segunda-feira, 30 de junho de 2025

Falha na coluna da sustenção do Eu(psychical glitch)(*um poema sobre: a solidão,e o futuro com suas ultratecnologias para guerras



Não apenas á solidão comum a todo Ser humano, mas a angústia da desconexão autêntica sobre meandros de uma multidão,que busca o sublime no terrível,de não mais ser,ou pertencer a si mesmo;

...Não mais ao vento que uiva em picos nus,
Nem ao oceano com seu deslizar inspirador;
Um outro horror, silente e contínuo,
Que tece-se em fios de um futuro cego.

Sobre mim paira, qual nevoeiro impuro?
O amanhã – abismo de vidro e sombra:
Onde rostos, em luzes de escuro,
São ecos vãos, miragens que assombram.

Ah, a Solidão! Não a do ermo amigo,
Onde a alma com o céu sussurrava em paz;
É a multidão fria, um perverso perigo,
Grito mudo,que em vãos jazem em circuitos!

Mil vozes rompem a quietude almejada,
Invasoras, vorazes, sem perdão;
Máquinas de sombra, teia aprisionada,
Sugam a calma, roubam a canção.

Onde o ninho do pensamento puro?
Onde o refúgio para o sonhar fugaz?
Invadido por um clarão inseguro,
Por pulsos de silício, frio audaz.

O futuro? Um titã de passo duro,
Cego, sem bússola, sem rumo ou véu;
Piso em jardins,que eu nem plantei;escuro!
Sob seu calcanhar de telas e desconsolos.

Tecnologia, Leviatã moderno,
Cujo hálito é o zumbido sem fim,
Invade o santuário taciturno
Onde eu, frágil, buscava qualquer mim.

Ó, Paz! Fantasma de asas tão leves,
Por que foges ao meu grito surdo?
Serás apenas pó, esquecida neve,
No turbilhão deste progresso absurdo?

Restará, quando o último chip findar
Seu canto agudo, artificial e raso,
Apenas um eco a soluçar no ar:
A alma – mera cópia imperfeita no vidraço?


By Santidarko 


#falhanacolunadasustentaçãodoeu #psychicalglitch #psychicglitch #falhapsíquica #falhapsicológica




domingo, 29 de junho de 2025

Nefelibata (*Para a penumbra do teu sótão,onde esconde-se seu coração amedrontado)

 O céu — uma tumba de mármore rachado,  
Onde fulgores mortos se agoniciam.  
A Névoa sobe (aroma de um cadáver exalado com flores) ;
...Engolindo relógios que o tempo furtam.

Na praça, uma estátua decapitada  
Aponta o cotovelo para o abismo.  
Seus lábios de granito, uma ferada;  
Cuspindo silêncio e cinismo.

Tu vieste com passos de neblina fina,  
Trazendo lírios — mas de cera fria.  
Tua voz, uma fonte envenenada e divina...  
...Era a armadilha da melancolia.

Minha alma? Um espelho quebrado no cais,  
Refletindo mastros sem velas, sem rumo.  
Cada fragmento um abismo: jamais  
Se unirão sob esse luto importuno.

Os sinos tecem um sudário sonoro  
Por algo que morreu antes de nascer.  
O Vento, ladrão de folhas de ouro,  
Rasga anúncios de um amor qualquer.

O que resta? 
Sombras com fome de carne,  
Fiapos de gritos nos vitrais quebrados.  
O futuro? Um trem na noite a arder,  
Carregando sonhos estraçalhados.

... E a Névoa bebe o rio, a dor, o mito,  
Enquanto nos degraus da estação vazia,  
A Esperança — relógio sem ponteiro, maldito . 
Bate horas de pó e ironia.

 ...cruel,que ambos os mundos exigem. 
O meu e o seu!
Sabor de pó de estrelas extintas na língua.


By Santidarko 

#nefelibata #passosdeneblinafina #poemadesombrascomfomedecarne

sábado, 28 de junho de 2025

Crepúsculo de Chumbo(*um poema noir)






 Crepúsculo de Chumbo(*um poema noir)

A Lua, cadáver pálido suspenso no alcatrão,
Vaza seu leite frio sobre telhados retorcidos.
A Névoa, um vulto que das docas sangra um vão,
Engole ruas onde o Medo fora tecido.

