serás apenas pó, esquecida neve,
No turbilhão deste progresso absurdo?
Restará, quando o último chip findar
Seu canto agudo, artificial e raso,
Apenas um eco a soluçar no ar:
A alma – mera cópia imperfeita no vidraço?
By Santidarko
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