Sob o arco-bote que geme um rumor profundo,
Das águas negras (Lete de betume e sal),
Emergem sussurros – promessas do Mundo,
Que o lodo devora, traiçoeiro e fatal.

Ela veio com olhos de tempestade serena,
Cabelos – noite líquida a escorrer.
Prometeu um refúgio, doce e nova pena...
...Fora o punhal de gelo ao me trazer.

Minha alma? Um lago congelado, vasto e liso,
Onde um fantasma dança, solitário e nu.
A Verdade que busquei com árduo siso,
Era um abismo mudo, sem céu, sem terra.

Os sinos dobram notas de chumbo gasto,
Pelo sonho que afundou, sem lápide ou perdão.
O Vento, harpista cego, entoa um canto vasto,
Sobre ossos que jazem sob essa solidão.

O que resta? Sombras que se alongam, tortas,
O eco de um riso na esquina a apodrecer.
O futuro? Um ocidente de cinzas mortas,
E o luar – este sudário a entorpecer.

... E a Névoa sobe, devagar, infinita,
Envolvendo o porto, o crime, o pranto mudo.
Enquanto a Alma, errante e maldita,
Desce as escadas do Tempo... 
...tudo escuro.


#poemanoir 

 By Santidarko 

sábado, 14 de junho de 2025

O Eixo Cósmico-Uma Teoria do torque quintessencial Universal(*A Corda de Pérolas)


Esta tese propõe uma teoria denominada:Teoria do torque quintessencial Universal;sobre a existência e natureza de um eixo de rotação preferencial para o Universo.

 Partindo da anisotropia residual do Fundo Cósmico de Micro-ondas e de anomalias na distribuição de quasares de alto redshift, postulo de forma imaginativa,filosófica  e teórica,que o Universo primitivo sofreu uma torção fundamental, cujo eixo é definido não por uma geometria Universal, mas por uma cadeia ('corda de pérolas') de Buracos Negros Supermassivos Primordiais formados durante a época de inflação caótica.

 Esses,atuando como'pérolas gravitacionais', alinham-se ao longo de uma direção privilegiada, impondo uma assimetria rotacional residual mensurável.  

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A noção de um eixo universal de rotação desafia o princípio cosmológico da homogeneidade e isotropia. Contudo, minhas simples,e teóricas conjecturas de um entusiasta  sugerem a existência de um 'direcionalismo cósmico'.

 Esta tese afirma:um torque quintessencial ou campos vetoriais exóticos, propondo um mecanismo de rotação de todo o Universo.


A  rotação Primordial:
A expansão inflacionária'esticou' essas regiões colapsadas, alinhando os momentos angulares intrínsecos,ao longo de um pseudo-eixo definido pelo gradiente do campo de inflação, naquela fase específica. 


-A Corda Gravitacional:
A interação gravitacional de longo alcance entre os buracos negros-supermassivos(via troca de grávitons virtuais e efeitos de maré pré-recombinação) estabilizaram, e refinou este alinhamento, formando uma estrutura filamentar esparsa –'a corda de rotação'. 

 Este campo imprime um momento angular residual médio não nulo ao plasma pós-Big Bang.  
 

'A Corda de Pérolas'não violaria o Princípio Cosmológico em sentido estrito, pois é uma estrutura emergente de flutuações iniciais. Contudo, ela introduz um 'privilege direcional histórico', substituindo a ideia de um 'eixo geométrico absoluto',por um eixo dinâmico material'. 

O universo tem uma direção preferencial não por sua geometria, mas por sua história gravitacional.  


Suposta conclusão:
A Teoria da Corda de Pérolas oferece um mecanismo imaginário,para explicar as anisotropias de grande escala, e a potencial existência de um eixo rotacional universal. 

Ela conectaria á física do universo primordial (inflação, formação de buracos negros). 

Nada nessa suposta rotação em torno desse eixo-Universo,aproxima ou afasta eventos, colisões ou interações.

Apenas apresenta  a ideia-conceito,de uma rotação,que o Universo estaria condicionado.

Todo o Universo contido em um semiovoide rotacional. 



By Santidarko